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Balão espião chinês faz parte de programa de vigilância militar

Militares americanos analisam os destroços do objeto abatido no último sábado (4)

Oficiais de inteligência dos Estados Unidos acreditam que o balão espião chinês recentemente recuperado faz parte de um extenso programa de vigilância executado pelos militares da China, segundo oficiais americanos.

O programa de vigilância, que inclui vários balões semelhantes, é executado em parte na pequena província chinesa de Hainan, disseram autoridades à CNN.

Os EUA não sabem o tamanho exato da frota de balões de vigilância chineses, mas fontes dizem à CNN que o programa realizou pelo menos duas dezenas de missões em pelo menos cinco continentes nos últimos anos.

Cerca de meia dúzia desses voos ocorreram dentro do espaço aéreo dos EUA – embora não necessariamente sobre o território dos EUA, de acordo com um funcionário familiarizado com a inteligência.

E nem todos os balões avistados pelo mundo são exatamente do mesmo modelo daquele abatido na costa da Carolina do Sul no sábado (4), disse o funcionário e outra fonte familiarizada com a inteligência. Em vez disso, existem múltiplas “variações”, disseram as fontes.

A ligação com o programa de vigilância mais amplo, descoberto antes de o último balão ser avistado na semana passada, foi relatado pela primeira vez pelo Washington Post.

A CNN pediu à embaixada da China em Washington comentários sobre a hipótese de que o balão derrubado faz parte de um programa de vigilância mais amplo.

Enquanto isso, em um laboratório do governo em Quantico, Virgínia, uma equipe de elite de engenheiros do FBI está examinando os restos do balão recuperado, tentando aprender tudo o que podem sobre a inteligência, e a melhor forma de rastrear balões de vigilância no futuro.

Fontes familiarizadas com o esforço dizem que as autoridades querem entender o máximo possível sobre as capacidades técnicas do balão, incluindo que tipo de dados ele pode interceptar e coletar, a quais satélites estava conectado e se tem alguma vulnerabilidade que os EUA possam ser capazes de detectar e explorar.

E, talvez criticamente, os investigadores estarão analisando quais assinaturas digitais ele emitiu para ver se elas fornecem uma maneira melhor para os EUA rastrearem esse tipo de balão no futuro.

O comandante do Comando Norte dos EUA, general Glen VanHerck, reconheceu aos repórteres na segunda-feira (6) que os EUA tinham uma “lacuna de consciência de domínio” que permitia que balões do passado cruzassem o espaço aéreo do país sem serem detectados.

Uma fonte familiarizada com a operação do FBI disse que a análise e a reconstrução da carga útil do balão determinarão se o dirigível foi equipado com a capacidade de transmitir dados coletados em tempo real para os militares chineses ou se o dispositivo continha “coleção armazenada” que a China analisaria após o objeto ser recuperado.

A China afirma que o dirigível derrubado pelos EUA foi um balão meteorológico desviado do curso, mas ofereceu uma rara expressão de “arrependimento” em um comunicado na sexta-feira (3).

A retórica de Pequim endureceu significativamente depois que os militares dos EUA derrubaram o balão, com o Ministério das Relações Exteriores da China acusando os EUA de “exagerar” e “violar seriamente a prática internacional”.

O Ministério da Defesa, por sua vez, expressou “protesto solene”, alertando que a China “se reserva o direito de usar os meios necessários para lidar com situações semelhantes”.

Informações valiosas sobre os EUA

Oficiais de defesa dizem que os EUA obtiveram pistas importantes para as respostas de algumas dessas perguntas enquanto o balão estava em trânsito sobre o país.

Os EUA – usando alguns recursos técnicos fornecidos pela Agência de Segurança Nacional, entre outras agências – já reuniram algumas informações em tempo real sobre os tipos de sinais que o balão estava emitindo enquanto viajava, de acordo com um oficial de defesa.

“Acho que você verá no futuro que esse período de tempo valeu a pena ser cobrado”, disse VanHerck.

Mas as autoridades querem poder examinar o hardware do balão para aprender mais sobre suas capacidades precisas.

“Quando o balão está em nossas mãos, podemos olhar para a tecnologia, podemos reconstruir a cadeia de suprimentos, descobrir quem ajudou a construí-lo, quais componentes foram importantes para ele”, disse o deputado Jim Himes, de Connecticut, o principal democrata em Comissão de Inteligência da Câmara.

“Obviamente você pode dizer suas funções e especificações. Há um valor de inteligência muito alto em tê-lo.”

Os EUA também tentarão descobrir mais sobre as prioridades chinesas de coleta de informações nos Estados Unidos.

Mas o quanto a comunidade de inteligência será capaz de aprender sobre quais informações o balão realmente coletou, ou estava tentando coletar, não está claro neste momento, disseram várias autoridades, e provavelmente dependerá de quão danificada foi a subestrutura do balão pelo tiro inicial e a queda de 18 mil metros no oceano.

A maior questão sem resposta, dizem as autoridades, continua sendo a intenção da China. A China continua a argumentar que a embarcação era um balão meteorológico que saiu do curso e que seu caminho sobre os Estados Unidos foi um acidente. A

As autoridades reconheceram que esse tipo de balão tem apenas capacidades de direção limitadas e em grande parte acompanha a corrente de jato.

Mas várias autoridades de defesa e outras fontes informadas sobre a inteligência dizem que a explicação chinesa não é confiável e descreveram o caminho do balão como intencional.

A fonte familiarizada com a operação do FBI também observou que a comunidade de inteligência estará interessada em saber se o equipamento no balão chinês tem alguma semelhança técnica com a tecnologia construída pela comunidade de inteligência e militares dos EUA, já que o governo chinês há muito tempo é agressivo em roubar americanos segredos de defesa.

Equipe de elite analisa destroços

Uma equipe especializada da Divisão de Tecnologia Operacional do FBI está analisando pedaços dos destroços, disse uma fonte à CNN.

Essa equipe de elite é formada por agentes, analistas, engenheiros e cientistas, responsáveis ​​tanto pela criação de medidas técnicas de vigilância quanto pela análise dos adversários dos EUA.

Equipes constroem dispositivos de vigilância usados ​​pelo FBI e pelo pessoal da comunidade de inteligência visando ameaças à segurança nacional – mas também são responsáveis ​​por gerenciar a coleta de dados autorizada pelo tribunal e trabalhar para derrotar os esforços de agências de inteligência estrangeiras para penetrar nos EUA.

A análise completa dos destroços levará tempo indeterminado, disse a fonte, pois os esforços de recuperação ainda estão em andamento.

Enquanto isso, as autoridades de defesa insistem que os EUA aprenderam mais sobre as capacidades do balão ao permitir que ele passasse sobre os Estados Unidos do que ao derrubá-lo imediatamente – uma decisão que alguns legisladores no Capitólio criticaram como uma ameaça de contra-espionagem.

Mas, de acordo com um membro do Comitê de Inteligência da Câmara, “há várias razões pelas quais não faríamos isso. Queremos coletá-lo, você quer ver para onde está indo e o que está fazendo”.

“Não estamos sem defesas”, acrescentou essa pessoa. “Afinal, isso é um balão. Não é um bombardeiro furtivo.”

Um oficial de defesa disse que os EUA têm procedimentos – semelhantes a uma espécie de blecaute digital – para proteger locais sensíveis da vigilância aérea, normalmente usada para sobrevoo por satélite.

FONTE: CNN 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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