Policial

Bessa, Braga, Oliveira e Márcio Gabriel são denunciados por grupos de trabalho

A coluna PAINEL POLÍTICO do dia 27 de fevereiro mostrou de que forma o governo do Estado vem apadrinhando alguns secretários e servidores de primeiro escalão com os chamados “grupos de trabalho”, uma prática comum nas gestões peemedebistas em Rondônia.

A coluna mostrou que é constitucionalmente vedado a acumulação de cargos públicos remunerados, daí a instituição desses grupos de trabalho. Mas só os “amigos” que integram esses grupos, especialmente os secretários e ocupantes de cargos comissionados de alto escalão. Além da burla a constituição, a prática conflita com o artigo 63 da Lei Complementar Estadual nº 224/00, que prevê no máximo até dois Grupos de Trabalho, cuja característica básica é a transitoriedade, peculiaridade e circunstâncias especiais, devidamente comprovada mediante Relatórios de Trabalho acompanhado de documentos probatórios.

Diante dessas informações, o cidadão Luiz Carlos de Souza protocolou junto ao Tribunal de Contas e Ministério Público, uma “denúncia contra o executivo estadual sobre a criação ilegal de grupos de trabalho”. Na denúncia, ele pede que sejam observadas as participações dos secretários de estado Fernando Antônio de Souza Oliveira (Secretário de Estado da Justiça), George Alessandro Gonçalves Braga (Secretário de Estado de Planejamento) Marcelo Nascimento Bessa (ex-Secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania), e Márcio Rogério Gabriel (Superintendente de Licitações), a partir de abril de 2012. Veja a íntegra da denúncia protocolada no Ministério Público e Tribunal de Contas.

EXCELENTÍSSIMO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA – MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL

Assunto: Denúncia contra o Executivo Estadual sobre criação ilegal de Grupos de Trabalho

 

LUIZ CARLOS DE SOUZA, cidadão brasileiro, portador da Carteira de Identidade no 1259572-SSP/RO, CPF no 542.623.646-15, residente e domiciliado na Rua Buenos Aires, 1320, Porto Velho, Rondônia, no uso das prerrogativas que lhe confere o art. 74, § 2o, da Constituição Federal, comparece perante esse Tribunal de Contas para formular DENÚNCIA contra prática de atos ilegais, ilegítimos e antieconômicos no âmbito do Poder Executivo do Estado de Rondônia, relativos à CRIAÇÃO INSTITUCIONALIZADA DE GRUPOS DE TRABALHO, de forma gritantemente incompatível com as boas práticas que devem nortear a Administração Pública, em ofensa ao art. 63 da Lei Complementar no 224/00 c/c arts. 37 caput, 37, XI e 39, § 4o, da Constituição Federal, consoante as razões fáticas a seguir detalhadas, consoante as razões fáticas a seguir detalhadas.

DOS FATOS

De acordo com a coluna eletrônica denominada Painel Político, (http://painelpolitico.com/coluna), veiculada no dia 27.02.2015, o Executivo Estadual está adotando a prática ilegal de instituir “Grupos de Trabalho”, com o propósito nítido de beneficiar “apadrinhados políticos”, nos seguintes termos, veja-se:

Recordar é viver

No período em que Valdir Raupp governou Rondônia ele tinha uma forma bem prática de gratificar os mais chegados, eram os grupos de trabalho, que em tese são constituídos para determinadas funções, mas na prática não servem para nada, a não ser engordar a conta dos agraciados no fim do mês.

Pois é

A prática foi extinta no governo Bianco porque é dispendiosa e como eu disse, não acrescenta nada a administração pública. Ivo Cassol manteve a decisão e também não resgatou essa imoralidade, mas veio Confúcio e para “dar uma força”, ainda mais que ele fez um “h” com a conversa de que reduziu salários. Quem abre o Diário Oficial do Estado, percebe a enorme quantidade de “grupos de trabalho” que foram constituídos nos últimos anos.

Burlando

É constitucionalmente vedado a acumulação de cargos públicos remunerados, daí a instituição desses grupos de trabalho. Mas só os “amigos” que integram esses grupos, especialmente os secretários e ocupantes de cargos comissionados de alto escalão. Além da burla a constituição, a prática conflita com o artigo 63 da Lei Complementar Estadual no 224/00, que prevê no máximo até dois Grupos de Trabalho, cuja característica básica é a transitoriedade, peculiaridade e circunstâncias especiais, devidamente comprovada mediante Relatórios de Trabalho acompanhado de documentos probatórios. O que não é nosso caso.

Portanto

Cabe aos organismos fiscalizadores, no caso me refiro apenas ao Ministério Público e Tribunal de Contas, porque da Assembleia não podemos esperar nada, adotar providências em relação a esses grupos, olhar a documentação e quem faz o que, de fato. Apesar do governo andar por ai “comemorando” sabe-se lá quais números “azuis”, isso não tem se refletido no cotidiano do rondoniense.

Em complemento ao fato denunciado, em rápida pesquisa que realizei no Diário Oficial do Estado, foi fácil comprovar a praxe governamental quanto a criação dos Grupos de Trabalhos, conforme consta dos decretos em anexo.

DO DIREITO

Como bem anotou o articulista Alan Alex, responsável pela coluna eletrônica, os GRUPOS DE TRABALHO somente podem ser criados de forma excepcional, circunstancial, pontual, com o objetivo muito claro e definido, devidamente demonstrado e motivado (princípio da motivação dos atos administrativo).

É, pois, nesse sentido que sugere o ordenamento jurídico estadual, no caso o art. 63 Lei Complementar no 224/2000, verbis:

Art. 63 – O Poder Executivo poderá criar até dois grupos ocupacionais, transitórios, composto de dez integrantes cada um, para elaboração e execução de trabalhos técnicos ou científicos que venha a resultar em melhorias sensíveis para a administração pública.

No caso denunciado, contrariando os preceitos legais, o Executivo Estadual VULGARIZOU o instituto do GRUPO DE TRABALHO, tornando-o uma prática corriqueira, pulverizada no seio da Máquina Pública, em quantidade superior ao indicado no art. 63 da Lei Complementar no 224/00 (dois), sem indicativos de situações fáticas, concretas, a justificarem tamanho despropósito.

Além da inexistência de motivação, o que per si é suficiente para tisnar de ilegalidade os atos de criação, não se tem notícia de apresentação de RELATÓRIOS DE ATIVIDADES DEVIDAMENTE ACOMPANHADOS DE DOCUMENTOS PROBATÓRIOS DA REALIZAÇÃO DOS TRABALHOS.

A situação assume maiores proporções de gravidade diante o cenário de penúria econômico/financeira que aflige o Estado de Rondônia, posto que até o momento o Executivo sequer sinalizou dar cumprimento ao dever de revisar a remuneração dos servidores, conforme determinar o art. 37, X, da Constituição Federal. Esse aspecto, aliás, tem provocado os primeiros movimentos dos sindicatos no sentido de exigir do Governador o cumprimento do dever constitucional.

Portanto, a prática reiterada de criar Grupos de Trabalhos como forma de ungir os apaniguados, além de contrariar os ditames legais, se mostra incompatível com a adversa situação econômico/financeira do Estado, e, sobremodo, acintosa para com os demais servidores públicos, justamente os menos aquinhoados, os menos protegidos, aqueles que não tiveram a sorte de ser “amigo do Rei”.

DO CASO ESPECÍFICO DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO

Digno de especial atenção é o caso dos Secretários de Estado e/ou ocupantes de cargos assemelhados que integram os Grupos de Trabalhos, pois a percepção dos correspondentes valores se converte em burla à forma e limite do subsídio fixado em parcela única, na forma do § 4o, do art. 39 do Texto Fundamental, que veda quaisquer acréscimos, verbis:

Art. 39 – omissis

  • 4o – O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.

Cumpre destacar que o Tribunal de Contas já se pronunciou peremptoriamente sobre o assunto, inclusive de forma reiterada, conforme v.g. os seguintes fragmentos da judiciosa Decisão Monocrática no 86/2012-GCWCSC, proferida pelo Conselheiro Wilber Carlos dos Santos Coimbra, quando apreciou liminarmente a Representação formulada pelo Ministério Público Estadual, em face da Lei Estadual no 2.682/2012, objeto do processo no 3.883/2012-TCER, veja-se:

(…)

  1. É dizer, o MPC averbou, em essência, que a sobredita norma irradiou efeitos deletérios no tocante à teoria da compatibilidade vertical das normas, uma vez que (a) tolera seja desvirtuada a natureza jurídica do subsídio, que, consoante dispõe o art. 39, § 4o, da Carta Política de 1988, disciplinado no âmbito do Estado de Rondônia pela Lei Estadual n. 2.381/2010, deve consubstanciar inexorável e inarredavelmente parcela única, vedado, frise-se, o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, bem assim (b) admite a vinculação de remuneração no serviço público.
  1. Daí por que o Ministério Público de Contas aponta que o acréscimo de gratificação ao subsídio dos Secretários Estaduais, como agora permite a Lei Estadual n. 2.682/2012, e a vinculação de gratificação a ser percebida pelo Secretário de Estado àquela comumente auferida pelo Secretário-Adjunto desbordam indisputavelmente da pauta constitucional pátria e da Lei Estadual disciplinadora da matéria, qual seja, a Lei n. 2.381/2010.
  1. Obtempera, de logo, o MPC que o incremento da aludida gratificação, supedaneada na novel Lei Estadual n. 2.682/2012, ao subsídio dos Secretários Estaduais não se subsume à exceção trazida a lume pela Resolução n. 13/2006 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo a qual há verbas que não estão abrangidas pelo subsídio, conquanto não por isso são por ele extintas, a exemplo daquelas de viés eventual ou temporário – v. g., exercício de Presidência de Tribunal, Conselho de Magistratura, da Vice-Presidência e do encargo de Corregedor.
  1. Dessa feita, dada a superilegalidade da Lei Estadual n. 2.381/2010 (art. 1o, Parágrafo único), modificada, repita-se, pela Lei Estadual n. 2.682/2012, em face da Constituição da República (arts. 37, XIII, e 39, § 4o, CF/88), descerra o MPC que há – chapado e contínuo, sublinhe-se – dano suportado pelo Estado de Rondônia no que tange, em específico, ao pagamento de salários dos agentes públicos Fernando Antônio de Souza Oliveira, Secretário de Estado da Justiça, George Alessandro Gonçalves Braga, Secretário de Estado de Planejamento, Marcelo Nascimento Bessa, Secretário de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania, e Márcio Rogério Gabriel, Superintendente de Licitações, a partir de abril de 2012 – v. quadros, às folhas 15/15v.

Por derradeiro, cabe pontuar que a percepção dos valores por parte dos Secretários Estaduais, também ofende as disposições do art. 37, XI, da Constituição Federal, vez que extrapola o limite do subsídio do Governador do Estado, veja-se:

Art. 37 – omissis

XI – a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos. (grifei).

DO PEDIDO

Assim exposto, sem outras considerações a aduzir, REQUER-SE seja conhecida a presente denúncia, vez que devidamente amoldada aos requisitos legais de admissibilidade, bem como seu devido processamento para fim de apuração dos fatos, quantificação do dano e identificação dos responsáveis que deram causa, mormente quanto às responsabilidades do Governador do Estado, o Secretário Chefe da Casa Civil, bem como às dos respectivos Secretários/titulares das Secretarias e Órgãos envolvidos, além de cada um dos membros integrantes dos Grupos de Trabalho, todos incursos em infringência ao art. 63 da Lei Complementar no 224/00 c/c art. 37 caput da Constituição Federal, no tocante aos princípios de legalidade, moralidade e pessoalidade.

No caso dos Secretários de Estado e/ou ocupante de cargos assemelhados, estes incorrem em ofensa ao art. 63 da Lei Complementar no 224/00 c/c arts. 37 caput, 37, XI e 39, § 4o, da Constituição Federal. Em subsídio ao desenvolvimento dos trabalhos, SUGERE-SE:

  1. a) Requisitar da Casa Civil cópias de TODOS os decretos e/ou atos de criação dos Grupos de Trabalho, devidamente acompanhado dos comprovantes de motivação e situação fática concreta, desde a gestão anterior do atual Governo Confúcio Moura;
  1. b) Requisitar da Superintendência de Administração e Recursos Humanos os comprovantes de rendimentos/contracheques relativos aos valores recebidos por cada integrante dos Grupos de Trabalhos;
  1. c) Requisitar de cada membro dos Grupos de Trabalho comprovantes de realização das atividades (Relatórios e documentos probatórios).

Nestes Termos, na salvaguarda do interesse público, Pede e aguarda deferimento.

Porto Velho, 11 de março de 2015.

LUIZ CARLOS DE SOUZA

CPF 542.623.646-15

 

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Gomes Oliveira

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  • Isso é uma vergonha, e ainda tem gente torcendo por uma bandidagem dessa, triste é o rumo que este estado está tomando. Do lado do hospital de base tem um prédio construído para ser um centro de diagnostico, como se o dinheiro tem que ser dado e repartido com os amiguinhos do governador, isso sem falar na destruição do patrimônio público nas escolas por puro capricho desse governador ter que honrar compromissos com empresários(compra de câmaras) que não prende ninguém e nem chama a polícia.
    Esse governador tem que ser é preso junto com sua corja.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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