Resenha Politica

A antecipação da disputa eleitoral de 2021 abilolou de vez nosso capitão Marcos Rocha que estimula o time ao suicídio coletivo – Por Róbson Oliveira

MOBILIZAÇÃO 

Apesar de factíveis as explicações do Governo de Rondônia sobre as amarras jurídicas em razão da pandemia para conceder reajuste nos soldos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o problema vem sendo empurrado muito antes da decretação do estado pandêmico, o que levou o ex-Comandante Geral a pedir exoneração e passar a se opor politicamente ao governador. Não há como deixar de reconhecer que os soldos estão defasados e as polícias têm atuado firmes neste período de calamidade, sem nenhuma vantagem salarial adicional, enquanto outras profissões que atendem às pessoas acometidas do coronavírus receberam gratificações suplementares.

PROMESSA 

O governador é oriundo da caserna e conhece mais do que qualquer outro chefe do executivo estadual as condições com que a tropa exerce as funções. A melhoria dos soldos era uma das promessas de campanha e estamos na metade do terceiro ano de governo sem que a palavra empenhada tenha se tornado efetivamente em melhoria salarial. O momento pode ser inadequado para aumento real devido às amarras jurídicas, mas com boa vontade uma gratificação pelo trabalho na pandemia cairia bem, até que o soldo pudesse ser realinhado definitivamente. Segundo o próprio governador, as finanças estaduais estão a todo vapor.

GREVE 

Legalmente é vedado aos militares a participação em movimentos políticos e paredistas. Os precedentes não são alvissareiros e revelam excessos que foram registrados com violência e indisciplina. A PM de Rondônia tem uma tradição de protestar silenciosamente e cautelosamente em vários governos civis que passaram. Neste governo não está sendo diferente, a diferença é que as mulheres dos praças não estão tão ativas como no passado. Uma greve militar é ilegal, mas não podemos deixar de reconhecer que a reivindicação é justa. Independentemente das paixões ideológicas.

ESPECULAÇÃO 

As constantes aparições do senador Carlos Bolsonaro na capital rondoniense de surpresa e sem uma agenda política pré-estabelecida estão intrigando os meios políticos e sociais. No sábado passado, a bordo do luxuosíssimo carro do vice-prefeito Maurício Carvalho, o senador desfilou pelas ruas da cidade provocando alguns cidadãos que protestavam contra o governo do pai. Provocou com pantomima de arma, deu gargalhadas e depois foi a um regabofe organizado pelo vice-prefeito com direito a dancinha coreografada por lindas beldades. Estas aparições inesperadas têm provocado todo tipo de especulação por se tratar de uma autoridade senatorial e filho do presidente, sem “negócios” formais por estas bandas.

FIMCA 

Nas redes sociais o senador carioca e primogênito dos Bolsonaros aparece numa visita dentro de uma das universidades do genitor do vice-prefeito da capital e da deputada federal Mariana Carvalho. Nas gravações, Flávio aparece ao lado pai dos dois rebentos políticos admirando o complexo universitário que possui entre outros cursos, o rentável curso de Medicina. É possível perceber a forma encantadora com que o senador fita o conjunto arquitetônico da FIMCA.

DESPRESTÍGIO  

Embora a família Carvalho seja “donatária” do PSDB em Rondônia, partido hoje crítico à administração de Jair Bolsonaro, não há nenhum registro de que o senador Flávio Bolsonaro tenha se encontrado com o governador coronel Marcos Rocha. É possível que o governador de Rondônia não tenha com o senador a mesma intimidade que fala possuir com o presidente.

MANTRA 

Mas é estranho que o primogênito do presidente ignore em suas visitas a Rondônia o chefe do executivo estadual. Marcos Rocha repete feito mantra que é amigo de Bolsonaro desde a época da caserna e que tem linha aberta com o presidente, mas na única vinda do presidente a Rondônia para inaugurar uma ponte em nosso solo, o que se viu foi um Bolsonaro mais íntimo do governador do Acre, Gladson Cameli, e do ex-governador Ivo Cassol, do que do governador Marcos Rocha. Um mantra que nas eleições de 2021 tem tudo para não voltar a colar em razão das relações que os Bolsonaros estabeleceram com o senador Marcos Rogério, conhecido na corte como o Zero Seis.

LUPA 

Está sobre a mesa de um dos burocratas do Ministério da Educação um pedido de autorização para que seja aberto mais um curso de Medicina em Rondônia. A coluna apurou que o curso está destinado ao município de Jaru. É bom acompanhar de perto este resultado porque tem tudo para explicar muitas curiosidades que andam ocorrendo em Rondônia. Faculdade com curso de ponta hoje é tão rentável quanto especulação imobiliária na Barra da Tijuca. Portanto, lupa.

EXPOSIÇÃO 

O senador Marcos Rogério (DEM) é de longe o bolsonarista mais bolsonarista de Rondônia. Não é em vão que ganhou o epíteto de Zero Seis e faz da Comissão Parlamentar de Inquérito sua trincheira cega em defesa do presidente, ancorado em pesquisas de intenção de votos para presidente em Rondônia.

IMPONDERÁVEL 

É um risco enorme que o senador Marcos Rogério corre porque aposta que esses números vão se manter até as eleições e, defendendo o presidente cegamente, é o caminho mais curto ao Palácio do Governo de Rondônia. Não mensura o imponderável, visto que política é como nuvem, já falava o velho político mineiro Magalhães Pinto. Ademais, em sua base hoje há um outro forte nome (Hildon Chaves) de olho no Governo. Nome este que pode fazer da imponderabilidade um pesadelo para o senador monocórdio.

POLÊMICA 

Avança a passos largos na Câmara Federal, com aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a proposta para tornar elegíveis os políticos multados por contas rejeitadas por improbidade administrativa. O projeto é de iniciativa do deputado federal rondoniense Lucio Mosquini (MDB) que na justificativa sustenta que a rejeição de contas nas situações em que há apenas a imposição de multa, sem ressarcimento ao erário, não há gravidade suficiente de ensejar a limitação de direitos fundamentais, no caso direitos políticos passivos. O projeto segue agora a plenário que pode ampliar ainda mais estas exceções. Como diria um ministro, enquanto perdurar a pandemia, “a gente avança e passa a boiada”.

ESCÁRNIO 

Embora o brasileiro seja um apreciador de um bom futebol e torce para assistir uma partida entre a seleção canarinho e a portenha, é um escárnio a realização da Copa América quando o país está ainda enterrando seus mortos vítimas da Covid. Não há justificativa sob qualquer pretexto e não adianta ideologizar a questão, pois o número de mortos do Brasil está entre os maiores do mundo. Um evento futebolístico envolvendo seleções de ponta causa aglomeração e tende a aumentar a epidemia. Nossos leitos tiveram uma ligeira folga, mas a qualquer momento tendem a estrangular mais uma vez caso nossas autoridades não criem juízo. E ao que parece não possuem juízo e nem compaixão.

MATA MATA 

A Copa América atualmente e um torneio caça níquel e sem importância no mundo futebolístico. Já há quem sugira que seja eliminada a fase de grupos e que as seleções disputem numa única fase: mata mata. Pode parecer piada de mau gosto, porém, é a mais triste realidade. A antecipação da disputa eleitoral de 2021 abilolou de vez nosso capitão que estimula o time ao suicídio coletivo. O que chamará atenção desse torneio é o resultado macabro das mortes.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA  –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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