Resenha Politica

PSL pode negar candidatura de Evandro Padovani nas eleições de 2018 – por Robson Oliveira

OPERAÇÃO – O prefeito da Capital foi surpreendido com uma operação policial que identificou na Secretaria de Educação várias ilegalidades no processo licitatório do transporte escolar fluvial com preços supostamente acima dos praticados no mercado. É uma licitação feita por administrações anteriores, mas que culminou atingindo os gestores da Semad porque optaram em prorrogar o contrato por mais dez meses para evitar que os serviços fossem suspensos. O problema é que a Controladoria Geral da União havia alertado sobre as ilegalidades e a renovação teria caracterizado, ao ver dos órgãos de controle, a perpetuação do suposto superfaturamento.

DISCRICIONARIEDADE – Em coletiva à imprensa a polícia adiantou que o prefeito Hildon Chaves não é investigado neste inquérito e sequer foi intimado a depor. No entanto, a requisição das medidas de constrição do secretário e adjunto teria sido necessária diante da discricionariedade em prorrogar o contrato. Uma decisão exclusiva do secretário.

FATOS – Em contraponto, a prefeitura disse que a CGU somente avisou os fatos em 15 de dezembro passado e, em ato contínuo, abriu uma Tomada de Contas Especial para apurar os danos e aguardava as conclusões para requerer em justiça os supostos sobrepreços havidos.  Embora a renovação contratual não fosse a melhor escolha, os técnicos da prefeitura ouvidos pela coluna e que conhecem os fatos garantem que a interrupção abrupta dos serviços causaria sérios problemas às crianças que dependem destes transportes para frequentar as aulas.

COLETIVA – O prefeito Hildon Chaves convocou uma coletiva para explicar o que ocorreu, reafirmou a lisura da administração e facilitou o acesso dos órgãos de fiscalização a todos os documentos e processos relativos à contratação de transportes coletivos.  Segundo Chaves, coibir ilegalidade na administração e combater a prática de cartel das empresas que prestam serviços públicos é uma obrigação dos agentes públicos probos. Respondeu a todas as perguntas formuladas pela imprensa e voltou a lembrar que foi eleito prometendo combater atos de corrupção, e assim se manterá, disse ele. Lamentou, entretanto, que a operação tenha ocorrido antes que a prefeitura concluísse a Tomada de Contas Especial que avaliaria as suspeitas apontadas pela CGU.

CPI – Os vereadores de oposição ao prefeito aproveitaram a crise e anunciaram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os contratos na Semad. Como tem reafirmado que nada tem a esconder, Hildon Chaves orientou os vereadores aliados a não se oporem à criação já que todos os contratos investigados foram licitados pelos prefeitos anteriores. Aliás, época em que alguns dos edis já exerciam mandatos e nunca fiscalizaram esses contratos.

MANOBRA – A CPI é um instrumento político e serve neste momento tão somente de palanque eleitoral, visto que a PF, CGU e MPF descobriram as ilegalidades e estão apurando a extensão. A situação percebeu a manobra política e decidiu não se opor porque é possível que atinja os ex-prefeitos onde muitos dos opositores estão alinhados, já que o atual prefeito garante que não tem o que esconder.

DESGASTE – Independentemente da transparência com que tratou a crise, a operação policial em si desgasta a imagem de Hildon Chaves, razão pela qual reagiu veementemente e não se acuou diante do problema. Ele (prefeito) vai precisar trabalhar dobrado e reorganizar seus auxiliares para evitar outros vexames na esperança de dar a volta por cima. Tempo há. É preciso agir com pressa e cautela.

BARRADO – Evandro Padovani, ex-secretário estadual de agricultura e idealizador da Rondônia Show Rural, pré-candidato a deputado federal pelo PSL do Bolsonaro, pode ficar fora das eleições de outubro porque há um movimento no âmbito do PSL para barrar a sua pretensão. A coluna apurou que as relações entre o ex-secretário e a direção do partido azedaram porque ele (Padovani) tem confidenciado que não apoia o pré-candidato do partido ao governo de Rondônia, empresário Zé Jordan.

STF – O processo que condenou o senador Ivo K-Sol e que aguarda o último recurso no Supremo Tribunal Federal deverá entrar em pauta nesta quarta-feira (30). O senador depende da definição desse recurso para manter viva a candidatura em outubro. Confirmando-se a condenação, o senador fica inabilitado para a atividade política por oito anos por incidir na lei da ficha limpa.  O relator é o ministro Dias Tóffoli, por abrir a divergência da dosimetria da pena com o relator original.

DIVERGÊNCIA – Todos os cinco ministros da segunda turma do STF votaram pela condenação do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), no primeiro processo da lava jato julgado na turma. Três deles divergiram quanto ao crime de suposta propina que ingressou ao caixa legalmente na prestação de contas dos partidos. Esse entendimento abre precedente para os demais processos da mesma natureza.

BARBAS – A decisão acima foi um alento para o senador Valdir Raupp (MDB), haja vista que é a única denúncia na turma contra ele (as demais estão em fase de inquérito) pronta para julgamento e trata exatamente de recursos declarados à justiça eleitoral que o MPF alega serem oriundos de propinas. A decisão desta terça-feira retira do molho as barbas do senador. Ainda não formou uma jurisprudência, o alento é que é um indicativo que pode repetir em votações a casos iguais.

CEGO – A aparição do presidente Michel Temer nas TVs, em particular nos momentos de crise, é um desafio para quem trabalha com marketing político. Ela fala e se comporta da forma mais inadequada para um político com os percentuais negativos que aferem as pesquisas. Nada que diga ressoa bem. Nada que ofereça alguém aceita. Nada que faça muda o quadro fantasmagórico do governo. Helinho Mouco, marqueteiro do presidente, deveria esconder o presidente para tentar salvar a governabilidade e evitar expô-lo ao ridículo. Além de mouco, parece que o marqueteiro é cego.

CHAPÉU – O jornalista multimídia Arimar de Sá pediu exoneração ao governador Daniel Pereira da equipe de auxiliar do primeiro escalão do governo. Na medida em que suas posições se confrontaram com outros colaboradores do governador o jornalista percebeu que dificilmente colocaria em prática seu método de trabalho e pegou o chapéu para voltar às atividades privadas. Durante uma hora ele relatou em “off” à coluna outros motivos pelos quais encheu o saco e caiu fora.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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