Esporte

AMIGO DE INFÂNCIA DO GOVERNADOR FEZ “CORRERIA” PELAS OBRAS DE SANEAMENTO

Conforme havíamos antecipado no dia 12, empresa de Goiânia é que deve executar as obras de R$ 740 milhões em Porto Velho

Abrindo

No dia 12 último, a coluna PAINEL POLÍTICO revelou uma manobra para favorecer uma empresa sediada em Goiânia para que ela faça as obras de saneamento de Porto Velho, cujo valor é de R$ 749 milhões. Agora você vai entender passo a passo como a manobra está sendo feita, e quem são os personagens desse filme que já passou por aqui, e deixou um rastro de prejuízos que até hoje a população de Porto Velho paga caro.

Em Brasília

Um tempo atrás o governador Confúcio Moura resolveu que era hora de dar início as obras de saneamento da capital. A idéia inicial era fazer em vários lotes para que, caso algum desse problema, os demais continuariam. E deu início ao processo de conversas para startar o processo. Eis que entra em campo uma figura bastante conhecida na capital federal, conterrâneo e amigo de infância de Confúcio Moura, Élson Ribeiro e Pólvoa, que foi presidente do SINDUSCON-DF por dois mandatos. Após uma conversa entre ele e o governador, decidem então que o processo seria feito em apenas um lote, porém, como se trata de uma obra grande, evidente que a executora do contrato também teria que ser grande.

Correria

Élson Ribeiro então pega o projeto e sai em busca das grandes. Faz contatos na OAS, Odebrechet, Camargo Correia. Ao mesmo tempo, a Operação Lava-Jato começa a complicar a vida dessas empresas, que pulam fora. Não querem problema. A coisa atrasa e emperra. Ele então acha a EMSA, que está “limpa” e se dispõe a fazer as obras, afinal, tratam-se de praticamente R$ 750 milhões. Acordos fechados, é hora do principal, a contratação.

Tecnicidades

Como se trata de uma obra volumosa, decide-se então não arriscar com um processo licitatório por “menor preço”. Fazem a opção do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), e a ata é lançada no ComprasNet. É importante ressaltar que nesse regime, o valor global não é aberto ao público, as empresas tem acesso após o julgamento, e não se trata de “menor preço” e sim de acervo e outros quesitos pré-estabelecidos em edital.

Continuando

Inscrevem-se para o processo as empresas, EMPO (Empresa Curitibana de Saneamento e Construção Civil) que apresenta a inexequível proposta orçamentária de R$ 186.407.762,32; A Construtora Augusto Velloso S/A disse que realiza tudo por R$ 550 milhões; A Goetze Lobato Engenharia apresentou um preço pouco maior, R$ 564.350.000,00; e a EMSA (Empresa Sul Americana de Montagens), em uma daquelas estranhas coincidências que só acontecem em Rondônia, apresentou proposta de R$ 720 milhões. Ou seja, praticamente o valor disponível para a execução das obras. Mas ai, alguém pode dizer, “mas eles são grandes, sabem o valor por já terem feito em outros locais”. Pois é, mas esse valor ai é tabela cheia, e especialistas no setor apontam que com R$ 600 milhões é possível realizar a obra já incluindo margem de lucro e até dinheiro de propina, se for o caso.

Pois bem

A EMPO foi desclassficada, e o motivo é evidente, o baixo valor oferecido, “em conformidade com a equipe de engenharia do PAC , proposta esta desclassificada por apresentar valor inferior a 50% do orçamento estimado para esta licitação, que torna o preço inexequivel”; a Augusto Velloso também está fora, “habilitação recusada por não atender aos itens: 15.2.4 do edital (Atestado de capacidade Técnica e Operacional); Item 15.1.3.3 e subitem 15.1.3.3.1 qualificação econômica e financeira;item 15.1.3.1 certidão de falência e concordata”; e advinha só, estão no “páreo” a Goetze Lobato e a EMSA. O pregão está suspenso até o dia 28, quinta-feira, porque a Goetze precisa encaminhar toda a documentação exigida.

Agora

Pode acontecer da Goetze não conseguir apresentar a documentação exigida, o que já a desclassifica (e que é mais provável que ocorra) e com isso a EMSA vence com a “tabela cheia”. Como a coluna já havia antecipado a vencedora dessa concorrência, não  explicitamente o nome da EMSA, mas demos todo o histórico da empresa, inclusive os problemas por ela criados em outros estados na coluna do dia 12, também é possível que ela pule fora para não ter problemas. Esse processo está contaminado, foi um jogo de cartas marcadas e no mínimo deveria ser suspenso. Pelo princípio da economicidade, da transparência e principalmente, do respeito a sofrida população de Porto Velho, as obras devem ser feitas em lotes, dividida em várias empresas, porque se der problema em uma, as demais continuam.

Break

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Relembrando

A UNI Engenharia fez o mesmo aqui em Porto Velho. Venceu um contrato milionário, subcontratou empresas menores e largou tudo pela metade, dando calote até em vendedor de churrasquinho. Agora que a prefeitura está concluindo as obras largadas pela metade na Avenida Vieira Caúla, por exemplo. O mesmo poder dizer dos viadutos de Porto Velho. Se tivessem sido feitos em lotes, certamente as obras teriam sido concluídas. Portanto, melhor parar esse processo antes que tenhamos uma cidade toda revirada, ainda pior do que já está.

Enquanto isso

A Assembleia Legislativa de Rondônia faz um segundo termo aditivo ao contrato 010/GAB/ALE/2013 para o “fornecimento e distribuição de 42 exemplares do jornal O Estadão do Norte, aquele que fechou há mais de um mês. O contrato é de 12 meses, de janeiro a dezembro deste ano.

Game over

As empresas de transporte coletivo da capital ainda insistem em querer manter a concessão. Prestando um serviço porco há mais de 20 anos, estão no maior esperneio para tentar ganhar tempo e continuar com circulando com as sucatas. Porém, o Tribunal de Justiça, ainda bem, vem canetando a turma e nesta terça-feira rejeitou mais um recurso das companhias. Isso, esperamos, enterra de uma vez a pretensão dessa turma, que explorou ao máximo a população, dando menos que o mínimo como retorno.

19 assessores

É a quantidade de pessoas que o diretor do DER, Coronel Caetano vai levar para a Rondônia Rural Show, um evento em Ji-Paraná com seis diárias cada. A pergunta é, o que o DER quer em um evento empresarial agrícola? Porque essa turma não faz um favor para o Estado e vai arrumar as rodovias estaduais que estão desmanchando?

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos nowww.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Orgasmos diários diminuem risco de câncer

Um estudo divulgado pelo site Daily Mail apontou que homens que têm orgasmos todos os dias podem ter até 22% menos risco de ter uma câncer de próstata. Segundo a pesquisa, ejacular promove uma troca de células velhas por novas. Foram entrevistados 32 mil homens, todos saudáveis por pelo menos 18 anos. Todos foram questionados a respeito dos orgasmos que tiveram mês a mês, entre as idades de 20 e 29, e 40 e 49. Do total, 3.839 tiveram o câncer de próstata com o decorrer dos anos, e os que ejacularam mais de 21 vezes por mês mostraram 22% menos risco de desenvolver a doença. A próstata é uma pequena glândula, do tamanho de uma noz, que cresce com o tempo e circunda a primeira parte da uretra. As causas do câncer, no entanto, ainda são desconhecidas. Segundo a Dra. Jennifer Rider, da Harvard Medical School Brigham e Women’s Hospital, as pesquisa mostra um avanço nos estudos sobre ejaculação, mas deve ser levada em conta com cuidado, por serem meramente observações até o momento.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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