Brasil

WhatsApp causa desconforto em reunião do TSE com checadores

Fact-checkers levaram ao tribunal quatro propostas que buscam aproximar frentes de batalha contra notícias falsas ainda nesta semana

Faltando apenas seis dias para o segundo turno das eleições 2018, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu em Brasília um time de peso: representantes de oito plataformas profissionais de fact-checking e membros de Facebook, Twitter e Google. O WhatsApp, que está no olho do furacão desde a semana passada, não mandou ninguém à capital federal. Entrou por telão, de seu escritório na Califórnia, fez algumas declarações que caíram mal entre os jornalistas presentes e se desconectou antes que todos os participantes fizessem suas exposições.

A proposta do encontro, convocado pelo Conselho Consultivo para Internet e Eleições logo após o primeiro turno, era ouvir aqueles que estão na linha de frente no combate às notícias falsas. Assim, num auditório com cerca de 70 pessoas, os checadores mostraram o tamanho do problema.

No primeiro turno, apenas dez dos quase 50 boatos checados como “falsos” pela Lupa foram compartilhados 865 mil vezes no Facebook. Nos dias 6 e 7 de outubro, o Aos Fatos desmentiu 12 notícias que, somadas, acumulavam mais de 1,17 milhão de compartilhamentos. São números que, nas palavras do presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e coordenador do projeto Comprova, Daniel Bramatti, mostram que “o problema [das fakes news] existe e que é muito sério”, algo que, “apesar de alguns membros do TSE terem minimizado recentemente (…), está na cara que ronda os milhões”.

E foi nesse contexto – de números gigantescos e histórias sem pé nem cabeça – que o WhatsApp “enviou” à conversa Keyla Maggessy. Segundo o jornal O Globo, Keyla começou a trabalhar para o aplicativo, nos Estados Unidos, no meio das eleições deste ano, vinda do Google. No início de sua fala, pelo telão, ela defendeu que sua empresa trabalha em três vertentes: “na educação dos usuários, na prevenção de abusos e em sintonia com as autoridades investigativas, oferecendo dados”. Ao esmiuçar a questão, no entanto, a “gerente global de respostas a demandas de Justiça” sustentou que o WhatsApp fechou parcerias com diversas plataformas de checagem no Brasil e fez uma lista citando algumas presentes. O mal-estar se instalou na sala. “A informação é falsa”, disse Tai Nalon, diretora do Aos Fatos, quando tomou a palavra. “Nós montamos nosso trabalho no WhatsApp sem nenhum apoio do aplicativo”.

Quando aberto o espaço para perguntas, o Whatsapp foi o principal alvo de questionamentos. O ministro Admar Gonzaga, do TSE, quis saber se o aplicativo é capaz de identificar mensagens massivas vindas de outros países para o Brasil e, sem seguida, perguntou que medida tomaria para enfrentar isso. Keyla não soube responder. Prometeu investigar e retornar.

Ela também não soube dizer qual o tamanho da equipe de comunicação que sua empresa destinou para atender aos brasileiros numa semana tão crucial. Também não sabia responder se a diretoria do WhatsApp havia avaliado a proposta apresentada pela Safernet há uma semana com oito sugestões de ajustes no funcionamento do aplicativo – propostas feitas aos moldes do que fora implantado na Índia em decorrência de linchamentos. Keyla precisou traduzir as perguntas para o inglês e passar a palavra para o americano Ben Sampler, que estivera ao seu lado todo o tempo e que acabou se limitando a dar respostas evasivas.

O ponto alto (ou baixíssimo) da participação do WhatsApp na última reunião do Conselho Consultivo do TSE antes da votação do próximo domingo foi quando os representantes do aplicativo interromperam a fala dos checadores para se despedir. Não poderiam seguir conectados, escutando as proposições daqueles que – sim – estão combatendo a desinformação. Tinham alguma agenda qualquer. A desconexão do WhatsApp significou o esvaziamento da sala.

De positivo da reunião, ficou a apresentação – por parte de sete das oito plataformas de checagem presentes – de um documento robusto que trouxe quatro propostas concretas que podem ser encampadas pelo TSE ainda nesta semana para combater as notícias falsas.

Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, e-Farsas, Estadão Verifica e Truco/Agência Pública criaram um grupo único de WhatsApp nos últimos dias e propõem ao TSE que o utilize como principal canal de elucidação de dúvidas e comunicação de checagens. O grupo pede que o órgão forneça a essa equipe de profissionais acesso rápido aos TREs, que realizarão a votação de segundo turno, bem como a especialistas em direito eleitoral e em urnas eletrônicas. Por fim, pede que o órgão defenda publicamente a atuação dos jornalistas – que vêm sendo agredidos fisicamente e virtualmente (já foram mais de 130 casos de violência nas eleições deste ano, segundo a Abraji) e que passe a apostar em alfabetização midiática. Leia a íntegra das propostas apresentadas ao TSE aqui.

Os checadores aguardam posicionamento do órgão.

Cristina Tardáguila é diretora da Agência Lupa.

FONTE: ÉPOCA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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