Esporte

Após bom começo de ano, ataque do Fluminense termina temporada em baixa e pode ser problema para 2020

Setor ofensivo do Tricolor terminou o primeiro semestre com 60 gols, mas sofreu mudanças, caiu de produção e pode ser dor de cabeça para Odair Hellmann

O que começou 2019 como o ponto forte do Fluminense, acabou o ano como um dos problemas a serem resolvidos para próxima temporada. O setor ofensivo do Tricolor iniciou este ano encantando e marcando muitos gols, tendo média de quase três por jogo nas primeiras partidas. Mas teve muitas mudanças ao longo da temporada e, em má fase, acabou o Campeonato Brasileiro com média de apenas um tento por jogo.

Formado pelo trio Everaldo, Luciano e Yony González e comandado por Fernando Diniz, o ataque do Fluminense começou 2019 mostrando muita mobilidade e poder de decisão. Nas primeiras seis partidas do ano, foram 17 gols marcados (média de 2,8 por partida). Mas, já em maio, o primeiro nome do trio foi para o Corinthians.

Ainda assim, com a entrada do jovem João Pedro, o time manteve o ritmo e continuou tendo o ataque como seu ponto mais forte. Assim, na parada para a Copa América, no meio de junho, o Fluminense terminou o primeiro semestre com 60 gols marcados em 36 partidas (média de 1,6 por jogo).

Mas, no meio do ano, o Tricolor não conseguiu segurar Luciano, que foi para o Grêmio. Ainda assim, com os 15 gols marcados por ele até então, o atacante terminou a temporada como o segundo maior artilheiro do time no ano, atrás apenas de Yony, que marcou 17. Pouco depois, o clube das Laranjeiras ainda perdeu Pedro, vendido para a Fiorentina (ITA).

No começo do segundo semestre, Yony ainda manteve a sua boa fase e foi importante na classificação do Fluminense para as quartas de final da Sul-Americana, ao marcar três gols nos dois jogos contra o Penãrol. Mas, depois, o atacante passou por dois longos jejuns. Primeiro, um de 11 jogos seguidos sem marcar, até fazer o tento da vitória sobre o Botafogo, em outubro. Mas, após esse gol, ele ficou outras dez partidas sem marcar.

As saídas de jogadores fizeram o Tricolor buscar soluções caseiras e um medalhão para o ataque. Wellington Nem, que chegou em julho, não correspondeu. Ainda que sem o mesmo brilho dos antecessores, até pela inexperiência, Marcos Paulo e Evanilson foram importantes no segundo semestre. Mas, nos 33 jogos disputados pelo Fluminense no período, o time marcou apenas 31 gols (média de 0,93 por jogo).

Com a perda de jogadores ao longo do ano, as saídas de Yony e João Pedro e a possível não renovação de Evanilson, que já assinou um pré-contrato com o Tombense-MG, clube do seu empresário, o Fluminense do técnico Odair Hellmann pode seguir com problemas no setor ofensivo em 2020. Os nomes do ídolo Fred, de saída do Cruzeiro, e de Everaldo, da Chapecoense, já foram especulados, mas nenhuma das negociações avançou até o momento. Assim, é preciso correr contra o tempo para evitar que o rendimento do segundo semestre prossiga na próxima temporada.GOLS DO FLUMINENSE POR SEMESTRE
1º semestre: 60 gols em 36 jogos (1,6 por jogo)
2º semestre: 31 gols em 33 jogos (0,93 por jogo)

NÚMEROS DOS ATACANTES DO FLUMINENSE EM 2019
Yony González: 17 gols – 67 jogos
Luciano: 15 gols – 30 jogos
João Pedro: 10 gols – 37 jogos
Marcos Paulo: 6 gols – 35 jogos
Pedro: 5 gols – 14 jogos
Everaldo: 5 gols – 21 jogos
Evanilson: 2 gols – 3 jogos
Pablo Dyego: 1 gol – 13 jogos
Wellington Nem: 1 gol – 20 jogos
Lucão: 0 gols – 6 jogos
Brenner: 0 gols – 6 jogos
Ewandro: 0 gols – 4 jogos

FONTE: LANCE

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