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Bolsonaro faz aceno a partidos em busca de governabilidade

Montagem do eventual governo do candidato do PSL à Presidência envolve corte de ministérios e redução de cargos comissionados

Favorito na corrida presidencial no domingo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), sustenta a promessa de implantar uma nova forma de fazer política e fugir do chamado “toma lá dá cá” para construir sua base, mas tem dado indicações nos últimos dias que pode recorrer à oferta de cargos para aliados de partidos, como o DEM.

O presidenciável já declarou a intenção de reduzir à metade os atuais 29 ministérios na Esplanada, mas até o momento não definiu como executar o plano, que pode encolher a sua margem de negociação com aliados.

O candidato, que chegou a dizer que estava com as mãos na faixa presidencial, já fez acenos ao atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e deu sinais de que poderia dar respaldo à sua reeleição no posto. Também houve aproximação com outros integrantes da sigla.

“Eu acho que o partido está receptivo, 100% do DEM vota nele. Eu não conheço ninguém do DEM que não vote nele”, disse uma fonte da sigla, lembrando da proximidade do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) com Bolsonaro, ao ponto de ter sido anunciado como o futuro ministro da Casa Civil.

“Você acha que ele vai governar sem o DEM?”, lançou.

Dentre os democratas com maior aproximação do favorito nas pesquisas está o deputado Alberto Fraga (DF), que não obteve votos suficientes para chegar ao segundo turno pelo governo do Distrito Federal. O que se ventila é que poderia ocupar um cargo que cuide da articulação com o Congresso Nacional.

Já o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), que não conseguiu se eleger no Amazonas, gravou vídeo em que o capitão da reserva, ao seu lado, garante a sua participação no governo, com a tarefa de atuar como interlocutor do governo federal com seu Estado.

“Pode ter certeza, ele fará parte, com toda certeza, do nosso governo e fará então a intermediação desse Estado próximo e maravilhoso, mas que precisa de alguns reparos para que vocês possam economicamente, e em outras áreas também, crescer na região”, disse Bolsonaro no vídeo.

A aproximação com o partido também envolve a inclusão de Mendonça Filho (DEM-PE) na elaboração da política educacional do novo governo.

Duas fontes do partido consultadas pela Reuters apostam na recondução de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara, e citam seu poder de articulação como um ponto a favor. Para alcançar o atual posto, Maia chegou a conversar e fechar acordos com partidos da oposição, como o PCdoB.

O aceno para a reeleição de Maia, no entanto, ainda não está certo e é preciso levar em conta um outro componente: os integrantes do PSL, segunda maior bancada da Câmara, com expectativas de ainda inflar por conta da cláusula de barreira. Seus parlamentares podem pleitear a vaga para o partido.

Segundo fonte do Congresso Nacional, quanto maior a margem de vitória do vencedor, mais inflados estarão seus aliados no Legislativo e menos campo de negociação estará disponível.

Lideranças do partido de Bolsonaro admitem que um nome de fora da sigla poderia ajudar a governabilidade. Outros defendem que a solução passaria pela prata da Casa, de forma a impedir que Bolsonaro, uma vez eleito, fique refém do presidente da Câmara.

Toda essa movimentação, avalia uma das fontes, pode gerar um clima de frustração na base, que espera postura diferente do candidato, em consonância com suas promessas de campanha. Pondera ainda que há acertos com o DEM, mas há outros partidos no espectro político.

“A conta pode não fechar”, alerta.

Deputado federal eleito pelo PSL paulista, o empresário Junior Bozzella disse à Reuters que um eventual governo Bolsonaro não vai atuar na base da barganha política e ressaltou que não vê problema na escolha de quadros políticos, desde que atenda a critérios técnicos.

Para ele, a “era Bolsonaro” quer o “fim do toma lá dá cá, do balcão de negócios, da sopa de letrinhas que tem que arregimentar uma série de partidos”.

“Não pode recorrer na velha prática. Se for caminhar por esses lados, que todos se acostumaram a fazer nos últimos anos, eu acho que vai ser mais do mesmo. Creio que não será a linha de atuação do governo. O governo deve conversar e mostrar que aquilo é bom para o país. Então assim, se é bom para o país, nós temos uma militância aguerrida que vai se comportar e interpretar os deputados de forma positiva, que vão querer contribuir”, disse Bozzella.

A única coligação formalizada pelo PSL no primeiro turno foi com o PRTB, partido do vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão. No segundo turno, recebeu o apoio do PTB e do PSC. Também selou como aliadas as frentes parlamentares da agropecuária e evangélica.

Redução de Ministérios

A montagem de um eventual governo Bolsonaro prevê um corte de 29 para cerca de 15 em números de ministérios e drástica redução dos cargos em comissão, a se concretizar a promessa do indicado para assumir a Casa Civil, deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni, de pôr fim a 20 mil desses postos.

Essa nova configuração prevista diminui a margem de negociação do governo, sob pressão de interesses de políticos aliados, frentes parlamentares que já declararam apoio a ele e também de setores empresariais.

Até o momento, o candidato do PSL confirmou três nomes para o primeiro escalão: além de Onyx para a Casa Civil, o economista Paulo Guedes para um superministério da Economia e o general da reserva do Exército Augusto Heleno para o Ministério da Defesa.

Ou seja, haveria 12 cargos em aberto no primeiro time da Esplanada dos Ministérios. Essa equação tem ficado mais difícil de solucionar porque Bolsonaro já anunciou ter desistido de incluir a atual pasta da Indústria e Comércio Exterior, mais conhecida como MDIC, na superpasta de Guedes e ainda tem repensado se vai levar adiante a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, após reação de lideranças do setor do agronegócio.

A ex-corregedora Nacional de Justiça e ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon, que passou a defender publicamente voto no segundo turno em Bolsonaro, de quem se aproximou recentemente, disse que o importante é fazer um “ministério independente de indicações políticas e pela meritocracia, mas alguns cargos têm de ser políticos”.

“Não podemos abrir mão das pessoas que têm experiência política e que podem mostrar o caminho como se fossem bússolas e isso precisa ser feito”, disse Calmon à Reuters. Ela tem sido cotada para assumir o Ministério da Justiça, mas afirmou que não tem qualquer pretensão de assumir o posto e pretende contribuir fazendo interlocuções com os Poderes.

FONTE: REUTERS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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