Esporte

Bate boca na Sugespe expõe crise entre secretários

E ainda, irmão do governador se autoproclama “reverendu” e inicia campanha de arrecadação para construção de hospital em Ariquemes. De cara, nomeou a esposa como “diretora”

Só para relembrar

Quando ocorreu o acidente em Mariana (MG) envolvendo a tal Samarco eu alertei na coluna que não daria nada para a empresa e que os únicos a serem penalizados seriam os moradores que perderam tudo (alguns a própria vida) devido a irresponsabilidade da empresa. O acidente ocorreu em 5 de novembro de 2015, estamos em janeiro de 2016 e nesse período já vieram à tona dezenas de revelações assustadoras, entre elas que a empresa não tinha sequer um projeto para a barragem. A empresa foi multada (mas ainda não pagou), ninguém foi preso (nem vai ser).

Como ficou?

Foram 17 mortos, dois desaparecidos, 600 quilômetros de rios destruídos, quase 1500 hectares de vegetação atingidos. Os mais de 600 moradores foram realojados em Mariana, município vizinho. Aqueles que tiveram parentes mortos vão receber R$ 100 mil de indenização. Os outros, receberão R$ 20 mil para cada família. Metade desse valor será descontado da indenização final. Além disso, receberão um salário mínimo, mais 20% para cada dependente e uma cesta básica. Só que eles ainda não receberam.

Em Porto Velho

Nos anos 90 uma campanha de arrecadação de recursos para a construção de um hospital do câncer arrecadou milhões de reais e mobilizou grande parte da sociedade. Foram feitos leilões, doações de empresas e pessoas físicas que resultou em uma construção inacabada na Estrada do Santo Antônio, em uma área que havia sido doada pelo 5º BEC. Após o prédio estar praticamente pronto, uma vistoria do Ministério da Saúde constatou que a unidade não atendia as especificações, e claro, no meio denúncias de malversação de recursos e muita politicagem. Como resultado, lá está um prédio enorme que não tem um propósito definido até hoje.

Em Ariquemes

O irmão do governador Confúcio Moura, Nóbel Moura, que agora se autodenomina “Reverendu Antônio Nóbel Aires Moura”, líder da “Igreja Dimensão do Povoamento Mundial – IDPM”, está arrecadando recursos para a construção do Hospital Evangélico de Rondônia, que segundo ele, terá “150 leitos de UTI”. O hospital já tem uma diretora, Patrícia Freitas Nascimento, que vem a ser esposa do “reverendu Nóbel” (o ‘u’ no final da palavra é uma grafia por ele criada). Não posso torcer contra a construção de unidades hospitalares em Rondônia, mas o tal hospital evangélico, pelo visto, caminha à passos largos para o que seria o hospital do câncer de Porto Velho (não é o atual, sob a responsabilidade de Barretos).

Queda de braço

Nem Raupp, nem Bianco nem Cassol tiveram tantos problemas com guerras de egos como Confúcio vem tendo em sua gestão. Isso vem desde o primeiro mandato, quando os adjuntos mandavam mais que os titulares, em uma total inversão de lógica e hierarquia. Atualmente o conflito mais evidente vem acontecendo em uma das pastas mais importantes do governo, a Sugespe, que tem mais força que a própria Casa Civil. A titular é Isis Queiroz e o diretor executivo (espécie de adjunto) é Elvandro Ribeiro. E há poucos dias atrás, o conflito entre ambos quase resultou em vias de fato dentro da secretaria. Um governador mais presente teria exonerado os dois.

Primórdios

Isis faz de conta que economiza, mas pelo contrário, continua gastando desordenadamente. Exemplo disso são as compras de veículos Toyota. Carros de luxo, que passam por manutenções sem a menor necessidade. São “abastecidos” sem rodar. Uma camionete que não rodava havia 5 anos, “trocou” de motor 4 vezes no período. Tanto Ministério Público quanto Tribunal de Contas já possuem essas informações e estão investigando. A Sedam, por exemplo, tem mais de 200 veículos “emprestados” para outros órgãos. Isis acha que quem vinha denunciando era seu diretor. Em passado recente, ela chegou a colocar Confúcio na parede, exigindo que ele exonerasse o diretor ou ela pediria demissão. Ele aceitou, mas ela recuou.

Bate boca

Ânimos exaltados em função de atritos constantes se transformaram em um bate boca no palácio do governo na semana retrasada, quando foi necessária a intervenção de seguranças para evitar que a situação se tornasse incontrolável. O diretor pediu licença de 30 dias. Isis continua exaltada. Melhor pedir para sair…, vem uma tempestade por ai.

Falando em tormentas

O Ministério Público está investigando o contrato “emergencial” da prefeitura com o consórcio SIM, responsável pelo transporte público de Porto Velho. Já foi proposta uma Ação Civil Pública e as investigações agora avançam em outras esferas. A grande questão é, porque fazer um contrato emergencial se não existia emergência? Tanto Ministério Público quanto Tribunal de Contas querem saber qual o motivo dessa contratação, já que pelo tempo que se arrasta essa crise, o processo licitatório definitivo poderia ter sido feito e a população estaria sendo atendida por veículos novos e não sucatas recondicionadas.

Nas lojas

PAINEL POLÍTICO sai na frente e já disponibiliza o aplicativo do site nas lojas da Apple (Iphone, Ipad) e na GooglePlay (Android). Para baixar, basta fazer a busca por Painel Político nas respectivas lojas. O app é gratuito e facilita na leitura das notícias. Se preferir, pode clicar AQUIpara Android e AQUI para Iphone.

Eleições

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) escolhe sua nova diretoria agora em 2016. Cinco chapas estão na disputa, “Construir e Conquistar” (Chapa 1); “Austeridade e Luta” (Chapa 2); “Unidos Somos Fortes” (Chapa 3); “por Uma Polícia Civil Forte e Respeitada” (Chapa 4) e “Sinsepol um Novo Tempo” (Chapa 5). A categoria precisa urgente de representação forte, porque a Polícia Civil de Rondônia está praticamente extinta. Basta olhar as condições de trabalho atuais…, as eleições acontecem dia 16 de fevereiro.

E a coisa tá tão feia

Que o Ministério Público conseguiu uma liminar impedindo que o governo de Confúcio Moura fechasse a delegacia da cidade de Seringueiras, na BR 429, região do Vale do Guaporé, reconhecidamente uma das rotas de tráfico de drogas e armas em Rondônia. Tanto Seringueiras quanto São Miguel do Guaporé (cidade vizinha) estão sem delegados. Na Ação Civil Pública, o Ministério Público pede que o governo nomeie delegados e agentes de polícia nas duas cidades. Resta saber se isso vai acontecer. Eu duvido muito.

E o saneamento?

Ano passado, mais precisamente entre abril e maio cobramos, alertamos e chamamos a atenção para uma série de manobras que vinham ocorrendo em relação as obras de saneamento de Porto Velho que estavam sendo licitadas pelo governo de uma tacada só. Aconteceu exatamente o que previmos, ou seja, nada. Estamos na iminência de perder os recursos que estão disponíveis na Caixa (se é que já não aconteceu) e nem uma manilha foi colocada na cidade. Só para relembrar, a responsabilidade por toda essa incompetência é do governo de Rondônia.

Eleições 2016

O advogado Diego Vasconcelos deve promover, através de seu escritório, um seminário direcionado à jornalistas e veículos de comunicação sobre as novas regras das eleições deste ano. O evento acontece em março, em data ainda a ser definida, mas possivelmente na segunda quinzena. Muita coisa mudou e é importante que os profissionais estejam atualizados. O evento será gratuito. Nas próximas colunas traremos mais detalhes.

Carnaval

Pois é, com a crise muita gente vai ficar pela cidade então já vai programando com a turma para fazer um churrasco no carnaval. A Prime, Espaço Gourmet está recebendo cortes especiais, então já agenda a visita e prepara a churrasqueira. A Prime fica na Jorge Teixeira, 2773, em frente aquele posto de combustíveis que sempre tem fila.

Consumo de batata antes da gravidez pode elevar risco de diabetes

Mulheres que comem mais batatas antes da gravidez podem ter taxas mais altas de diabetes gestacional — a forma que ocorre durante a gravidez — em comparação a mulheres que consomem menos batatas no mesmo período, diz estudo realizado pelo National Institutes of Health (NIH). Os pesquisadores propõem que substituir batatas por outros vegetais, legumes ou cereais integrais pode ajudar a reduzir o risco de diabetes gestacional. Os resultados aparecem no “The BMJ” (anteriormente conhecido como “British Medical Journal”). O diabetes gestacional é uma complicação comum da gravidez que provoca níveis altos de açúcar no sangue da mãe. O distúrbio pode levar a futuros problemas de saúde para mãe e filho. Estudos anteriores ligaram alimentos com alto índice glicêmico, uma medida da capacidade de elevar os níveis de açúcar no sangue, a um maior risco de diabetes gestacional ou tipo 2. No entanto, até ao presente estudo, o efeito da batata, alimento rico em glicêmico comum, sobre o desenvolvimento de diabetes gestacional era desconhecido.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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