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Bolsonaro diz estudar projeto para acabar com a Justiça do Trabalho

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (3.jan.2019) que estuda 1 projeto para acabar com a Justiça do Trabalho. Segundo ele, “havendo clima”, o governo deve discutir a proposta e dar prosseguimento à ideia.

“Isso daí, a gente poderia até fazer, isso está sendo estudado. E, havendo o clima, nós podemos discutir essa proposta e mandar pra frente. Nós queremos”, disse.

A declaração foi feita ao Jornal do SBT. Foi a 1ª entrevista de Jair Bolsonaro após assumir a Presidência da República. Assista a trecho do vídeo postado pelo SBT no Facebook.

Bolsonaro disse ainda que “a mão de obra no Brasil é muito cara” e que isso deve ser mudado por prejudicar o empregador.

“Você pode ver, a mão de obra no Brasil é muito cara, o empregado ganha pouco, mas a mão de obra é cara. Eu costumo dizer, né. É pouco pra quem recebe e muito pra quem paga. Devemos modificar isso aí. Alguém ganha R$ 1.000 por mês e o patrão, na verdade, está gastando R$ 2.000″, disse.

IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA

Bolsonaro também falou sobre a reforma da Previdência, que, segundo ele, pode ser enviada ao Congresso fatiada. Segundo o presidente, a 1ª proposta a ser discutida será a idade mínima, que deve ficar em 62 anos para os homens e 57 para as mulheres a partir de 2022.

“Pretendemos, algo a ser, botar num plano da reforma da Previdência, nós passarmos a dar 1 corte até o final de 2022. Essa que é uma ideia inicial. Aí seria aumentar para 62 os homens e 57 as mulheres… Não de uma vez só, né. Um ano a partir da promulgação e 1 ano a partir de 2022, essa é a ideia”, disse.

Segundo Bolsonaro, a proposta apresentada por Michel Temer será aproveitada. “Vamos rever alguma coisa, porque a boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado e não aquela que está na minha cabeça, ou da equipe econômica. E ela interessa para todos nós”, disse.

O presidente disse ainda que a reforma da Previdência pública terá maior atenção. “O que mais pesa no Orçamento é a questão da Previdência pública, essa vai ter uma maior atenção da nossa parte. E, no meu entender, vamos buscar também eliminar privilégios”, afirmou.

Ficaria para 2023, no próximo governo, uma reavaliação para aumentar a idade.

“O futuro presidente reavaliaria essa situação e botaria para o próximo governo, 2023 até 2028, a passar para 63, 64 [anos], essa é que é a ideia. Porque quando bota tudo de uma vez só num pacote, primeiro, você pode errar, e nós não queremos errar, mas a oposição, como regra no Brasil, quanto pior estiver o governo, melhor, vai usar os 65 anos pra dizer que nós fizemos uma tremenda maldade com o povo“, disse.

Segundo o militar, será levado em consideração a expectativa de vida.

Não é uma reforma de simplesmente dar 1 número para todo mundo. Haverá uma diferença pra facilitar a tua aprovação e também não fazer injustiça com aqueles que têm uma expectativa de vida menor“, afirmou.

ALÍQUOTA PARA SERVIDORES NA PREVIDÊNCIA

Em contraste à reforma da Previdência municipal de São Paulo, Jair Bolsonaro não pretende aumentar a alíquota de contribuição de funcionários públicos para o sistema de aposentadorias.

Eu sei que São Paulo passou de 11% para 14%, e você já tem uma alíquota de imposto de renda altíssima que não é corrigida ano após ano, na verdade é 1 redutor de renda, acredito que não seja necessário isso aí. Senão, daqui a pouco você vai querer que o governo fique com o seu líquido e que o você fique com aquilo que é descontado da parte do governo. Então acho que é injusta essa questão, 11% está de bom tamanho, mais 27,5% de imposto de renda“, afirmou.

O capitão da reserva negou, ainda, que haverá a volta da CPMF. Segundo Bolsonaro, o que o governo quer é “fusão de impostos e simplificações“.

FLEXIBILIZAÇÃO DA POSSE E DO PORTE DE ARMA

Bolsonaro disse que Sérgio Moro deu a ideia de fazer 1 novo decreto sobre o posse de arma, que segundo ele, tratará sobre critérios que o cidadão deve seguir para comprovar a “efetiva necessidade” de ter a posse.

“O grande problema do Estatuto do Desarmamento –que nós, o povo, optou; o povo, não foi eu, eu trabalhei favorável a isso– foi pelo direito da compra de armas e munições. Então, o que acontece… ali na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Então isso passou a ser algo subjetivo. Então a Justiça Federal age de acordo com orientação do Ministério da Justiça… e a orientação que vem também do governo central”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, o que é de efetiva necessidade ainda está sendo definido, mas deu exemplo: “Estado, que por exemplo, o número de óbitos por 100 mil habitantes por arma de fogo seja igual ou superior a 10, essa comprovação da efetiva necessidade é um fato superado, ele vai poder comprar arma de fogo“.

Sobre o porte de arma –a liberdade de carregar o armamento fora de casa–, Bolsonaro disse que pode editar 1 decreto para dar flexibilização.

“A questão do porte vamos flexibilizar também. Podemos fazer por decreto também. Os requisitos são estabelecidos por decreto“, disse.

CASO DE EX-ASSESSOR DE FLÁVIO

Bolsonaro foi também questionado sobre o caso de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) –filho do presidente. O presidente disse que “não tem nada a ver com essa história”.

Disse ainda que emprestou a Fabrício Queiroz R$ 600 mil e a movimentação aponta, na verdade, transferência de 10 cheques de R$ 4 mil.

“Eu o conheço desde 1984, ele foi meu soldado na brigada paraquedista, foi trabalhar no gabinete do meu filho, deputado estadual. Sempre gozou de toda a confiança minha e mais de uma vez eu já havia emprestado dinheiro a ele. Eu já emprestei dinheiro pra vários funcionários também… Eu dou essa liberdade, não vejo nada demais nisso aí, não cobro juros, nada. Ele falou que vendia carros, eu sei que ele fazia rolo… Mas, agora, quem vai ter que responder por isso aí é ele”, afirmou.

Fabrício Queiroz foi citado em 1 relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentação suspeita de dinheiro na conta bancária. O relatório aponta que o ex-assessor teria movimentado R$ 1,2 milhão, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Uma das transações, 1 cheque de R$ 24.000, foi destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Agora o Coaf fala em movimentação atípica, isso quer dizer que seja ilegal, irregular. Agora outra coisa que tem que deixar bem claro, não são 1,2 milhão de reais, são 600 mil reais”, disse.

SEM DIÁLOGO COM PT, PSOL E PC DO B

O presidente disse que não dialogará com o PT, o Psol e o PC do B. Bolsonaro citou suas quase 3 décadas como deputado federal para embasar a afirmação.

“Tenho 28 anos de Câmara. Conheço muito bem cada parlamentar lá dentro. Os do PT, do Psol e do PC do B são radicais“, disse.

Sobre a relação com os governadores do Nordeste –onde há predominância petista–, que não foram à posse, Bolsonaro afirmou que não haverá “guerra“, mas criticou a atuação dos chefes de Executivo estaduais da região.

“Da minha parte não, não posso fazer guerra com governador do Nordeste, atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está no Nordeste, muito por conta da posição desses governadores“, disse.

Nenhum governador do Nordeste compareceu à posse de Bolsonaro.

BASE MILITAR DOS EUA NO BRASIL

O presidente deixou em aberto a possibilidade de os Estados Unidos terem uma base militar no Brasil. Disse que o poderio das Forças Armadas “americana, chinesa e soviética” independem de presença física, mas não descartou a ideia.

“De acordo com o que puder vir a acontecer no mundo, quem sabe isso possa vir a acontecer no futuro“, afirmou. “Reconheço a minha posição. Nós sabemos que o presidente Donald Trump é o homem mais poderoso do mundo. Gostaria muito que nos visitasse. Eu já sinalizei para [o secretário do Estado dos EUA] Mike Pompeo ontem que em março gostaria de visitar os Estados Unidos e ter uma conversa com Donald Trump“, disse.

Bolsonaro disse que nos últimos 25 anos as Forças Armadas foram “abandonadas” no Brasil. Disse que os governos petistas tentaram seguir os passos do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

“[Chávez] conseguiu impor o regime de força dessa maneira: corrompendo, subornando e tirando o moral das Forças Armadas“, afirmou. “Dilma Rousseff, em Quito, em 2014. Uma das decisões que ela tomou lá era criar no Brasil uma Academia de Defesa, para que todos na América do Sul, nós também, passassem por essa academia, para então, depois de uma pesada doutrinação, promover quem bem entendesse ao cargo de general“, disse.

Ainda sobre relações com outros países, disse que “grande parte do mundo árabe está alinhado com os Estados Unidos“, porque “a questão da Palestina já está saturando o pessoal“.

Nessa linha, o Brasil respeitaria a “autoridade de Israel“, pois o próprio país deve decidir onde será sua capital: “Como disse o primeiro-ministro israelense, a decisão tá tomada. Tá faltando apenas definir quando que ela será implementada.“

PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM 2ª INSTÂNCIA

Questionado sobre a ideia do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de transformar a prisão após condenação em 2ª Instância em lei, Bolsonaro disse que pode haver dificuldades em aprová-la no Congresso. Acredita, no entanto, que a renovação do Congresso favorecerá. Mas que vai depender de entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal).

Isso é uma dificuldade, não do Sérgio Moro, mas nossa. E talvez por 1 Congresso mais novo nós possamos ter essa oportunidade de aprovar isso daí. Agora, mesmo aprovando uma lei, pode o Supremo dizer que a lei tá bacana, legal, mas a Constituição diz que tem que transitar em julgado“, afirmou.

O militar lembrou que há uma data marcada na Corte para tratar do assunto, em 10 de abril. Disse que será o “grande teste de fogo” da Corte.

“Eu peço para que Deus ilumine os homens do Supremo Tribunal Federal e eles sejam bastante serenos em dar a resposta dessa votação ao que o povo quer. E o povo quer que a prisão se concretize após o julgamento em 2ª Instância“, afirmou.

RETIRADA DA BOLSA DE COLOSTOMIA

O presidente confirmou que a cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia ficará para 28 de janeiro.

“Eu até pedi para adiar uma semana. A equipe médica gostou, quando mais tarde melhor. Pretendo ir à Suiça, a Davos, para participar desse encontro lá[Fórum Econômico Mundial], a pedido do economista Paulo Guedes [ministro da Economia]. Será minha estreia fora do Brasil“, disse.

Sobre o fato de a Presidência ser ocupada pelo vice Hamilton Mourão enquanto Bolsonaro estiver se recuperando, o presidente afirmou que “não haverá nenhuma aventura“.

“O general Mourão é uma pessoa competente, uma pessoa disciplinada. E ele vai conduzir a nossa política, não haverá nenhuma aventura nesse momento, pode ter certeza disso“, afirmou.

Bolsonaro citou a possibilidade de não transmitir o cargo, mas descartou a ideia.

“Por outro lado, eu estando aqui [no Brasil], em São Paulo, pode ser até que não precise transmitir a função para ele. Mas com certeza irei transmitir, para o Brasil ficar mais à vontade“, disse.

FACADA QUE LEVOU EM CAMPANHA

Bolsonaro usa a bolsa de colostomia porque foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Trata-se de 1 fato histórico: foi o 1º atentado contra 1 postulante ao Palácio do Planalto.

O autor do golpe chama-se Adelio Bispo de Oliveira, tem 40 anos e é da cidade mineira de Montes Claros. Adelio foi preso e confessou o crime. Ele foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional e responde por “atentado pessoal por inconformismo político” com base no artigo 20 da lei.

O presidente diz que há outras pessoas envolvidas no atentado. “O elemento era filiado ao Psol. No mesmo dia, 4 advogados se apresentaram para defendê-lo. Inclusive 1 pegou 1 jatinho particular. Então está claro que gente com dinheiro, preocupada em ele não abrir a boca, foi em seu favor“, disse.

Bolsonaro ainda disse que o suposto mandante do crime tinha certeza que Adelio seria “linchado“, “o que seria natural“, mas que o eleitorado dele é “educado” e não o fez.

“Se fosse 1 atentado contra 1 candidato do PT pode ter certeza que ele seria linchado“, disse.

FONTE: PODER 360

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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