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Brasil se antecipa na contratação de trabalhadores da saúde durante a pandemia

Além da plataforma de recrutamento “O Brasil Conta Comigo”, do Ministério da Saúde, FAB abre seleção para mais 445 vagas na área

Desde o início da pandemia, um dos maiores problemas apresentados em países no exterior foi a falta de profissionais da saúde para atuar no enfrentamento ao novo coronavírus. O Governo Federal se antecipou com diversas ações, entre elas a criação da plataforma “O Brasil Conta Comigo”, que já tem o cadastro de quase um milhão de profissionais de saúde dispostos a aturem na linha de frente. Agora, a Força Aérea Brasileira também vai recrutar médicos e enfermeiros para trabalhar temporariamente em hospitais da FAB.

O Comando da Aeronáutica abriu, no dia 13 de maio, as inscrições para dois processos seletivos simplificados que buscam preencher 445 vagas de nível médio/técnico e superior para prestação de Serviço Militar Temporário. Os profissionais irão compor os quadros dos hospitais do sistema de saúde da Força Aérea para trabalhar no combate à pandemia da Covid-19.

A seleção será feita para profissionais interessados em trabalhar nas localidades Belém-PA, Canoas-RS, Manaus-AM, Recife-PE, Lagoa Santa-MG, Guaratinguetá-SP, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP e Brasília-DF.

Um dos editais oferece 276 vagas para Técnico de Enfermagem, com salário de R$ 3.825,00. O outro tem 169 vagas para cargos de nível superior nas funções de Médico, Médico Intensivista, Enfermeiro, Fisioterapeuta e Farmacêutico, com salário inicial de R$ 7.315,00. As inscrições gratuitas podem ser feitas até o dia 17 de maio, pela internet, por meio do endereço eletrônico convocacaotemporarios.fab.mil.br.

Banco de profissionais

O Ministério da Saúde continua cadastrando profissionais de saúde que estão disponibilizando seus serviços para o enfrentamento ao novo coronavírus por meio da iniciativa “O Brasil Conta Comigo”. O portal está aberto para 14 áreas da saúde e já cadastrou aproximadamente 931 mil pessoas. Esses profissionais receberam capacitação online sobre os protocolos clínicos do Ministério da Saúde e cerca de metade deles se dispuseram a atender solicitações.

Segundo Mayra Pinheiro, Secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, o levantamento dos profissionais de saúde é essencial para poder reforçar a capacidade de atendimento da população em localidades que solicitam ajuda junto à pasta.

“Os grandes problemas enfrentados no mundo durante a pandemia dizem respeito a recursos humanos, a oferta de equipamentos de proteção individual e de leitos. O Brasil se antecipou dentro dessas responsabilidades em relação aos recursos humanos e nós somos hoje o primeiro país que criou um cadastro para recrutar profissionais, treiná-los e capacitá-los no enfrentamento da pandemia”, ressaltou.

O cadastro é voluntário e tem como objetivo criar um grande banco de profissionais em todos os estados e municípios brasileiros e que eles possam declarar a disponibilidade para serem convocados para atuar na linha de frente, caso seja necessário. Dos mais de 931 mil cadastrados, cerca de 414 mil já se dispuseram a atuar em estados e cidades que tenham esta demanda, como foi o caso de Manaus, que solicitou ajuda ao ministério e recebeu 377 profissionais.

“Quando a gente fala que tem um número menor, é que esses profissionais declararam que se forem necessários, forem requisitados pelos estados e municípios, eles estarão à disposição”, explica Mayra. “Foi o que aconteceu com o município de Manaus que fez uma solicitação para o Ministério da Saúde de enfermeiros, biomédicos e nós estamos levando esses profissionais, treinando esses profissionais presencialmente em cursos de simulação realística e organizando a logística para que eles possam atuar.”

O cadastro é importante para que o ministério tenha o georreferenciamento de profissionais de várias áreas em todos os estados, principalmente terapeutas intensivistas, emergencistas e anestesistas, já que a grande demanda hoje está nos leitos de unidades de tratamento intensivo.

As informações estão à disposição de todos os gestores, que precisam entrar em contato com o Ministério da Saúde. A pasta vai encaminhar os profissionais de acordo com a necessidade e a contratação fica a cargo dos estados e municípios solicitantes.

O cadastro pode ser feito no site https://registrarh-saude.dataprev.gov.br. Lá os profissionais terão acesso aos Protocolos de Manejo Clínico do Ministério da Saúde para enfrentamento à Covid-19. São 60 cursos para as 14 especialidades. No cadastro, o profissional também assinala se quer fazer parte do time que se dispõe a trabalhar no enfrentamento imediato do coronavírus.

FONTE: Agência do Rádio

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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