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ARTIGO: Os Alicerces Do Novo Estado: Humberto Guedes e a Engenharia Intelectual De Rondônia por Silvio Persivo

Os Alicerces Do Novo Estado: Humberto Guedes E A Engenharia Intelectual De Rondônia 

Como o planejamento estratégico e o rigor científico da década de 1970 desenharam o mapa do crescimento e a distribuição espacial da nova estrela da Amazônia.

Nas últimas cinco décadas, a história do atual Estado de Rondônia foi dramaticamente moldada pelas mãos de três grandes protagonistas, todos de sólida formação militar: Sílvio Gonçalves de Farias, Humberto da Silva Guedes e Jorge Teixeira de Oliveira. Destes estadistas, o coronel Humberto da Silva Guedes era o único remanescente vivo até o seu recente falecimento, ocorrido em 18 de junho, aos extraordinários 103 anos de idade. Nomeado pelo presidente Ernesto Geisel, Guedes governou o então Território Federal de Rondônia entre 1975 e 1979. Embora a posteridade guarde a merecida glória de Jorge Teixeira como o consolidador que transformou o território em estado, a verdade histórica impõe reconhecer que a vocação de crescimento e a robustez econômica atuais seriam impossíveis sem o excepcional trabalho estrutural e de planejamento capitaneado por Guedes e pelo capitão Sílvio.

O Cenário de 1975 e a Urgência do Protagonismo Estatal

Quando o coronel carioca Humberto da Silva Guedes desembarcou em Porto Velho, em 20 de maio de 1975, para suceder o coronel João Carlos Marques Henriques, deparou-se com uma estrutura administrativa rudimentar, comum aos territórios federais da época. O organograma limitava-se à figura do governador, um secretário de governo e departamentos isolados de Educação, Saúde e Agricultura. A população total não passava de 140 mil habitantes, distribuídos em apenas dois municípios- a capital e Guajará-Mirim-, além de incipientes vilas ao longo do eixo da rodovia BR-364.

Paralelamente, a dinâmica socioeconômica fervilhava na região central devido à criação do Projeto Integrado de Ouro Preto pelo Incra. Este ousado projeto de colonização distribuía lotes de cem hectares para pequenos produtores rurais, impulsionando culturas agrícolas familiares. Destacava-se o café, já amplamente dominado pelos migrantes sulistas e capixabas, e o cacau, introduzido nas férteis terras rondonienses pelo engenheiro agrônomo Frederico Monteiro Álvares Afonso, grande entusiasta e introdutor da cultura cacaueira na Amazônia.

Contudo, a ocupação acelerada gerava fricções institucionais. Enquanto o Incra assentava as famílias nos projetos colonizadores, cabia ao governo territorial a pesada demanda por saúde, educação, moradia, infraestrutura urbana e segurança. Por estarem submetidas a ordens distintas vindas diretamente de Brasília – o Incra como autarquia federal e o governo territorial vinculado ao Ministério do Interior e ao DASP-, as duas entidades careciam de diálogo. A falta de coordenação gerava concorrência e ineficiências graves, além de submeter as finanças locais à aprovação anual do orçamento federal e ao crivo técnico da Sudeco, através do Polo Amazônia. Percebendo o gargalo, Guedes, com sua profunda visão humanista e formação intelectual, compreendeu que o governo local precisava assumir as rédeas como o verdadeiro protagonista do desenvolvimento regional.

A Visão Intelectual e a Escola de Planejamento

Em 1976, no auditório das Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), durante a abertura do curso de capacitação para os técnicos governamentais, o governador expôs as teses que vinha amadurecendo em seus escritos sobre a viabilidade socioeconômica da transição para a categoria de estado. Guedes foi enfático ao convocar o corpo técnico local, declarando que o amanhã equilibrado de Rondônia dependia diretamente da inteligência e do esforço científico daqueles profissionais. Para ele, o desenvolvimento exigia simetria econômica, espacial e urbana, orientada pelo estudo rigoroso do histórico de outras unidades federativas brasileiras, para que não se repetissem os mesmos erros do passado.

Sua visão de vanguarda recusava terminantemente soluções habitacionais precárias-as chamadas “casinhas de pombo”, que visavam apenas o lucro fácil de empreiteiros. Guedes defendia uma arquitetura vernacular, inspirada nos prédios ingleses do início da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, devidamente adaptada ao clima equatorial. Sua visão macroeconômica já listava, na metade daquela década, metas que pareciam utópicas: a necessidade de um matadouro industrial, uma usina de beneficiamento de leite, o asfaltamento definitivo da BR-364 e a implantação da Usina Hidrelétrica de Samuel.

As Bases Científicas: De Milton Santos ao Polonoroeste

O maior desafio para materializar este plano residia no déficit crítico de energia e de malha rodoviária. Guedes agiu em duas frentes. Primeiro, contratou uma consultoria especializada para formular um amplo plano rodoviário territorial e apoiou e conseguir viabilizar a engenharia para o aproveitamento hidrelétrico de Samuel e Teotônio. Em segundo lugar, ciente de que a elevação de Rondônia à categoria de estado não poderia ser um ato meramente político, mas sustentado por indicadores financeiros reais, contratou o eminente professor Charles Müller, da Universidade de Brasília (UnB) e sua equipe para pensar o futuro estado.

A equipe multidisciplinar de Müller desenhou um programa de desenvolvimento decenal, calculando o volume exato de investimentos necessários para que o PIB local assegurasse a autonomia da máquina administrativa estadual. Estes estudos robustos foram fundamentais para as negociações que, em 1981, culminariam nos recursos do Polonoroeste (Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil), megaprojeto financiado pelo Banco Mundial que viabilizou o asfaltamento Cuiabá–Porto Velho e a consolidação definitiva da fronteira agrícola.

Internamente, a estrutura governamental foi modernizada, extinguindo-se a antiga Secretaria de Governo para dar lugar à Secretaria de Planejamento (Seplan). Para liderá-la, Guedes escalou seu filho, Luiz César Auvray Guedes, um brilhante planejador com papel crucial posterior na Embrapa. Sob a mentoria da UnB e de outros instituições, a Seplan tornou-se um laboratório de inovações institucionais, experimentando conceitos avançados como o orçamento participativo e a elaboração de planos setoriais para Rondônia.

Para organizar a malha urbana, o governo trouxe grandes nomes da inteligência nacional: Roberto Monte-Mor e o futuro prefeito Antônio Carlos Cabral Carpintero estruturaram a hierarquização das cidades; Paulo Magalhães desenhou habitações adaptadas; Paulo Zimbres projetou o sistema viário de Porto Velho; e Silvio Sawaya somou-se ao time. Por indicação de Sawaya, a Seplan contratou o internacionalmente consagrado geógrafo Milton Santos, cujos estudos forneceram a base teórica e espacial para a distribuição equilibrada de investimentos públicos em saúde, educação e segurança.

Cabe ressaltar um ato de justiça histórica: os técnicos externos atuavam na conceituação e treinamento; a abertura real das ruas, o desbravamento e a fundação prática de cidades como Ariqueme- a primeira cidade planejada da região- foram executados rigorosamente pelos técnicos locais, como Jorge Elage, José Mesch, Luiz Antônio da Costa e Silva e Sheila Bailão, entre outros. Localidades que eram simples cruzamentos de linhas cartográficas em mapas rústicos, como Mirante da Serra, nasceram sob o rigor do equilíbrio econômico e espacial determinado por esta equipe local.

O Legado de uma Dívida Histórica

O fruto desse ecossistema técnico foi tão duradouro que permitiu a Rondônia conceber, anos mais tarde, por meio de sua própria inteligência técnica, o pioneiro Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE) e o Planafloro (Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia), referências globais de harmonização entre a produção agropecuária e a conservação do bioma amazônico.

Hoje, Rondônia colhe os louros de uma expansão vigorosa do seu Produto Interno Bruto (PIB), exibindo um dinamismo econômico e um equilíbrio de rede urbana que guardam estreita analogia com o papel histórico desempenhado pelo estado do Paraná no desenvolvimento do Sul do país. É um estado singular na Federação em termos de estabilidade territorial e horizontes de futuro. Embora o suor de milhares de bravos migrantes explique esta riqueza, a planta arquitetônica e a segurança jurídica deste progresso foram desenhadas pelo cérebro do coronel Humberto da Silva Guedes. A ausência de um amplo reconhecimento público à sua estatura de estadista representa uma enorme dívida de gratidão que o Estado de Rondônia possui com um dos principais construtores de sua grandeza contemporânea.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  ARTIGO –  JORNALISTA E ECONOMISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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