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Banco Central lança meio de pagamentos que faz transferências em dois segundos

Chamada de ‘Pix’, ferramenta poderá ser utilizada via celular ou mesmo em computadores

O Banco Central (BC) lançou nesta quinta-feira um novo meio de pagamentos instantâneo, chamado de Pix, que vai permitir que transferências de dinheiro entre contas correntes sejam feitas em até dez segundos e, na média, em dois segundos. Pelo novo sistema, também será possível pagar contas de luz, água, cartão de crédito, ou realizar pagamentos de contas de supermercados, restaurante ou de uma viagem de táxi, por exemplo.

A novidade começa a funcionar a partir de 20 de novembro deste ano, e aparecerá como opção de pagamento nos aplicativos de grandes bancos, credenciadoras de cartões e fintechs que aderirem ao sistema.

Instituições com mais de 500 mil clientes serão obrigadas a aderir ao Pix, segundo circular do Banco Central.

– É um dos projetos mais importantes do Banco Central este ano e uma necessidade das pessoas. É um sistema de pagamento instantâneo,  rápido e seguro. É um embrião da transformação na intermediação financeira do país — disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participou do lançamento do Pix via teleconferência, de Brasília.

Hoje para fazer uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Ordem de Crédito (DOC) entre contas corrente ou poupança há restrições de horário e valor. Por exemplo, não é possível fazer essas operações durante a madrugada.

No caso da TED, o dinheiro transferido leva mais de duas horas para cair na conta.

Por meio do Pix, além do dinheiro cair em até dez segundos na conta (dois segundos na média), será possível fazer esse tipo de transação 24 horas por dia,  sete dias por semana e 365 dias do ano.

— O Banco Central está oferecendo uma infraestrura que será utilizada pelos agentes privados de forma a trazer mais competitividade e agilidade ao sistema de maio de pagamentos — disse João Manoel Pinho de Mello, diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central.

Na prática, o Pix tem potencial para substituir da TED e do DOC e o uso de dinheiro em espécie. A instituição financeira que utilizar o Pix poderá cobrar pela transação realizada pelo usuário. O valor será definido por cada banco, dependendo de sua estratégia de negócio. Mas o diretor do BC avalia que a tendência é que haverá barateamento dos preços em relação ao que é cobrado hoje nas TEDS e DOCs. Como pequenas fintechs também poderão optar pelo uso do Pix, a tendência é que a competição aumente, mais pessoas utilizem o Pix, o que também ajuda a derrubar o preço das transações.

– Caso se perceba distorção no preço cobrado do usuário final, nada impede que o BC, no seu papel de regulador, interfira – disse o chefe-adjunto do departamento de operações bancárias do BC, Carlos Brandt.

Os bancos vão pagar ao BC pelo uso operacional desse meio de pagamento, que será responsável pela liquidação e pela base de dados dos usuários do Pix.

Serviço multiplataforma

O Pix poderá ser utilizado via celular ou mesmo em computadores. Será possível fazer pagamento através de QR Code, tanto estático quanto dinânimo. O cliente poderá utilizar o Pix também para  pagar taxas e tributos federais (através da Guia de Recolhimento da União), como emissão de passaporte, o que deve agilizar a emissão já que o pagamento será compensado de forma instantânea.

Hoje, é preciso esperar dois dias até a compensação e só depois fazer o agendamento na Polícia Federal para a emissão.

Também no caso de uma compra pelo e-commerce ser feita pelo Pix ela será agilizada. Como o pagamento é compensado em até dez segundos, o processo de envio da mercadoria começa mais rápido.

No caso de um usuário que tenha esquecido de pagar a conta e a energia tenha sido cortada é a mesma lógica.

— Se fizer o pagamento utilizando o Pix, que tem compensação instantânea, o serviço de religamento da energia pela concessionária é agilizado. Hoje é preciso esperar a compensação — disse Pinho de Mello.

O diretor do BC disse que segurança é fundamental no novo sistema, tanto para o recebedor quanto para o pagador. Ao fazer o pagamento, o usuário usará as chamadas chaves de endereçamento, como CPF ou CPNJ, email ou número do celular para identifcar o recebedor.

O pagador escolhe qual das chaves quer utilizar. Depois insere o valor e confirma o pagamento.

Também poderá ser utilizado sistema de reconhecimento facial digital para identificar quem está pagando. O recebedor tem a informação do pagamento também de forma instantânea. Pode conferir em sua própria conta corrente ou receber uma mensagem alertando que o pagamento foi feito.

O Pix tambem permitirá transações entre pessoas físicas e empresas, somente entre empresas e entre pessoas físicas e o governo (no caso de pagamento de tributos). As instituições com mais de 500 mil clientes serão obrigadas a oferecer o Pix como alternativa de pagamento.

Isso inclui todos os grandes bancos e credenciadoras de cartões, que representam 90% das transações feitas no país. Mas pequenas instituições financeiras, como fintechs, também poderão aderir ao novo instrumento.

— O Pix tbem vai facilitar a entrada de novos atores, aumentando a competição e os benefícios aos usuários. Está aberto a qualquer tipo de pagamento — disse Mello.

Para o advogado Tiago Severo, especializado em Direiro bancário e sócio do Mattos Engelberg Advogados, a decisão do BC de desenvolver o Pix vai permitir que bancos e fintechs possam dar continuidade à definição de seus modelos de negócios para o pagamento instantâneo.

Atualmente, os pagamentos por transferência são feitos por canais bancários. Com o o Pix, a competição vai se acentuar, prevê o advogado, e a tendência é o preço das transferências que hoje custam R$ 10 ou R$ 20 via Docs e TEDs, cair para casa dos “centavos”.

– Era uma caminho inevitável que o BC oferecesse essa infraestrura para o mercado de meios de pagamento. Aumentou o número de participantes do setor financeiro, como Nubank, PagSeguro. Então, o Pix vai dar mais fluxo, trazendo mais competição – diz Severo.

Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que a entidade é favorável a medidas que reduzam a necessidade de circulação de dinheiro em espécie, que somente de custo de logística totalizam cerca de R$ 10 bilhões ao ano em gastos.

“Também apoia a iniciativa que irá aumentar a inclusão financeira no país, estimular a competitividade e aprimorar a eficiência no mercado de pagamentos”, diz a nota.

Segundo a federação, os provedores de serviços de pagamento estão trabalhando com o Banco Central para que as transações tenham o menor custo possível para o consumidor. Cada instituição irá definir suas tarifas, de acordo com sua política de negócios, diz a nota.

FONTE: O GLOBO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

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    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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