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Após um ano, parentes de mortos em Brumadinho enfrentam depressão

Vendas de antidepressivos e ansiolíticos mais que dobraram no município; tentativas de suicídio foram de 29, em 2018, para 47 no ano passado

Passado um ano desde o rompimento da barragem da mineiradora Vale em Brumadinho (MG), que deixou 270 mortos, a rotina de muitos moradores da cidade de 40 mil habitantes agora inclui a luta contra transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade.

O número de vendas de ansiolíticos no município aumentou em 79% de 2018 para 2019; o consumo de antidepressivos aumentou 56% e as tentativas de suicídio foram de 29 para 47, segundo a prefeitura.

Iolanda de Oliveira da Silva, de 49 anos, é uma das pessoas que tentaram suicídio. Ela começou o tratamento psicológico e psiquiátrico três dias após o rompimento da barragem.

“Eu já fui para o médico por que eu não estava mais aguentando. A vida da gente, nessa data do dia 25, caiu, foi junto da lama também. ”

“A vida da gente, nessa data do dia 25, caiu, foi junto da lama também.”

Iolanda de Oliveira da Silva, mãe de vítima

Hoje, ela toma seis remédios por dia entre ansiolíticos, antidepressivos e remédios para dormir. No desastre, Iolanda perdeu um de seus filhos, Robert, de 19 anos.

Mas essa não foi a primeira perda. Em outubro do ano anterior, Richard, irmão gêmeo de Robert, morreu assassinado. Em 2005, Michael Felipe faleceu com leucemia aos 16 anos.

Os outros dois filhos de Iolanda também utilizam remédios. Rute Miriam, de 23 anos, também já tentou suicídio, não consegue dormir no escuro e sofre com pesadelos. Kleber, de 25 anos, que trabalhava na Vale, não conseguiu voltar ao trabalho.

A família tenta seguir em frente, mas a mídia e o ambiente os fazem lembrar do ocorrido constantemente.

“A televisão sempre passa notícia. Aa gente nunca mais vai esquecer o que aconteceu. Eu queria que a Vale mudasse a cor dos ônibus, dos uniformes. Fica gravado na memória da gente. Eu lembro do ônibus com ele [Robert] chegando.”

Estresse pós-traumático

Robert (direita) e seu irmão

Robert (direita) e seu irmão

Arquivo pessoal

A psiquiatra Luciana Siqueira, voluntária do grupo de estresse pós-traumático do Ambulatório de Ansiedade do IPq (Instituto de Psiquiatria da USP), explica que um dos sintomas do estresse pós-traumático é a tentativa de evitar estímulos que possam estar associados ao trauma.

Segundo a médica, esse é um transtorno mental que ocorre após a exposição a um evento traumático.

“Tem que ser um evento de magnitude, violento, em que a vida da pessoa seja colocada em risco ou que a pessoa tenha testemunhado a morte ou ameaça à vida de alguém.”

Ela explica que, caso um evento como esse tenha ocorrido com alguém muito próximo e com fortes vínculos afetivos, a pessoa pode sofrer com o transtorno sem necessariamente presenciar o evento.

Para ser considerado estresse pós-traumático o paciente tem que apresentar flashbacks [rever o momento na mente] involuntários, reações de ansiedade, além de reações emocionais dissociativas, que são a sensação de que o evento está acontecendo novamente quando a pessoa é exposta à lembrança ou fala sobre o assunto.

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A pessoa pode apresentar sentimento intenso de angústia e nervosismo e sintomas fisiológicos, como tremor, taquicardia e suor.

O estresse pós-traumático pode desencadear outras doenças se a pessoa tiver predisposição e pode agravar transtornos anteriores.

Além disso, nem todo transtorno desenvolvido após um evento violento é estresse pós-traumático. Outros diagnósticos podem ser depressão, ansiedade, síndrome de pânico, entre outros.

Nathalia Silva Eleutério, de 30 anos, perdeu o marido, Reinaldo Fernandes Guimarães, de 31 anos.

“Meu dia a dia é só remédio, eu tomo remédio de manhã, de tarde e de noite. Eu não tenho perspectiva de vida mais, meu sonho está enterrado na lama. ”

“Meu dia a dia é só remédio, eu tomo remédio de manhã, de tarde e de noite. Eu não tenho perspectiva de vida mais, meu sonho está enterrado na lama. “

Nathalia Silva Eleutério, esposa de vítima

Nathalia está sempre em estado de alerta. Ela e a filha mais velha, Maria Eduarda, de 10 anos, assustam-se com qualquer barulho. “

Inaugurou um supermercado na frente de casa e começou a tocar uma sirene para avisar das promoções. Minha filha veio assustada falando para correr que a barragem estourou.”

Reinaldo com esposa e filha

Reinaldo com esposa e filha

Arquivo pessoal

Nathalia afirma que não tem vontade de fazer mais nada.

“Não consigo sentar para ver uma televisão. Engordei 20 kg de tanto remédio e ansiedade. Eu como de meia em meia hora.”

Segundo ela, Maria Eduarda só fica deitada e diz que não tem ânimo para nada.

Além da dor do luto, Nathalia passa por dificuldades financeiras. Ela não trabalhava antes do marido morrer e hoje depende do dinheiro pago pela Vale. Como Reinaldo não era funcionário da empresa, ela não tem todas as garantias.

“As famílias dos funcionários têm plano de saúde e escola particular para os filhos. Eles estão diferenciando valores para as mortes que foram a mesma coisa. Eu queria justiça, que eles pagassem cada remédio que eu tomo. ”

Recuperação envolve amparo social e emocional

Segundo a psiquiatra do IPq, a recuperação diante de um trauma como esse depende de um conjunto de fatores. Um deles é o tratamento psiquiátrico adequado. A medicação precisa ser associada ao acompanhamento psicológico, preferencialmente a terapia cognitivo comportamental.

Além disso, é necessário que o paciente tenha acesso a um suporte psicossocial, que inclui questões práticas como pensão, situação trabalhista regularizada, acesso à saúde e retorno à escola. Ela aponta o envolvimento com causas sociais como um dos caminhos possíveis para a recuperação.

Segundo a psiquiatra não é possível atribuir o rompimento da barragem ao aumento da venda de ansiolíticos e antidepressivos. “Apesar de ser bem possível, não podemos cravar. Precisamos ver se essa população tinha acesso à saúde mental [antes da tragédia].”

Ela explica que o acidente fez com que o suporte de saúde mental aumentasse, o que pode ter resultado em um número maior de detecções. “Poderiam ter acontecido muito mais suicídios se não tivessem os diagnósticos e a medicalização.”

Mesmo assim, Luciana diz acreditar que essa é uma questão de saúde pública.

“Tem que qualificar as lideranças locais e manter o atendimento por um período prolongado. Atendimentos pontuais podem só expor o indivíduo, não serem efetivos e até serem prejudiciais. É importante ter continuidade. ”

A Vale informou em nota que cerca de 600 famílias estão sendo acompanhadas por profissionais do Programa Referência da Família.

A empresa assinou acordo de cooperação com a prefeitura para repasses que totalizam R$ 32 milhões destinados à ampliação da assistência de saúde e psicossocial no município.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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