Resenha Politica

Advogado rondoniense e professor universitário Diego Vasconcelos foi um dos destaques no encontro internacional de Direito Constitucional na cidade do México – por Robson Oliveira

ACHISMO

 Na política quanto no futebol todos que gostam do assunto dão as opiniões que lhes convêm. Com a aproximação do período eleitoral de 2018, o achismo invade os espaços das mídias sociais, assim como dos noticiosos, sem nenhum dado estatístico que possa ser utilizado como base real para as previsões.

FORÇA

Embora Jesualdo Pires seja um prefeito bem avaliado e apontado como um forte nome ao Senado Federal, não pontua uniforme na maioria dos municípios que possamos afirmar que reúna força suficiente para levar uma das vagas. Em Ji-Paraná o prefeito está bem, mas sua influência não ultrapassa as fronteiras do município. Pelo menos numa pesquisa que este cabeça chata coordenou. Isto não quer dizer que em 2018 o cenário continue igual ao de hoje. O índice mais consistente em todas as pesquisas (sérias) feitas até agora é a rejeição aos nomes propostos e aos partidos políticos.

MÚSCULOS

 Quem tem revelado músculos para as eleições vindouras é o deputado federal Marcos Rogério, do Democratas. Hoje é o parlamentar mais bem avaliado no estado e começa a abrir espaço na capital, bem distante da sua base eleitoral que é Ji-Paraná. Caso não deixe a “mosca azul” lhe picar,  terá tempo para meditar o melhor caminho a seguir nas eleições. Na hipótese de optar pela disputa à reeleição, as probabilidades de vir a ser o mais votado são enormes.

MÚSCULOS II

Outro nome que tem mantido uma consistência animadora nas pesquisas é o deputado estadual Leo Moraes (PTB). Seja para a reeleição, seja para uma vaga de deputado federal. Aliás, é o nome que aparece nas pesquisas com maior densidade na capital. O parlamentar também começa a avançar na preferência do eleitor do interior com uma pontuação interessante. Esta coluna já havia apontado essa tendência dois meses atrás. E tem se mantido.

FÔLEGO

O senador Valdir Raupp (PMDB) sangrou durante dois anos com o nome envolvido nas investigações da Lava Jato. No entanto, não há nenhum óbice no momento que o impeça de registrar a candidatura à reeleição.  Independente de quem gosta ou não dele,  é um senador importante para os municípios rondonienses e tem se esforçado para conseguir recursos para inúmeras obras executadas e em execução no estado. Já comprovou na primeira eleição ao Senado Federal que tem fôlego para vencer as intempéries, visto que foi surpreendido naquela eleição com uma condenação penal exaustivamente utilizada pelos adversários e nem assim perdeu a vaga. Ainda é cedo e prematuro assegurar que a Lava Jato seja suficiente para sufocar seu fôlego incansável de se reinventar, embora seja indiscutivelmente a eleição mais difícil que vai disputar.

RECALL

 Quem continua sofrendo com o recall negativo pela passagem na prefeitura da capital é o ex-prefeito Mauro Nazif (PSB). O ex-prefeito e neossocialista não anda pontuando bem nas pesquisas para uma eventual disputa à Câmara Federal. De excelente parlamentar com duas legislaturas exitosas, Nazif deixou o paço municipal muito desgastado. O turco pecou em diversos momentos, em particular por se cercar de bajuladores incapazes de avaliar o cenário com o mínimo de sabedoria.

VIOLÊNCIA

Enquanto nossas autoridades perdem tempo em debater um modelo de escola sob a direção de militares, os meliantes aproveitam para ocupar as ruas e ceifar vidas à luz do dia. Nem os próprios policiais escapam da violência impostas pelos larápios e são vítimas dos assaltos. Não é raro ler na crônica policial cenas de bang bang entre bandidos e homens da lei em nossa Rondônia. Especialmente em Porto Velho. A violência assumiu índices alarmantes e não vemos ações efetivas para reverter esses números. Na medida em  que a segurança pública sai do controle, a PM utiliza spray de pimenta nos presentes a uma reunião convocada para  decidir quem deve conduzir a escola e impor normas de condutas absurdas aos alunos: cortar cabelo com máquina 2, saias curtas, tatuagens, entre outras proibições que atentam contra o livre arbítrio.

PUXÃO

Está absolutamente correto o governador Confúcio Moura ao dar um puxão de orelhas no servidor público que atende à população de forma inadequada ou simplesmente com rudeza. Infelizmente o fez pelo BLOG que mantém nas redes sociais ao invés de exigir um bom atendimento como política governamental.

SERPENTE

Um filme de Ingmar Bergman retratando os conflitos e a esculhambação que culminaram com a ascensão no Nazismo foi descrito como o Ovo da Serpente para explicar o que veio depois. Vivemos no Brasil um momento muito crítico de nossa história com o aumento da intolerância ganhando vozes nas mídias sociais. Como a democracia anda mal das pernas em nosso país, o terreno passa a ser fértil para que as serpentes surjam como alternativa de poder. Quem prega o retorno de uma ditadura como remédio para os males que afligem a nação ou desconhece o filme de Bergman ou nunca leu a história. É preciso aniquilar o ovo no ninho antes que a serpente produza novos ovos. E por vias legalmente permitidas. Aos intolerantes, as favas!

COMPETÊNCIA

 Durante o encontro internacional de Direito Constitucional, promovido pela International meeting on Law and society, na cidade do México, o advogado rondoniense e professor universitário Diego Vasconcelos foi um dos destaques nos painéis do evento ao apresentar um trabalho versando sobre a reputação e a audiência do judiciário brasileiro. O trabalho do intelectual rondoniense aplica uma teoria denominada ‘Behaviorista’ (teoria da reputação judicial) que verifica os dados de confiança da Justiça Brasileira. Na presença de vários pesquisadores mundiais o trabalho apresentado por Diego Vasconcelos foi requisitado para ser publicado numa revista científica que deverá ser editada em outubro. Advogado da melhor cepa militante em nosso estado, atualmente reside em Lecce na Itália onde conclui o doutorado. Em março do ano que entra promete retornar ao nosso convívio para aplicar o que aprendeu fora ao nosso meio acadêmico da UNIR.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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