Brasil Produtivo

Agronegócio absorve 40% das aeronaves não tripuladas no Brasil

Drones invadem o campo: estimativa da consultoria PwC aponta que o uso do equipamento no país é superior ao resto do mundo

Praticamente desconhecidos até meados de 2010, os drones, pequenas aeronaves sem tripulação, comandadas à distância, vêm aumentando sua presença em diversas atividades, com destaque para o avanço expressivo de seu uso nas fazendas. O ritmo de crescimento desse mercado no país tem surpreendido até mesmo os fabricantes dos equipamentos.

Há estimativas de que o Brasil se tornará, em dois anos, o terceiro maior mercado mundial de drones na agricultura. A  previsão é da americana MicaSense, empresa líder no mercado mundial de câmeras e sensores para o agronegócio.

Segundo a empresa, o Brasil ocupa a décima colocação no mercado mundial de drones com aplicação na agricultura. Os primeiros colocados hoje são Estados Unidos, Europa, Canadá e Argentina.

A projeção de crescimento do mercado de drones no Brasil se baseia em estudos dos  analistas da empresa e no potencial da produção agrícola brasileira. “Nosso foco total está no mercado agrícola. Desde 2013, com o forte avanço tecnológico dos drones no Brasil, nossas vendas têm crescido 30% ao ano”, afirma Tadeu Barboza, representante da companhia.

Desde que foram definidas as regras para utilização dos drones (há um ano, em maio de 2017), cerca de 40% das aeronaves não tripuladas estariam dedicadas a aplicações no agronegócio, segundo estimativas dos organizadores da feira DroneShow, realizada em meados de maio, em São Paulo. A participação é superior ao resto do mundo, que tem um percentual de 25%, segundo dados da empresa de auditoria PwC.

Além do agronegócio, outras atividades que vêm se utilizando da nova tecnologia são empresas de inspeção de obras, segurança, filmagens e fotografias profissionais, monitoramento e mapeamento, entre outras.

Uma das líderes na fabricação de drones no país, a XMobots tem cerca de 80% de suas vendas concentradas nos serviços de agricultura de precisão, que utilizam tecnologia para melhorar a produtividade no campo. “Está crescendo demais essa demanda”, diz Thatiana Miloso, diretora da empresa.

FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL

Na lavoura de cana-de-açúcar, o uso do drone já está instituído como um de seus insumos”, afirma Thatiana. A segunda principal demanda é de monitoramento ambiental. “Desde o acidente em Mariana (rompimento de barragem na cidade mineira, em 2015), a procura por esse serviço experimentou um boom.”

Apesar da atual concentração dos negócios no setor agro, a empresa prevê que novos segmentos estejam começando a buscar o serviço dos drones. “Detectamos um aquecimento em setores como construção civil e fiscalização ambiental”, diz o CEO da companhia, Giovani Amianti.

A mão de obra envolvida nas atividades com os drones é um tema à parte e com diferentes ângulos. Os fabricantes de drones se queixam da dificuldade em encontrar no mercado profissionais com o perfil necessário que desejam contratar, de formação híbrida: que somem conhecimento de tecnologia e desenvolvimento de software associado à experiência na área agronômica, engenharia florestal e afins.

Por outro lado, a chegada da eficiência dos drones às lavouras tem feito “rolar cabeças” de profissionais de topografia e cartografia, que teriam perdido competitividade diante da nova eficiência tecnológica. “Houve uma quebra de paradigma de eficiência, por isso a redução de postos de trabalho”, diz Giovani.

Segundo ele, enquanto um empregado topógrafo realiza trabalho em cerca de 10 hectares por dia, utilizando o método de medição antigo (de levantamento de altitude e longitude), um drone realiza 500 hectares no mesmo tempo, resultando em um projeto digital muito preciso. “Desde então, descobriu-se que ocorriam falhas de até 30% nas colheitas devido a imprecisões”, revela Giovani.

Drones (Foto:  )

“Onde antes havia de quatro a cinco topógrafos trabalhando, passou a haver dois. Mas é injusto falar que tecnologia traga desemprego”, afirma Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves.

“Muitas vezes, há a realocação dessas pessoas para outras áreas da fazenda e o aumento de informação de qualidade (gerada pelos drones), inclusive de dados que não existiam antes, pode até gerar novos empregos, uma vez que permite uma nova produtividade.”

Existem 41 mil equipamentos licenciados para operar no país, de acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).  No entanto, entre os profissionais do setor, a percepção é de que o número de aeronaves em atividade esteja bem acima disso. “Atualmente, deve haver cerca de 120 mil equipamentos em operação no país, com ênfase nas áreas de agricultura e de serviços de filmagem e fotografia”, calcula Giovani Amianti, da XMobots. “Posso garantir que existem no Brasil mais de 100 mil drones em operação”, afirma o diretor e organizador da DroneShow, Emerson Granemann.

Mesmo entre os números subdimensionados da Anac, o crescimento de equipamentos registrados tem sido veloz: enquanto em outubro de 2017 existiam 22 mil deles cadastrados para operação no país, em abril deste ano, ou seja, cinco meses depois, esse número passou para 41 mil. Em meio à efervescência nas atividades do setor, em maio foram licenciados pela Anac os primeiros pilotos para operações acima de 400 pés em modalidades específicas de espaço aéreo.

OPERADORES

O mercado de drones do Brasil possui hoje 9.500 operadores registrados no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Em julho de 2018, havia 43.621 pessoas cadastradas para operação de drone na Anac (das quais 41.262 pessoas físicas e 2.359 pessoas jurídicas). No mesmo período em 2017, essa quantidade era de 12.514 pessoas cadastradas (11.693 pessoas físicas e 821 pessoas jurídicas).

Há diversas empresas fabricantes de drones que oferecem cursos livres de pilotagem, com etapas teórica e prática e preços variados. São indicados apenas para os modelos menores de aeronaves (que representam praticamente 90% do mercado), que têm limite de voo de 120 metros de altura, 25 quilos de peso limite e operação unicamente visual, ou seja, não pode ter pilotagem por instrumentos. Dentro dessas especificidades, não é necessário tirar licença nem obter habilitação legal.

Para operação de drones de maior porte, que alcançam maior velocidade e altura, além de peso superior a 25 quilos, é exigido o licenciamento junto à Anac. Nessa modalidade, foram aprovados os dois primeiros pilotos em  maio. “Para passar em nossos testes, o piloto é submetido a vários exames: um dia de prova técnica, treinos e depois exames práticos”, diz o gerente técnico da Anac, Rafael Gasparini Moreira.

De forma mais abrangente, a análise é de que os principais problemas surgidos até o momento com a disseminação dos equipamentos, segundo a Anac, estão relacionados ao descumprimento das regras por desconhecimento da regulamentação. “Entre os mais frequentes estão o uso na cidade, o que é proibido a menos de 30 metros de distância de outro operador, e o risco de interferência no tráfego aéreo, como o recentemente ocorrido no Aeroporto de Congonhas, que ainda está em investigação”, afirma Rafael Gasparini.

FONTE: GLOBO RURAL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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