Resenha Politica

Aliados já demonstram decepção e desencanto com o governador Daniel Pereira – por Robson Oliveira

PRECEDENTE – O resultado das eleições suplementares do município de Vilhena revelou que aquela população não caiu na esparrela da família Donadon e elegeu o candidato adversário, Eduardo japonês (PV). Rosani Donadon (MDB) havia sido defenestrada do cargo de prefeita recentemente e decidiu disputar as eleições suplementares mesmo com o indeferimento do registro da candidatura pela Justiça Eleitoral. O eleitor de Vilhena resolveu cassá-la nas urnas e evitar mais uma vez a judicialização do resultado.

 PRECEDENTE – Esta eleição vilhenense é um aviso do eleitor para os políticos que insistem nas velhas práticas eleitorais. É também um alerta aos que estão encalacrados judicialmente, visto que a Justiça Eleitoral está sendo mais rigorosa ao denegar liminares a candidatos com condenações colegiadas e que insistiram em disputar o pleito. Um precedente que deverá prevalecer nas eleições em outubro próximo.  

 ABSTENÇÃO – O número de eleitores inscritos em Vilhena e que deixaram de comparecer às urnas ultrapassou as cifras 25%, um percentual de abstenção alto e que sugere uma manifestação silenciosa de indignação dos eleitores com os políticos e os respectivos partidos que estão filiados. Estes números podem aumentar em outubro com a pulverização das candidaturas e a utilização criminosa de fake news.

 ESTÍMULO – Na medida que se aproximam as convenções – julho – os partidos começam a avançar nas conversações visando a formação das coligações com a definição dos respectivos candidatos nas vagas majoritárias. O deputado federal Marcos Rogério (DEM), por exemplo, está sendo estimulado a disputar as eleições ao Senado Federal.

 ACIRRAMENTO –  Uma candidatura do  deputado Marcos Rogério à vaga na Câmara Alta é um balde de água fria nas pretensões do ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB). Ambos são do mesmo colégio eleitoral e, se disputarem, um deles sairia prejudicado em razão do acirramento do processo eleitoral já que estão em coligações adversárias. Na hipótese de o democrata mudar da ideia original em trocar a disputa da Câmara Baixa pela Alta, a saída do ex-prefeito seria inverter também a pretensão original.

 DESENCANTO – Três deputados estaduais que eram entusiastas da ascensão de Daniel Pereira (PSB) à titularidade do Governo de Rondônia, em conversa reservada com este cabeça chata, revelaram que perderam o encanto pelo governador. Um deles se queixou da falta de humildade e outro da dificuldade em conversar com o ilustre mandatário. O terceiro parlamentar lembrou que antes de assumir o novo cargo Daniel costumava filar o café na sua casa, mas ao assumir à chefia do executivo estadual criou obstáculos para que os velhos aliados tivessem acesso diário a ele. Daí o desencanto.  

 PARADOXO – Num intervalo em menos dois meses o programa dominical da Rede Globo “Fantástico” veiculou duas reportagens sobre violência em Rondônia que mostrou duas facetas da mesma moeda. A primeira narrou sobre o alto índice de solução nos crimes contra a vida investigados pela Polícia Civil lotada no município de Pimenta Bueno; A segunda, mostrado domingo passado, a vulgarização do crime contra a vida com imagens e áudio de contratação da pistolagem por uma suposta quadrilha formada por fazendeiros. Em ambas as reportagens o que se deduz é que a violência se reinstalou no estado aos moldes da época do ciclo do ouro onde os delinquentes impunham a lei.

 JARARACA – Em depoimento nesta terça-feira (5), por vídeo conferência, como testemunha de defesa no caso envolvendo uma suposta compra de votos para que o Brasil sagrasse vencedor na disputa pela organização das Olimpíadas no Rio de Janeiro, Lula conseguiu espaço para fazer o que mais gosta que é política. Ao responder um comentário feito pelo juiz Marcelo Bretas de que já teria participado uniformizado em comício do ex-presidente no final dos anos oitenta, Lula não perdeu tempo e disse bem-humorado: “quando fizer um comício agora, eu vou chamar o senhor para participar”, respondeu Lula, para o riso dos presentes à audiência. É o que dá cutucar no rabo de uma jararaca que ainda dá sinais de vitalidade, embora privado da liberdade.  

 LEGITIMIDADE – A ausência física da ex-senadora Fátima Cleide (PT) do estado por um tempo não a descredencia em pleitear outra vez a uma vaga senatorial. Fátima nasceu aqui, conhece a realidade estadual e nunca deixou de participar das atividades partidárias em Rondônia. É absolutamente legítima a postulação que os petistas anunciam. O que o eleitor tem que avaliar é se as propostas da ex-senadora ainda são inovadoras e se atendem as expectativas de Rondônia. Há tanta gente com reputação pior que ela e está na disputa sem ninguém falar nada. Mesmo reconhecendo a legitimidade, não significa que este colunista seja um eleitor da ex-senadora. E não sou!

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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