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Auditores fiscais denunciam retrocesso no combate à corrupção

Em carta a órgão internacional contra crimes financeiros, sindicato de auditores da Receita diz que país passa por “ampla desestruturação” no sistema anticorrupção.O Brasil pode virar pauta na semana de reuniões do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi/Faft), uma espécie de força-tarefa internacional permanente que reúne 39 membros no combate a crimes financeiros. Até a próxima sexta-feira (18/10), membros do Gafi cumprem uma agenda intensa de discussões em Paris.

Em carta ao órgão intergovernamental, o sindicato que reúne mais de 90% dos auditores da Receita Federal brasileira denunciou que, nos últimos meses, está em curso no país uma “ampla desestruturação no sistema de combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao terrorismo”.

“Vários órgãos tomaram iniciativas para tolher a atuação dos auditores da Receita Federal justamente nessa área”, diz à DW Brasil Kleber Cabral, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), que assina a carta de 18 páginas, endereçada ao secretário-geral do Gafi, David Lewis.

Segundo Cabral, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) limitaram a atuação da Receita Federal e do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), transformado em Unidade de Inteligência Financeira e atualmente vinculado ao Banco Central. Além disso, pressões do Tribunal de Contas da União (TCU) tentariam intimidar o trabalho de fiscalização.

O Brasil é um dos 39 membros do Gafi, criado em 1989 após uma reunião de cúpula das maiores economias do mundo. A função do grupo é elaborar recomendações de repressão a crimes que ameaçam a integridade do sistema financeiro internacional, como a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

Até o momento, o Brasil é avaliado como um país comprometido com as recomendações dadas pelo grupo. “Isso significa um status de país confiável no combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”, pontua Aphonso Mehl Rocha, consultor internacional e ex-chefe na área de compliance dos bancos HSBC, Bradesco e BNP Paribas.

Por outro lado, ele considera “grave” a denúncia de que o país estaria enfraquecendo a adesão às recomendações do Gafi. Caso o órgão emita um comunicado dizendo que tem preocupações em relação ao Brasil, a repercussão pode ser bastante negativa.

“Poderia impactar em acordos comerciais e em uma eventual entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e na Organização Mundial do Comércio (OMC)”, aponta Rocha. “Comercialmente, é ruim para a competitividade brasileira em geral.”

Bastidores da denúncia

Segundo o Sindifisco, a tentativa de barrar o trabalho dos auditores da Receita tem uma origem clara. “É uma reação de grupos de interesse que foram atingidos pelas operações e pelo trabalho da Receita”, afirma Cabral, presidente do sindicato.

Embora tenha uma atuação muita vezes discreta, informações fornecidas pela Receita a órgãos como Ministério Público e Polícia Federal são o nascedouro de muitas investigações e prisões, como as ocorridas no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com os auditores, um trabalho específico de investigação iniciado há cerca de um ano e focado nas chamadas “pessoas politicamente expostas” gerou uma reação no STF. Esse grupo de pessoas abrange agentes públicos que, segundo o conceito internacional, estão mais expostas a cometer o crime de lavagem de dinheiro. No Brasil, a lista inclui políticos como prefeitos, deputados, senadores e também juízes.

Como resultado dessa investigação específica com base na metodologia indicada pelo Gafi, os auditores chegaram a 133 nomes que fizeram movimentações financeiras suspeitas e que, segundo as recomendações, deveriam ser melhor apuradas pelas autoridades.

“Isso mexeu com grupos de interesses atingidos, que estão dentro do STF e do TCU”, afirma Cabral.

Em julho último, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, suspendeu todos os processos judiciais iniciados a partir de dados compartilhados por órgãos de fiscalização e controle, como Coaf, Banco Central e Receita, sem autorização prévia da Justiça.

A medida atendeu ao pedido do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, investigado no caso de seu ex-assessor Fabrício Queiroz num suposto esquema de “rachadinha” – quando um servidor repassa parte de seu salário ao político que o contratou. Mais tarde, a decisão de Toffoli foi reforçada pelos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

“Essa decisão liminar de suspender todas as investigações de forma genérica atrapalha muito. Seguramente muitas investigações de vulto estão paralisadas. E no sentido técnico é altamente questionável e está gerando um prejuízo bastante significativo”, critica Rodrigo Chemim, procurador do Ministério Público Estadual do Paraná.

Ainda segundo o Sindifisco, numa postura alinhada com o STF, o TCU entrou com um pedido que exige que a Receita Federal apresente o nome de todos os auditores que fiscalizaram autoridades públicas, bem como as informações que foram consultadas.

“Isso é muito grave porque expõe os auditores e as investigações em curso. Essa exposição é uma interferência indevida e vai na contramão das recomendações do Gafi”, diz Cabral. “É uma tentativa de intimidação justamente para que ninguém mais queira se me meter com gente poderosa.”

Contramão internacional

Entre as 40 recomendações já emitidas aos membros signatários do Gafi, várias ressaltam a importância da independência e da autonomia na fiscalização sobre a atividade suspeita de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

“O Coaf, por exemplo, não foi criado porque o Brasil quis, mas porque uma dessas recomendações dizia que cada país-membro deveria ter um serviço de inteligência financeira para identificar transações suspeitas”, explica o consultor Aphonso Mehl Rocha.

No Brasil, parte desse serviço de identificar irregularidades é feita pela Receita Federal e pelo Coaf. Desde que foi criado, em 1998, o Coaf elaborou mais de 4 mil relatórios de inteligência financeira a partir de trocas de dados feitas entre órgãos.

“Quando a Receita, que é obrigada a investigar pessoas politicamente expostas, não pode dar prioridade para essas pessoas e há uma reação de sanção aos investigadores, isso provoca a suspeita de que essa área não teria autonomia necessária para seguir com sua investigação”, afirma Rocha.

Para o procurador da Justiça Rodrigo Chemim, impedir a ação do Coaf – consequência da decisão de Toffoli – trava o combate à corrupção em várias esferas, desde o desvio de dinheiro público ao tráfico de drogas. “Inúmeras investigações e prisões foram possíveis devido às informações que chegaram via Coaf”, afirma ele.

Ainda não se sabe que tipo de efeito prático imediato a carta-denúncia enviada ao Gafi pode surtir, já que o caso é inédito no país. “Essa denúncia representa também um grito de socorro para organismos internacionais, para que olhem para o Brasil e pressionem o Estado brasileiro a se recompor”, diz Cabral sobre as expectativas.

Até o fechamento desta reportagem, ninguém foi encontrado no STF para comentar o caso.

FONTE: DEUTSCHE WELLE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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