Teia Digital

Apicultor de Rondônia é premiado por boas práticas em São Paulo – por Silvio Persivo

Há sempre algo a ser feito ou dito. “Não há tal coisa como um espaço vazio ou um tempo vazio. Há sempre algo para ver, alguma coisa para ouvir. Na verdade, por mais que possamos fazer um silêncio, nós não podemos” (John Cage).

EMOTIONAL PIANO MARCA INÍCIO DE COOPERÇÃO UNIR/FUNPAR

O pianista Vincenzo Danise se apresentou no último sábado (11), no Teatro Palácio das Artes Rondônia, em Porto Velho, com o espetáculo “Emotional Piano” em prol do projeto “Orquestra em ação” da Associação Amigos da Orquestra. O repertório foi composto por artistas brasileiros, como Tom Jobim, Zequinha de Abreu, Pixinguinha e uma amostra especial de “Céus de Rondônia”. Toda a renda da apresentação foi revertida para o projeto que visa à inclusão sociocultural e a melhoria do desempenho escolar dos alunos, assim como a formação de orquestra, coral e outros grupos musicais, formação de plateia e apreciação de música de qualidade. O espetáculo marcou o início de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e a Fundação Palácio das Artes (FUNPAR), razão pela qual o  reitor da UNIR, professor doutor Ari Miguel Teixeira Ott, e grande parte de sua direção participou do evento.  O piano de cauda que abrilhantou a noite pertence à Universidade e foi cedido, via comodato, para a FUNPAR, para que seja utilizado em espetáculos, concertos e apresentações, ampliando as oportunidades de acesso público a arte e a música de qualidade.

DETRAN MODERNIZA EMISSÃO DE DOCUMENTOS

O novo sistema online DetranNet, implantado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), permite ter acesso a documentos de veículos, como taxas de licenciamento, prevenção contra incêndio (bombeiros), seguro Dpvat e multas de trânsito não é necessário enfrentar filas. Desde janeiro, os serviços referentes à documentação de veículos migraram para o sistema DetranNet, iniciativa que faz parte da segunda etapa do projeto de modernização do órgão direcionado aos serviços de habilitação.

O investimento em tecnologia levou Rondônia a ser considerado o mais ágil no tempo gasto para emissão de habilitação no País, segundo o diretor-geral do Detran, José Albuquerque. “Com o DetranNet,  o serviço que demorava 30 dias para ser emitido em Porto Velho, e no interior do estado em um prazo ainda maior, agora é feito em menos de duas horas na capital e em cerca de cinco dias no interior’’, destacou. Com o avanço dos serviços de habilitação, agora a expectativa se volta para o de documentação de veículos. Nesta área, são os licenciamentos a principal demanda do órgão, seguido do primeiro emplacamento e transferência de propriedade do veículo, segundo o diretor-técnico de Habilitação e Medicina do Trânsito, Acássio Figueira. Ao acessar o www.detran.ro.gov.br, o usuário terá acesso a serviços de Habilitação e Veículos.  Na parte de habilitação, é preciso fornecer o número do CPF e a data de nascimento para ter acesso aos serviços de certidão negativa, 2° via de CNH, Renovação de CNH e a Permissão Internacional para Dirigir (PID). ‘‘Com o sistema online, você elimina aquela primeira etapa de ir até um balcão do Detran, esperar na fila para pagar as taxas do serviço’’, explicou Acássio. Com exceção da certidão negativa, que pode ser obtida 100% online e sem pagamento de taxas, os demais serviços permitem que sejam emitidas as guias com as taxas e depois do pagamento o usuário só precisa ir a um dos 72 postos de atendimento do Detran-RO para receber o documento pronto.

APICULTOR DE RONDÔNIA  PREMIADO POR BOAS PRÁTICAS

O apicultor Vergílio Possebom Filho, em Vilhena, foi o único representante do estado a receber, em São Paulo, o Prêmio de Automação Comercial, uma homenagem oferecida às empresas e organizações selecionadas pelas boas práticas na utilização e gestão dos padrões da Certificação de Código de Barras GS1. Segundo ele, “Eu nem acreditava que fosse me classificar no meio de tanto concorrente bom; agora, quero acreditar que o governo estadual me permitirá oferecer o mel a quem dele precisa”. Das cerca de 100 toneladas/ano de mel na região, uma média de quatro a cinco toneladas/ano são de suas colmeias formadas por mais de 90 caixas de abelhas. Aprovado pelo Programa de Verticalização da Pequena Produção Agropecuária do Município de Vilhena (Prove), esse mel vem de uma propriedade livre da ação de agrotóxicos. “A gente se preocupa em preservar a natureza, porque em nossa região (Cone Sul) há muita lavoura de soja e os resíduos do veneno se espalham facilmente”. A explicação deriva do fato de que tem sido crescente a eliminação de colônias de abelhas em várias regiões do Brasil e do mundo, atribuída à pulverização de agrotóxicos cada vez mais potentes. A fonte da nota é de Litza Mattos, em matéria publicada na edição de 12 de março de 2017 de “O Tempo”, de Belo Horizonte.

SOBRE A INFESTAÇÃO DE MOSQUITOS

Porto Velho, desd’a semana passada, sofre com uma infestação repentina de pernilongos. São os mosquitos da espécie “sciaridae” que começaram, primeiro, por aparecer nas margens do rio Madeira, mas, depois se espalharam por outros bairros junto como os boatos (falso) de que foram criados pelas usinas. Eles são diferente da espécie que proliferou em Jaci-Paraná e Mutum-Paraná, região da usina de Jirau, e ainda que os especialistas digam que não oferece risco e muito menos tem qualquer relação com o temido Aedes aegypti, o fato é que incomodam bastante pousando nas pessoas. Em compensação aumentou a compra e o uso de inseticidas e de raquetes para matar mosquitos. Segundo pesquisadores,  a invasão, se deve a que os mosquitos procuram áreas urbanas no período reprodutivo, ou seja, é um ato biológico normal da espécie. Tudo bem, mas, porque tantos e agora? Engraçado é que não falta criatividade no combate aos mosquitos. Usam de tudo: desde toalha molhada à queimar certas folhas ou madeiras para espantar os insetos, que estão sumindo e se espalhando.

SEGURANÇA E SAÚDE NA INDÚSTRIA FRIGORÍFICA

O Sesi e Senai Rondônia, com apoio da Federação das Indústria do Estado de Rondônia (Fiero), realizam dia 21, o workshop ‘Segurança e Saúde na Indústria Frigorífica’, no salão de convenções da Casa da Indústria, das 8h30 às 14h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas acessando o hotsite   ro.sesi.org.br/Workshop.php também disponível no site www.ro.sesi.org.br

O workshop esclarece a Norma Regulamentadora (NR) que estabelece as novas diretrizes para o trabalho no setor frigorífico. A iniciativa tem como público alvo, dirigentes sindicais, técnicos e gestores das áreas de recursos humanos, engenharia de segurança, medicina do trabalho e de abate e processamento, e medidas de segurança.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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