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Brasil importou o que houve de pior na eleição dos EUA e no referendo do Brexit

Brasília(DF), 15/12/2018 - Presidente Michel Temer da posse ao ministro Marun - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Notícias falsas de cunho moral, uso de robôs e violência armada já marcam a campanha de 2018

Ainda faltam 13 dias para o primeiro turno das eleições de 2018 e mais de um mês para o desfecho da campanha eleitoral. Apesar disso, no que diz respeito às notícias falsas, já dá para lamentar um fato: o Brasil importou o que houve de pior e de mais nefasto tanto das eleições dos Estados Unidos, em 2016, quanto do referendo do Brexit, no Reino Unido. Não soube se blindar frente ao mar de notícias falsas – por mais óbvias e odiosas que elas sejam.

Agora acompanhe o raciocínio e lamente comigo.

A campanha que levou Donald Trump à Casa Branca foi permeada por fake news ligadas a questões morais e éticas. Você se lembra, por exemplo, do escândalo do “pizzagate”? Daquela teoria da conspiração que nasceu no submundo da internet, a partir de e-mails ligados a membros da campanha de Hillary Clinton e que enxergou na expressão “cheese pizza” um sinônimo de “child pornography” – apenas porque ambas começavam com as mesmas letras?

Pois bem. Consistia numa notícia falsa tão difícil de combater quanto às que agora circulam no Brasil com relação ao kit gay, eternamente atrelado à figura de Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República.

Assim como nunca existiu uma rede de pedofilia e tráfico infantil liderada por Hillary no porão de uma pizzaria de Washington DC, também não é verdade que as imagens de sexo explícito que circulam pela web hoje em dia faziam parte do material que foi produzido por um grupo de ONGs em 2011 para combater a discriminação em escolas. Para tentar pôr fim a essa fake news incontrolável, nos últimos dias, os checadores da Agência Lupa se debruçaram sobre todo o chamado kit gay – folha a folha, vídeo a vídeo – e não encontraram nele as imagens que muitos da web juram que integram “o kit de Haddad”. Veja detalhes da checagem aqui.

E o escândalo do “pussygate”? Aquele em que Trump aparecia fazendo comentários vulgares e machistas sobre as mulheres? Lembra quanta notícia falsa nasceu dali? No Brasil, na última semana, os checadores profissionais identificaram como falsa a informação de que a atriz Patrícia Pillar “havia contado” que tinha sido agredida por Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, quando eram casados. A atriz gravou um vídeo negando qualquer incidente do tipo. Mas o conteúdo falso segue popular nas redes e no submundo do WhatsApp.

Na campanha feita no Reino Unido em 2016, quando se discutia a saída do país da União Europeia, vimos notícias falsas com raízes econômicas e migratórias. Muitas delas com requintes de xenofobia. Recordemos, por exemplo, o pôster de Nigel Farange mostrando uma leva de homens e mulheres não brancos, lotando uma estrada e caminhando para o que supostamente seria o Reino Unido. Teve enorme impacto no debate político, apesar de ser um clique antigo, feito na fronteira entre a Croácia e a Eslovênia, sem qualquer relação com os britânicos.

Aqui no Brasil, as fake news de migração já aparecem nas redes e no debate político-eleitoral. Na maioria das vezes estão relacionadas aos venezuelanos que chegaram a Roraima. A desinformação sobre esse tema, já denunciada pela Lupa, está solta na web, com requintes de excessos. Mas o pior é que já vem sendo repercutida por candidatos em entrevistas, debates e sabatinas. Humpf!

Nos Estados Unidos de 2016, o humor virou fake news. O principal caso é o do apoio do papa Francisco à campanha de Trump. O Snopes, um dos maiores sites de checagem do planeta, mostrou que essa história surgiu numa página de cunho satírico, a WTOE5 News, mas que esse “pequeno detalhe” não foi levado em conta pelos que a repercutiram, fazendo dessa a maior notícia falsa de toda a campanha de 2016.

Aqui no Brasil, nos últimos dias, os fanfics (textos fictícios) feitos pela cantora Rita Lee no Twitter anos atrás foram usados de forma brutal contra a campanha e a figura de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. Assim como o pontífice jamais declarou apoio a Trump, Rita Lee e Bolsonaro nunca namoraram. Veja a checagem que detalha esse caso aqui.

E as teorias da conspiração? Ah! Também temos! Quando a Polícia Federal e a Receita Federal apreenderam malas de dinheiro da comitiva do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mang, no aeroporto de Viracopos, as redes surtaram.

A avalanche de fake news sobre o assunto foi tão grande que o BNDES precisou publicar um desmentido oficial. Não é verdade que o banco emprestou dinheiro ao país de Obiang Mang nem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdoou essa enorme dívida. Essa história é tão insana e tão absurda quanto a do “pizzagate”. Mistura Guiné Equatorial com Guiné Bissau e prova a fragilidade do ecossistema noticioso brasileiro nas profundezas da internet. Leia mais aqui.

Mas quem espalha tanta besteira? Tudo igual, mais uma vez. Levantamento feito pela Sala da Democracia da FGV/DAPP e divulgado na sexta-feira passada mostra que, pela segunda semana consecutiva, houve um aumento nas interações motivadas por bots nas redes sociais brasileiras. No campo pró-Bolsonaro, primeiro nas pesquisas de intenção de voto, os robôs representam 17,8% das conversas. No campo pró-Haddad, que aparece em segundo, 13,2%. Como se sabe, a participação de trolls e bots marcou as campanhas americana e britânica. Há inclusive investigações em aberto sobre isso. No Brasil, não conseguimos evitar.

Para concluir a coluna desta semana, não poderia deixar de falar da violência armada: outro horror que importamos. Em dezembro de 2016, o restaurante Comet Ping Pong, “envolvido” no “pizzagate”, foi invadido por um homem de 28 anos que portava um rifle AR-15 e que queria elucidar de uma vez por todas aquela história. O homem fez ao menos três disparos e, por sorte, não matou ninguém. Foi preso e, na Justiça, reconheceu sua culpa.

No dia 6 de setembro, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). Não teve pudor da multidão que o cercava. Nas redes sociais, Adélio fazia postagens desconexas e parecia acreditar em teorias da conspiração. Na polícia, confessou o crime e segue preso. Até onde se vê, encaixa bem no perfil de quem consome, acredita e compartilha fake news. Talvez tenha feito isso antes de puxar a faca contra Bolsonaro.

FONTE: ÉPOCA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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