Resenha Politica

Contas públicas: Dados estaduais foram superdimensionados pelo governo de Confúcio Moura- por Robson Oliveira

SUPERDIMENSIONADO – O jornalista Alan Alex, editor do Painel Político, revelou em primeira mão que as finanças estaduais não estão tão bem robustas como propala o ex-governador Confúcio Moura. A coluna foi a campo para verificar a informação e constatou que a revelação feita por Alan é a mais absoluta verdade. Uma fonte deste cabeça chata que analisa as contas públicas confirmou que dados estaduais foram superdimensionados pelo governo passado o que obrigou o atual governador Daniel Pereira a cortar gastos em oitenta milhões. É possível que novos cortes sejam feitos para evitar atrasos nas despesas com pessoal.

 

EMENDAS – Embora os municípios estejam tomados com outdoor anunciando a destinação de emendas parlamentares para investimentos feitos pelos deputados estaduais, nem todas as emendas serão liberadas como anunciadas. Uma vez que estamos em período pré-eleitoral, os deputados, candidatos à reeleição, querem mostra serviço visando renovar o mandato. O problema é que tais serviços não estão claros à vista do eleitor. A emenda anunciada é pior que o soneto, ou seja, pode virar mico.

 

PREDADOR – O avanço político do deputado estadual Léo Moraes (PPS) na capital, especialmente após o resultado das urnas nas eleições municipais passadas, sobre os redutos dos deputados federais Mariana Carvalho (PSDB) e Lindomar Garçon (PRB), pode provocar mudanças na composição da bancada da Câmara Federal. Léo conseguiu amadurecer com a derrota de prefeito e caminha para canibalizar votos dos dois deputados federais.

 

MONITORAMENTO – Todos os partidos de Rondônia com representação no Congresso Nacional estão monitorando o eleitor para evitar sobressaltos. Não há um monitoramento interno honestamente tabulado que deixe de capturar a insatisfação do eleitor com a política e os políticos. A revolta é tão grande que os percentuais de rejeição começam a preocupar os eventuais candidatos. Na hipótese da indignação atual ser confirmada nas urnas em outubro, em votos nulos e brancos, as mudanças almejadas serão pequenas, visto que a lei eleitoral que encurtou a campanha favorece as velhas raposas mais do que os noviços que vão às urnas pela primeira vez.

 

FÔLEGO – O ex-secretário estadual de Saúde Williams Pimentel, provável candidato a deputado estadual pelo MDB, está conseguindo sobressair nas mídias sociais muito mais do que seus correligionários experimentados em eleições. É cedo para assegurar que Pimentel manterá o mesmo fôlego até outubro quando o eleitor decidirá o voto, mas a leveza com que mantém a pré-campanha pode ser preponderante na hora que o jogo começar para valer.

 

BRUTO – Quem pensou que a candidatura a senador de Confúcio Moura (MDB) fosse um passeio em decorrência da aparente aprovação do seu governo começa a perceber que vai ser uma disputa de gigantes. Além dele, Raupp (MDB) é um especialista em eleição e o surgimento do nome de Marcos Rogério (DEM) começam a mudar a configuração da disputa. Fátima Cleide (PT), Pastor Aluísio (REDE) e o jovem advogado Fabrício Jurado (NOVO), todos oriundos da capital, pulverizam os votos e tendem a levar a disputa para um acirramento ainda maior. Isto sem somar a este rol nomes que podem ser obrigados a entrar na mesma disputa com Jesualdo Pires (PSB) e Expedito Junior (PSDB), dependendo do quadro.  Vai ser jogo bruto.

 

ESPECULAÇÃO – Com a especulação da candidatura de Marcos Rogério (DEM) ao Senado, os partidários de Jesualdo Pires (PSB) passaram também a especular seu nome para governador, visto que ambos são de Ji-Paraná, mesmo colégio eleitoral.  A diferença entre os dois é que o deputado federal não necessita pedir autorização a ninguém para decidir o cargo a disputar já que preside o DEM. O ex-prefeito, filiado ao PSB, dependerá dos interesses de Mauro Nazif para saber o cargo que sobrará para disputar.

 

INGÊNUO – Em política não tem ingênuo nem bobo, esta é uma máxima dita para quem é profissional na área e sabe fazer de um limão uma limonada. Foi o que Confúcio Moura fez na visita aparentemente amistosa ao pré-candidato ao Senado Pastor Aluísio Vidal.  A verdade é que Moura aproveitou a ingenuidade do pré-candidato da REDE, nome bem avaliado na capital, para faturar politicamente. Um dia após a visita, o ex-governador foi às mídias sociais para registrar o encontro e tecer loas ao adversário com o claro objetivo de acenar ao rebanho eleitoral do pastor. O que parecia uma visita entre amigos virou um ato político. Coisa de profissional.

 

PROFISSIONALISMO – Nesta quarta-feira (20), em Porto Velho, o escritório de advocacia ROCHA FILHO E VASCONCELOS realiza um seminário sobre financiamento e propaganda destinado aos profissionais de campanha eleitoral. É uma oportunidade para quem quer evitar cometer erros numa campanha que tende a ser a mais fiscalizada dos últimos anos. É um evento com a expertise de uma das maiores bancas especialistas na área, com profissionais multidisciplinares em campanha eleitoral.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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