Esporte

Brasil precisa rever a forma de ingresso no serviço público; a bolha vai estourar

Com avanço da tecnologia, fraudes em concursos públicos estão se tornando rotineiras e a máquina está inchada e ineficaz

Demorou demais

Na verdade uma década para que a Polícia Federal finalmente resolvesse fazer uma operação nas empresas que participam das obras de transposição do rio São Francisco. Um vergonha, um vexame. Uma obra de extrema importância para o Nordeste. Milhares de famílias morrem de fome e sede nas mãos de coronéis por falta de água, que poderia ser suprida com a transposição. Recentemente o Fantástico fez reportagem sobre a condição de miséria que se encontram moradores da região. É dramática a situação.

Drama

Também vive os moradores da cidade de Mariana (MG) que foi engolida por uma lama tóxica que além de destruir todos os bens dos moradores, matou 16 pessoas (acharam mais um corpo nesta sexta-feira) e contaminou rios e o mar. Interessante que ninguém foi preso, os executivos da empresa Samarco, responsável pela barragem se recusam a prestar quaisquer esclarecimentos junto à sociedade. Pagaram bem as licenças. Pagaram com gordas doações a políticos vagabundos vendidos. Enquanto isso, os moradores choram a perda de entes queridos e de seus bens.

Mas o Brasil é terra de ninguém

Golpistas por aqui proliferam igual larva de mosquito da dengue. Lembram-se do Palace II, no Rio de Janeiro? O vagabundo que havia construído aquela arapuca usando areia da praia morreu sem pagar pelo crime. Aqui mesmo em Rondônia tivemos o rompimento da barragem de Apertadinho, que destruiu mais de 1.300 hectares de floresta. Isso aconteceu há 7 anos e até hoje ninguém foi punido. No Brasil, país dos mil escândalos, os casos se sobrepõe. São tantos que fica difícil obter punição.

Vai depor

Dia 17 de dezembro, próxima quinta-feira, está marcado o depoimento do ex-presidente Lula à Polícia Federal. Ele vai falar sobre os negócios do filho, que está sendo investigado na Operação Zelotes, que apura a venda de Medidas Provisórias no governo Lula que favoreceu montadoras no país. O rapaz teria recebido um gordo pixuleco.

Bolha

A administração de Lula foi marcada pela euforia principalmente das camadas mais baixas da população. O brasileiro passou a acreditar que vivia em um país mágico, onde tudo era dado pelo governo e que essa conta jamais seria paga. Uma espécie de maná infinito. As concessionárias nunca venderam tanto. Os banqueiros abriam sorridos de orelha a orelha, com financiamentos a perder de vista. Veio a febre da “linha branca” quando o governo, por força de Medida Provisória concedeu isenção nos produtos como geladeiras, fogões e freezers. O FIES enchia as faculdades particulares, que jogaram as mensalidades a preços astronômicos, enquanto isso, as universidades públicas foram sendo sucateadas cada vez mais.

Agora estourou

Ainda na campanha de 2014 já se previa que estava chegando a hora de pagar as contas de doze anos de ilusão. Mas a população, entorpecida, se recusou a ver o óbvio, embalada por um discurso populista traçado pelos marqueteiros petistas que, confiando na memória curta do brasileiro, apostaram na mentira deslavada. Como resultado, temos uma crise financeira que vem trazendo o brasileiro de volta à realidade dura, a de que nossa economia é frágil e que podemos voltar aos anos 80 e 90, quando a inflação galopante nos transformou em uma Venezuela.

Mudança já

O Brasil não precisa de discursos fáceis, nem de Lula nem de Aécio. Precisamos de alguém responsável, que tenha coragem de fazer uma mudança estrutural no sistema. Temos que mudar a tributação, a legislação trabalhista e principalmente, investir maciçamente em educação e qualificação. É apenas dessa forma que o Brasil encontrará um caminho sólido, onde teremos uma economia que vai permitir oportunidade a todos. Enquanto o Estado Brasileiro continuar dando os peixes ao invés de ensinar a pescar, vamos continuar nessa eterna instabilidade.

Fraudes

A Polícia Federal descobriu um esquema que pode ter fraudado mais de 40 concursos públicos nos últimos anos, com uso de pontos eletrônicos. O país precisa rever essa metodologia de contratação para o ingresso no serviço público. Com o avanço da tecnologia, vai se tornar inviável a realização de provas livres de fraudes. Sem contar que concurso não é parâmetro de competência. Métodos mais eficazes estão sendo utilizados em outros países. A máquina pública brasileira está inchada e ineficiente. A quantidade de servidores nunca é suficiente para atender a demanda e cada vez os salários precisam ser mais altos para serem atrativos. Uma hora essa conta vai ser cobrada e ela arrebenta na previdência.

Um exemplo

De modernização da máquina pública é o Chile, que adotou uma série de medidas para melhorar o atendimento e principalmente, evitar interferências políticas no serviço público. Uma reportagem bem interessante da Revista Exame mostra que é possível ter uma máquina pública eficiente. Para conferir, CLIQUE AQUI.

Na Prime

Chegou a nova linha de sais, molhos e temperos. Chegaram também trufa, camarão, cogumelo porcini e bacalhau. Vai conferir. na Avenida Jorge Teixeira, 2773.

Estressou

O governador Confúcio Moura azedou porque recebeu, via whats, um vídeo falando sobre um surto de meningite que estaria acontecendo em Jaru e Ariquemes. Ele disse que viu, acionou a SESAU e não ficou “nada comprovado”. Pode até não ser “surto” governador, mas aqui mesmo, em Porto Velho, uma criança está internada em uma UTI em hospital particular com meningite. O caso é grave e requer mais do que mensagens no Facebook. Requer, de fato, uma intervenção da secretaria de Saúde para resolver esse problema e aí sim, evitar um surto.

Usa GPS em viagens de carro? Veja como proceder para não ter problemas

Muita gente usa o GPS atualmente em viagens, mas se você não tiver cuidado, pode cair em uma situação bem complicada. O GRUPO LF, que representa as marcas Mitsubishi, Citroen e Peugeot, dá três dicas que você precisa seguir para não problemas. Utilize aplicativos que mostrem atualizações sobre as estradas, na internet é fácil encontrar aplicativos de celular como o Waze e o próprio Google Maps, que informam ao usuário se há problemas nas rodovias. Essa utilidade é mais fácil de funcionar se utilizada em cidades grandes ou em estradas conhecidas — principalmente quando o aplicativo utilizado for o Waze, que é atualizado pelos próprios usuários. Os aparelhos de GPS de carros normalmente apresentam atualizações menos instantâneas, então acidentes, obras e problemas na iluminação ou sinalização são menos prováveis. Dê preferência às vias principais, utilize estradas maiores, mais conhecidas, com mais movimento, isso diminui a probabilidade de surpresas. Hierarquizando o que é principal e o que é secundário, o motorista fica menos sujeito a entrar em uma região de risco. Alem disso, vias principais normalmente são utilizadas por mais usuários dos aplicativos, o que garante mais atualizações sobre possíveis problemas. Estude o trajeto antes de sair de casa, não significa abrir um mapa e fazer um estudo cartográfico das cidades, mas ter uma ideia de o que esperar no caminho. Uma breve pesquisada no Google Maps ou mesmo num mapa de papel pode ajudar o motorista.

E a zika?

Chuvas aumentando mas não vi nenhuma movimentação dos organismos responsáveis pela contenção de doenças como zika e dengue na região de Porto Velho, famosa por ter surtos desse tipo de doença. A capital é de longe uma das cidades com mais mosquitos que eu conheço. E o clima ajuda na proliferação dessas pragas. Nessa altura do campeonato era para a prefeitura estar jogando fumacê em toda a cidade e realizando visitas em quintais e terrenos. A Câmara de Vereadores podia se mexer também, apresentando e aprovando uma lei para multar proprietários de imóveis onde fossem encontrados focos de dengue, malária ou outras peçonhas.

Tudo Aqui

Um elogio. O sistema do Tudo Aqui funciona. Tem evitado filas e demonstra que as equipes estão afiadas. Uma crítica. O prédio, apesar de ter passado por uma longa reforma, continua apresentando velhos problemas, inclusive algumas goteiras que enchiam o saco no passado. Continuam no mesmo lugar.

Novo corregedor

O desembargador Hiram Marques é o novo corregedor do Tribunal de Justiça de Rondônia. Ele substitui Daniel Lagos,k que vai para a 1ª Câmara Criminal. Hiram Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rondônia por três mandatos consecutivos e foi pelo quinto constitucional da OAB nomeado desembargador do TJRO desde 2014 onde atuava na 1ª Câmara Criminal, além de lecionar nas faculdades particulares.

Clínica Mais Saúde informa – Dormir com os bichos de estimação faz bem, diz estudo

Uma boa notícia para os donos que adoram dormir com os pets: passar a noite com o bicho de estimação faz bem, segundo uma nova pesquisa publicada pelo Centro de Sono da Mayo Clinic, em Scottsdale, Arizona. As informações são do Daily Mail . Estudiosos avaliaram 150 pacientes e descobriram que quem dormia com o gato ou com o cachorro se sentia mais seguro, diferentemente do que decretara uma pesquisa anterior, a qual alertava que dormir com os pets danificava a qualidade do sono. De acordo com o novo relatório, 56% dos participantes dividiam a cama com o bicho de estimação e apenas 20% reportou ser acordado pelo pet no meio da noite. Outros 41% afirmaram que se sentiam melhor ao dormir com o animal. A razão é que deixar o cão ou o gato na cama relaxa e dá a sensação de segurança. “Uma senhora solteira de 64 anos comentou que se sentiu melhor ao dormir com o cachorro, que se aconchegou perto de seus pés. Outra mulher, casada, descreveu seus dois cães como ‘aquecedores de cama’, e disse se sentir mais calma quando o gato dormia em seu peito”. Em 2013, entre as pessoas que frequentavam a clínica e tinham bichos de estimação, 10% haviam culpado, parcialmente, seus animais pelas noites mal dormidas. Um bom aumento se comparado ao 1% de 2002 (resultado obtido em uma conferência). O psiquiatra e autor do estudo, Lois Krahn, afirma que “apesar da maioria dos pacientes não achar que seus bichos atrapalham o sono, uma grande porcentagem já experimentou a sensação de irritação”. Ele explica que isso pode estar relacionado com o maior número de famílias que possuem vários bichos. “Quando as pessoas têm esse tipo de problema, os médicos precisam conversar sobre os bichos de estimação e ajudar a otimizar o sono dos pacientes”, aconselha.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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