Resenha Politica

Sistema Guardião pode ter sido usado indevidamente em Rondônia; Municípios de Rondônia deixam de existir; Áudios da “Pau Oco” caem feito bomba – Por Róbson Oliveira

EXTINÇÃO

A prosperar a proposta do Pacto Federativo enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, alguns municípios de Rondônia deixam de existir e retornam à condição de distritos. A proposta de Emenda Constitucional, da iniciativa do Ministério da Economia, sugere que municípios com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria menor do que 10% da receita total sejam incorporados por municípios vizinhos.

 

INIBINDO

Com a PEC diminuindo municípios brasileiros, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Economia, distritos rondonienses, a exemplo de Tarilândia, Extrema e Nova Califórnia, podem esquecer a emancipação política que tanto almejavam pelos próximos longos anos. A PEC inibe as criações de novos municípios. Embora seja um tema que deverá provocar debates acalorados.

 

BUILT TO SUIT

 A proposta de construção de uma nova unidade de Pronto Socorro para substituir o do João Paulo Segundo, apresentada pela Secretaria de Estado as Saúde, não agrada a princípio a maioria do setor que a coluna assuntou. Segundo Fernando Máximo, secretário da pasta, a nova unidade a ser edificada é através do “built to suit” – termo em língua inglesa, utilizado pelo setor imobiliário para identificar contratos de locação a longo prazo no qual o imóvel é construído para atender aos interesses do locatário, já pré-determinado.

 

DESVANTAGEM

Quem não concorda com a forma encontrada pela Sesau alega que o método da parceria com a iniciativa privada não é vantajoso para o estado, visto que os gastos com a construção da unidade serão repassados aos cofres do tesouro estadual no decorrer do contrato de locação, mas o imóvel permanecerá incorporado aos bens da construtora.

 

CRÍTICA

Um conselheiro da Medicina ouvido pela coluna explicou que a construção de uma Unidade Hospitalar na modalidade built to suit é um nicho imobiliário que qualquer construtora com capacidade de bancar a obra vai se interessar porque sabe antecipadamente que o contrato tem tudo para se perpetuar por vários anos, na medida que a estado passa a depender da locação. Razão pela qual critica a opção escolhida inicialmente pela Sesau.

 

DISPONIBILIDADE

O Tribunal de Contas, que disponibilizou 50 milhões do seu orçamento próprio para o estado iniciar as obras de um novo João Paulo, mesmo não tendo se pronunciado publicamente sobre a proposta da Sesau, aguarda a abertura de uma simples conta bancária para transferir a bagatela. É possível que a Corte de Contas mude de ideia em liberar tais recursos caso a modalidade escolhida pelo governo estadual seja a built to suit.

 

PERPLEXIDADE

Caiu feito uma bomba nos meios políticos os áudios supostamente atribuídos a um delegado da polícia civil em confidência com outros colegas sugerindo atos ilegítimos na condução da operação “Pau Oco”. A operação foi desencadeada pela GAECO da Polícia Civil a partir de uma investigação que teria em tese desvendado uma organização criminosa atuando no âmbito da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Pelos áudios, parte das investigações estaria contaminada por irregularidades com o condão para anular todo o trabalho, e a extensão dessas irregularidades tem causado perplexidade.

 

OBSCURANTISMO

Um dos alvos da “Pau Oco”, segundo áudios, era o ex-governador Daniel Pereira. A última operação dessa investigação fez buscas e apreensões dos aparelhos celulares do ex-governador e seu chefe da Casa Civil, nas próprias residências. Segundo o que veio a público pelos vazamentos, a decisão judicial que fundamentou a busca e apreensão teria sido a partir de supostas informações inverídicas. Caso reste comprovada tal manipulação, toda ação revelará a parte mais obscura do estado por transformar alvo uma autoridade de forma covarde e cruel por interesses igualmente até então obscuros.

 

ALVO

Outro alvo que é possível deduzir com o vazamento é que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Walter Waltemberg Junior, estaria sendo investigado, embora não restem claros  os motivos pelos quais o delegado dos áudios tenha comemorado a possibilidade de prendê-lo. Aliás, não há, a bem da verdade, nada de concreto que desabone a conduta do magistrado por onde tenha exercido a magistratura nem a docência. Todos têm o direito de não gostar do magistrado e criticar suas decisões, mas o caminho natural para se insurgir contra uma decisão são os recursos judiciais, não o recurso do boato.

 

REPUTAÇÃO

Quem quer destruir uma reputação espalha uma inverdade que, com as mídias sociais, viraliza em forma de boato. O desgraçado do boato é uma informação falsa que soa como verdade. O pior é que ele (boato) pode surgir ou ganhar forma de alguém próximo, pessoas em quem você convive e, portanto, soa com ares de veracidade. Não são poucas as pessoas que adoram espalhar boatos ou Fake News sem a preocupação com a reputação do semelhante, seja por inveja, seja por desprezo. Daniel Pereira e Walter Waltemberg, desde que apareçam fatos concretos e reais que provem o contrário, foram vítimas da maledicência.

 

PERÍCIA

Os advogados das autoridades vítimas dos áudios vazados solicitaram perícias nos celulares dos delegados, que, por direito, devem ser deferidas. Deveriam requerer também uma perícia no Guardião – uma engenhoca que bisbilhota o cidadão – já que em tese as investigações não seguiam as normas legais e a engenhoca pode ter sido utilizada supostamente de forma nada convencional para bisbilhotar os alvos.

 

PRISÃO

A Polícia Federal, que investiga sobre o repasse de R$ 40 milhões para políticos do MDB, requereu hoje a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff, e as do ex-ministro Guido Mantega, do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, do ex-senador Valdir Raupp e do ministro Vital do Rêgo, do TCU. Mas o ministro Edson Fachin não acatou as prisões por não vislumbrar nos fundamentos elencados os pressupostos para decretação de medida extremada. O Ministério Público Federal também não chancelou os pedidos feitos pelos investigadores.

 AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA –  JORNALISTA

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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