Resenha Politica

A Batalha de Marcos Rocha x Marcos Rogério; quem fala demais dá bom dia a cavalo – Por Róbson Oliveira

DISPUTA 

Com a iminente fusão entre os partidos DEM e PSL em uma nova legenda denominada União Brasil, o governador Marcos Rocha (PSL) e o senador Marcos Rogério (DEM) começam a disputar nos bastidores a direção regional da nova legenda. Uma disputa que deixará querelas a serem expostas na campanha eleitoral de 2022, uma vez que ambos pleitearão o cargo de chefe do executivo estadual.

AVEXADO 

O governador tem declarado que o seu grupo político comandará o Diretório Estadual da nova legenda, afastando, portanto, a possibilidade do partido ser comandado pelo senador Marcos Rogério. Como retornou ao PSL pelas mãos do presidente nacional da legenda, deputado federal Luciano Bivar, deduz-se que Rocha obteve de Bivar as garantias de que será o comandante do partido como anda propalando na mídia local.

TRAIÇÃO 

O coronel Rocha esquece que o deputado federal Luciano Bivar tem fama em Brasília de mudar de opinião conforme as circunstâncias e foi o causador da desfiliação de Jair Bolsonaro da agremiação. Para manter a palavra dada ao governador, Bivar dependerá das circunstâncias que serão conhecidas somente após a fusão. O anúncio pode ter sido avexado e intempestivo e o coronel pode ser compelido a dar meia volta volver.

SILÊNCIO 

Ao tempo em que o coronel Rocha anuncia o comando do União Brasil, o senador Marcos Rogério, líder do DEM no Senado e líder incondicional do bolsonarismo na CPI da Covid, mantém-se silente observando os movimentos do governador.

RUÍDO 

A coluna procurou a direção nacional das duas agremiações para constatar com quem fica em Rondônia mas as respostas foram todas evasivas, o que leva a crer que nem o governador e nem o senador podem anunciar de forma peremptória qual dos dois será o donatário do novo partido. O que perder esta disputa perderá também espaço político para empinar a candidatura a governador em razão do desgaste que o processo pode causar. Enquanto a tropa do coronel anuncia que já ganhou a legenda, a do senador silencia. Dois comportamentos que falam muito mais do que se possa escutar.

VERSÃO 

Procurado por este cabeça chata para se pronunciar sobre o anúncio do governador, Marcos Rogério revelou que tem visto todas as manifestações pela imprensa sobre o tema e não vai enviar nenhum release relativo ao assunto. E que não tem interesse em rivalizar com o governador de Rondônia ou qualquer pessoa que esteja à frente de alguma função, seja pública, seja privada. Informou ainda que rivalizar com um governador por questões políticas prejudica a população que, por sua vez, não merece pagar uma conta de possíveis divergências. Concluiu alegando que possui restrições à forma de administrar do governador e que eventuais disputas eleitorais devem ser travadas no tempo apropriado. Avisou ainda que não responderá qualquer provocação palaciana.

TEMPO 

Ao finalizar o papo com a coluna, Marcos Rogério deu sinais de que está tranquilíssimo em relação à fusão do PSL e DEM. Lembrou que é um dos partícipes deste processo na condição de líder do partido no Senado Federal e, portanto, o tempo confirmará com quem a direção do novo partido União Brasil ficará. A experiência sugere que “quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Uma disputa que se ganha nos bastidores com menos no barulho do que com açoite no ‘equus caballus’. Como diz o adágio: o tempo é o senhor da razão.

MEIO AMBIENTE 

Como a coluna havia previsto meses atrás, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade da Lei Complementar Estadual n. 999, que extinguiu 11 unidades de conservação ecológica no estado com a publicação do acórdão do julgamento. A questão ambiental não tem sido uma prioridade para o governador. Desde que ascendeu à chefia do executivo estadual a visão tosca sobre o meio ambiente tem redundado em uma inércia nas políticas de preservação que deveriam ser adotadas para garantir que as nossas riquezas ambientais sejam duradouras para o desfrute das futuras gerações.

REFIS 

Os prefeitos, através da Associação dos Municípios, estão cobrando do Governo de Rondônia que encaminhe ao Poder Legislativo um projeto de lei concedendo às empresas devedoras de tributos a possibilidade de refinanciarem suas dívidas de forma escalona e sem os juros extorsivos. Em todos os estados o Refis está sendo adotado para que estados e municípios possam contar com um bom reforço no caixa. Apenas em Rondônia este processo anda moroso por razões inconfessáveis.

REFIS 2 

Para se ter uma ideia da proporção de um Refis, sendo aprovado imediatamente, mais de oito bilhões de reais incrementariam o comércio estadual. Porto Velho, por exemplo, receberia aproximadamente cinquenta milhões de reais. Os demais munícipios, conforme suas participações na distribuição do ICMS, receberiam proporcionalmente alguns milhões para investimentos. Mas, lamentavelmente, estabeleceram um limite obsequioso de duzentos milhões para que as empresas devedoras possam parcelar suas dívidas, ao invés de liberar para o pagamento escalonado de toda a dívida. Aliás, único estado do país que optou em limitar o refinanciamento.

REFIS 3 

A cobrança de créditos tributários à vista é complexa e segue um emaranhado jurídico quando as empresas optam por judicializar. Um lei que abra caminho para que as empresas possam quitar suas dívidas tributárias em condições de manter os postos de trabalho é uma saída jurídica que vem sendo adotada anos a fio com soluções exitosas. E por qual a razão que em Rondônia esta possibilidade é morosa e limitada? Com a palavra o parlamento estadual.

ESPÍRITO PÚBLICO 

Uma coisa é certa: prefeitos, vereadores e o próprio governo têm interesse em resolver a questão com um Refis sem limitações, o que refletiria em mais recursos a serem investidos em favor da população já que as empresas devedoras querem resolver suas pendências tributárias. É incompreensível que créditos prontos para serem utilizados estejam à mercê de entraves que exigem do agente público um desprendimento maior que a forma como exerce sua função.

INVIABILIDADE 

Não apenas os prefeitos devem estar mobilizados, é preciso que todos os segmentos produtivos e empresariais do estado tenham coragem de cobrar que seja aprovado o refinanciamento das dívidas tributárias. Não é novidade este tipo de refinanciamento, visto que o contribuinte individualmente também é beneficiário de tempos em tempos de uma legislação da mesma natureza para que não se inviabilize civilmente. Já as empresas para que não inviabilizem suas mercancias. O refis exige rapidez política e espírito público, já!

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA –  JORNALISTA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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