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Abandono no ensino médio é menor em escolas públicas integrais

Análise baseada nos dados do Ideb 2023 aponta que alunos do ensino integral abandonam menos os estudos em relação aos do ensino regular. Diferença é maior nos estados de Pernambuco, Tocantins e Maranhão

No Brasil, estudantes do ensino médio de escolas integrais abandonam menos os estudos em comparação com os das escolas regulares, com índices de abandono de 3,1% e 4,3%, respectivamente. Essa diferença é ainda mais evidente nas regiões Norte e Nordeste, nas quais o abandono chega a ser três vezes maior nas escolas regulares, com destaque para os estados de Maranhão (0,9% e 3,6%), Tocantins (0,6% e 2,2%) e Pernambuco (0,5% e 1,6%). 

Os dados exclusivos, calculados pelo Instituto Sonho Grande (ISG) em parceria com o Instituto Natura, foram levantados com base no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023, divulgado na quarta-feira (14/8) pelo Ministério da Educação (MEC). “Isso mostra que o modelo integral, ao oferecer um ambiente mais acolhedor e conectado às necessidades dos estudantes, faz com que os jovens permaneçam na escola e colabora para promover um aprendizado mais consistente”, comenta Ana Paula Pereira, diretora-executiva do ISG.

O estudo analisou escolas propedêuticas — cujo ensino é preparatório ou introdutório — localizadas em zonas urbanas da rede estadual. As estimativas foram ponderadas a partir do número de estudantes matriculados em cada instituição de ensino na última etapa série do ensino médio, considerando apenas as escolas que tiveram taxa de participação no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) acima de 80%. No total, participaram 2.429 escolas integrais e 9.761 do ensino regular. 

“Temos bons exemplos de que um caminho possível e sólido, com bons resultados já no curto prazo, é a expansão de escolas integrais. Estados que expandiram consideravelmente conseguiram melhorar os resultados desse modelo, como Rio Grande do Norte, Alagoas, Mato Grosso e, principalmente, Paraná, que triplicou o número de escolas integrais no ensino médio nos últimos 4 anos e viu o Ideb do integral crescer 0,5 no mesmo período”, defende Ana Paula. 

São consideradas integrais as escolas que oferecem ao menos uma turma da última série do ensino médio com uma carga horária superior a 7 horas por dia, conforme o Censo Escolar 2023 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Disponibilizado em fevereiro deste ano, o Censo mostra que o número de matrículas em tempo integral da educação básica alcançou a taxa de 21%, próximo à meta do Plano Nacional de Educação (PNE) vigente, de 25%. Com maior proporção de alunos em tempo integral matriculados na rede pública, lideram Pernambuco (66,8%), Paraíba (55%) e Ceará (49,1%).

Perfil do abandono

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao ano de 2023, 9 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 29 anos não completaram o ensino médio. Observando a faixa etária, as maiores taxas de abandono foram identificadas aos 16 (16,0%), 17 (19,5%) e 18 anos (21,1%) — idade que também registrou o maior aumento em relação a 2019 (5,4 p.p.).

Antes disso, aos 15 anos (12,6%) — quando normalmente se entra no ensino médio —, o índice foi quase duas vezes maior em relação aos 14 anos (6,6%). Considerando o sexo, a taxa de abandono é de 58,1% entre os homens e de 41,9% entre as mulheres. Quanto à cor ou raça, o maior percentual foi entre pretos ou pardos (71,6%), enquanto 27,4% partiu de brancos. 

O ensino médio é a etapa com maior índice de repetência e evasão da educação básica, com 3,9% e 5,9% respectivamente. Dados do Censo Escolar apontam que 7% dos alunos do 1º ano desistiram dos estudos e 4,1% foram reprovados de 2020 a 2021. Só na rede pública, em 2022, a taxa de reprovação foi de 4,2% e a de abandono, 6,5%.

Melhor aprendizado

Nesse contexto, “podemos observar que estudantes matriculados nas escolas integrais aprenderam mais e foram mais aprovados quando comparados com os das escolas regulares. Enquanto o Ideb do EM geral foi de 4,1, o das escolas integrais de EM foi de 4,4 (0,3 a mais). Isso indica que o integral tem o potencial de alavancar a educação pública brasileira”, expõe a diretora-executiva. “Quando olhamos para os estados, os que mais se destacaram no Ideb integral são também os de maior destaque no resultado geral. Goiás e Espírito Santo possuem a melhor nota do integral (5,0) e Paraná, a segunda maior (4,7)”, pontua Ana Paula.

A superintendente de Políticas Educacionais do Instituto Natura, Maria Slemenson, avalia ainda a trajetória das escolas entre 2019 e 2023. “Notamos que as que continuaram regulares subiram 0,1 ponto no Ideb. Já as regulares que converteram o sistema para o integral subiram 0,3, um crescimento 3x maior. Comparando os resultados de 2023 com os anos anteriores, especialmente 2019, observamos um crescimento notável no Ideb da rede pública de ensino médio, que passou de 3,9 para 4,1. Esse aumento de 0,2 ponto, aproximadamente 5%, é significativo, considerando os desafios impostos pela pandemia de covid-19”, explica.

Vulnerabilidade

Maria Slemenson afirma também que as escolas integrais estão desproporcionalmente mais presentes em áreas vulneráveis, o que, segundo a superintendente, indica um esforço significativo do país em expandir a educação integral para regiões que mais necessitam de apoio educacional. 

“Este movimento é crucial para promover maior equidade no sistema educacional brasileiro. E percebemos isso com os dados. 76% das escolas de ensino médio integral (EMI) estão presentes em áreas vulneráveis, em contexto de Índice de Nível Socioeconômico (INSE) II, III e IV. Entre as regulares, são 42%. Se olharmos a média nacional do Ideb, as escolas de EMI ficaram acima das parciais em 0,3 ponto. Mas, quando analisamos o nível socioeconômico, agrupando INSE II a IV, essa diferença chega até 0,5 ponto. Esses resultados fortalecem o potencial das escolas integrais em promover maior equidade no país”, esclarece.

As dirigentes acreditam nas escolas integrais como uma estratégia que poderia ajudar fortemente os estudantes mais vulneráveis, indicando que quem estuda nessa modalidade aprende mais do que o estudante de tempo regular, por exemplo, em língua portuguesa (4 pontos) e em matemática (6 pontos — o equivalente a um ano a mais de aprendizado). “O EMI possui casos de sucesso nacionais e internacionais e tem se mostrado uma política eficaz para garantir uma educação de qualidade. O modelo apresenta evidências para além da melhora da aprendizagem, mas também o de reduzir abandono e evasão, aumentar a empregabilidade e acesso ao ensino superior, melhorar o planejamento familiar, diminuir desigualdades de gênero e raça e até reduzir a violência”, defende Maria Slemenson.

Benefícios além da educação 

A implementação e expansão do ensino médio integral não se justifica apenas pela busca de excelência educacional, segundo as especialistas, mas como uma resposta às multifacetadas crises que o Brasil enfrenta atualmente, evidenciando a necessidade de políticas públicas que abordem de forma integrada as dimensões educacionais, econômicas e sociais.

“Os benefícios são inúmeros e vão desde a redução da chance de evasão escolar até a diminuição da taxa de homicídios entre os jovens de 15 a 17 anos, já que passam mais tempo em um ambiente seguro. O EMI em Pernambuco reduziu em até 50% as taxas de homicídios entre jovens de 15 a 17 anos. A remuneração dos estudantes do ensino integral também pode ser 10% maior ao longo da vida. Há maior chance de esses estudantes concluírem a educação básica, o que eleva o ganho total da remuneração para 15%. Portanto, seu benefício socioeconômico é seis vezes maior que o seu custo, conforme estudos do Centro de Evidências da Educação Integral (Insper)”, diz Maria Slemenson.

Além disso, em um país que enfrenta desafios econômicos persistentes, com uma parcela significativa da população vivendo abaixo da linha da pobreza — 27,5% em 2023, segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) —, o EMI chega como uma solução complementar ao oferecer refeições regulares, o que garante acesso a uma alimentação adequada e contribui para a segurança alimentar dos estudantes. A implantação de escolas EMI na região Norte, por exemplo, representou, segundo os institutos, uma redução de 12,6% por dia na internação por anemia, desnutrição e suas sequelas entre jovens de 15 a 17 anos.

“Os resultados do Ideb 2023 são encorajadores e indicam que a educação integral está no caminho certo para promover maior equidade e qualidade no ensino. A análise dos dados, controlada por INSE e PIB per capita, reforça a importância de continuar investindo em políticas que beneficiem as regiões mais vulneráveis. Com estratégias bem direcionadas, é possível continuar melhorando os índices educacionais e garantir uma educação de excelência para todos os alunos no Brasil”, afirma a superintendente.  E conclui: “As unidades federativas e o governo federal têm investido na ampliação das matrículas no ensino médio integral, e esse incentivo federal é muito importante para que os estados se preocupem em expandir suas políticas públicas voltadas ao EMI”.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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