Esporte

A FALÊNCIA DO ESPORTE EM RONDÔNIA

Total falta de apoio e desinteresse das autoridades obrigam atletas a pedir dinheiro em cruzamentos

Interessante

Leio um artigo assinado pelo vereador José Wildes de Brito defendendo que as empresas que prestam esse serviço precário de transporte público sejam “contratadas emergencialmente” para continuar prestando o mesmo serviço até que seja feita a licitação. Sinceramente não sei por onde o vereador tem andado, seja lá por onde for, certamente não é de ônibus. Ele deveria defender a população da Capital, é pago para isso, está no seu segundo ou terceiro mandato, mas não o faz. Os questionamentos apresentados pelo vereador não fazem o menor sentido, sendo ele quem é, um fiscal do povo.

Pois bem

O edil alega que a empresa contratada não é conhecida, e afirma ser “ improvável que em seis meses a empresa consiga se organizar em estrutura, pessoal e planejamento, sem falar de questões a serem equacionadas, como a integração eletrônica, gratuidade aos estudantes e idosos, o retrocesso ao vale transporte que, segundo informações, será vendido pela SEMTRAN, e pelo que consta, a Secretaria não dispõe de estrutura física e nem funcionários suficientes para executar mais essa demanda”. Mas pera lá, porque a empresa nova precisa fazer isso tudo em apenas 6 meses de contrato, sendo que nem se sabe quem vencerá, de fato, o processo licitatório? E mais, porque isso não foi cobrado das empresas atuais, que rodam com ônibus caindo aos pedaços, machucando passageiros e o pior, sem sequer pagar ISS ao município?

O vereador

Também questiona os direitos dos trabalhadores, “e quanto aos trabalhadores? Que garantias eles têm de que seus direitos serão preservados?”, as garantias foram dadas pela justiça do trabalho, caro edil, ao bloquear os bens dessas empresas e do sindicato que as representa. Ao invés do senhor está fazendo esses questionamentos descabidos, deveria se debruçar sobre o contrato e fiscalizar após o processo ser finalizado. O contrato tem regras a serem seguidas dentro do prazo determinado. Então faça um favor a Porto Velho, fiscalize quando a nova empresa estiver operando. Garanto que qualquer um que entre hoje não será pior do que o que temos atualmente.

Luto

Faleceu nesta quarta-feira, vítima de problemas cardíacos o jornalista e apresentador Sérgio Mello, da TV Candelária. Um profissional respeitado e querido em todo o Estado, figura extremamente simpática, que certamente deixa uma lacuna irreparável. Sérgio era natural do Rio de Janeiro e migrou para Rondônia em 1977, quando iniciou a carreira em rádio e depois foi para a televisão. Ele deixa esposa e três filhos.

Falência

A operação do FBI (polícia federal americana) que prendeu nesta quarta-feira parte da cúpula da FIFA e empresários do ramo esportivo expõe a safadeza que virou o futebol no mundo inteiro. Mas o futebol é um esporte que movimenta cifras bilionárias em todo o planeta, portanto aguenta o tranco e vai sobreviver. O problema está nos atletas menos favorecidos e quero me reportar a triste situação que se encontra o esporte rondoniense, em todas as categorias e modalidades. Os atletas literalmente precisam mendigar recursos para poder representar o estado em eventos externos ou mesmo aqui em Rondônia.

Dia desses

Me deparei com um para-atleta pedindo dinheiro em um semáforo de Porto Velho, sob um sol escaldante. Ele buscava recursos para poder representar Rondônia em um evento esportivo fora do Estado. Honestamente não sei se ele conseguiu, mas foi uma cena lamentável. Ao mesmo tempo, as federações e associações esportivas não conseguem sequer pagar o aluguel de suas sedes, algumas sequer possuem uma sala. O esporte em Rondônia não existe.

As escolas

Que outrora eram berçário de atletas, reduziram as atividades esportivas a “aulas de educação física”. O poder público … e anda para essa situação. A prática esportiva é sem dúvida alguma o que mais reduz a criminalidade. Isso já foi testado e comprovado em diversos países, mas por aqui o poder público prefere ignorar essa realidade. Nos últimos anos, campeonatos que eram tradicionais foram minguando a tal ponto que até os costumeiros campeonatos de volei de praia, realizados em balneários simplesmente não acontecem mais. Não fosse pelo esforço dos peladeiros de fim de semana, certamente as partidas de futebol também já teriam sido extintas.

Rondônia já teve

Circuitos de motocross, campeonatos de volei de praia em circuito estadual, jogos escolares estaduais e municipais, torneiros interbairros, corrida de jerico, enfim, uma gama imensa de práticas esportivas, mas todas elas foram sendo, uma a uma, desencorajadas. Em alguns, a falta de prestação de contas complicou a vida de dirigentes, em outros a falta de dinheiro mesmo. A secretaria de esportes, tanto do estado quanto do município, servem de cabide de emprego e nada mais. Pior é que nem as escolas estão conseguindo manter suas aulas de educação física. Falta estrutura.

Nesta quinta-feira

O Tribunal de Justiça julga uma ação de interesse de toda a advocacia de Rondônia. Trata-se de uma discussão sobre o descumprimento, por parte de um magistrado do interior, de uma decisão liminar proferida por um desembargador. A grande questão é que o magistrado de primeiro grau, ignorou completamente a liminar e deu uma ordem contrária, a pergunta que fica é, para que recorrer a um tribunal se o juiz faz o que bem entende?

Ainda a advocacia

A OAB de Rondônia inaugurou na manhã desta quarta-feira na sede da superintendência da Polícia Federal uma sala para os advogados. O espaço recebeu o nome da advogada rondoniense Maria do Socorro Lima, que faleceu em fevereiro, aos 80 anos. Ela foi pioneira na advocacia rondoniense, tendo contribuído com o fortalecimento das instituições jurídicas e da OAB no Estado. A sala é a primeira em uma superintendência da PF no Brasil e mantém a alta padronização das demais salas espalhadas em todo o Estado.

E a licitação?

A empresa Gertz e Lobato tem até o meio-dia desta quinta-feira para apresentar a documentação exigida a comissão de licitação que cuida das obras de saneamento de Porto Velho. O valor global é de R$ 749 milhões e representa 40% das obras. Se a Gertz não apresentar a documentação, a EMSA leva o pacote. Informações de bastidores dão conta que a Gertz não tem o acervo exigido em edital. Vamos aguardar até esta quinta.

O mariri e os presos

Um apenado detido em Porto Velho declarou ter fugido de uma das sessões do Santo Daime que aconteciam em Ji-Paraná, aquela que foi mostrada no Fantástico como “método alternativo de ressocialização”. O apenado Jeferson Bernardo fugiu, roubou um carro e praticou um estupro. Foi preso em Porto Velho dias depois e confessou o crime e ainda afirmou que “era obrigado a tomar o chá”. Se era, não sei, mas que ele fugiu e delinquiu de novo, é fato.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos nowww.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Depressão pode aumentar risco de Mal de Parkinson

Conhecida por sua complexidade, o Mal de Parkinson tem causas variadas, que vão de problemas circulatórios cerebrais a intoxicações. Mas a depressão também pode estar ligada ao desenvolvimento da doença. Em novo estudo publicado no site Neruology, pesquisadores suecos apontam que pessoas depressivas correm mais risco de ter Parkinson no futuro. Para a pesquisa, 150 mil indivíduos diagnosticados com depressão entre 1987 e 2012 foram comparados a pessoas que nunca tiveram a doença. Ao longo de 26 anos, foi constatado que 1.1% dos indivíduos com histórico depressivo desenvolveram o Mal de Parkinson, enquanto os demais representaram 0,4%. Após um ano de análise dos dos dados, os pesquisadores apontaram uma chance três vezes menor em pessoas que nunca tiveram depressão. Além disso, aqueles que já haviam sido hospitalizados uma vez pelo quadro depressivo, apresentaram 3,5 vezes mais risco de ter os sintomas da doença. Já os que tiveram mais de cinco passagens por centros médicos mostraram um risco 40% maior. No entanto, não é possível afirmar que a depressão seja causadora da doença.

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Gomes Oliveira

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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