PF faz buscas e consulta autoridades argentinas após site noticiar que senador teria cruzado a fronteira rumo aos Estados Unidos
O governo da Argentina negou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha entrado no país, após a divulgação de uma notícia de que ele teria deixado o Brasil em direção aos Estados Unidos. A Polícia Federal (PF) monitora fronteiras e consulta autoridades argentinas para esclarecer o paradeiro do parlamentar, que está proibido de deixar o território brasileiro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A negativa foi atribuída a Fabián Fernández, porta-voz do presidente argentino Javier Milei, em declaração à Bloomberg. O representante também contestou a existência de um voo com as características mencionadas na notícia sobre a suposta viagem.
Segundo o jornal, a aeronave seria um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A. O voo estaria previsto para a madrugada de terça-feira.
A movimentação do avião também foi analisada por veículos brasileiros. O Valor Econômico e o UOL consultaram informações sobre o deslocamento da aeronave, que teria partido de Buenos Aires na noite de segunda-feira e chegado a Puerto Iguazú.
No entanto, o UOL informou que não encontrou registro de uma decolagem posterior do jato rumo aos Estados Unidos. A movimentação da aeronave não comprova que Flávio estivesse a bordo.
A Polícia Federal acionou autoridades argentinas para verificar a informação publicada pelo Infobae. Segundo a Bloomberg, o porta-voz do presidente da Argentina, Javier Milei, negou que o senador tivesse entrado no país.
A ausência de registro migratório regular no Brasil não comprova, isoladamente, que Flávio tenha cruzado a fronteira por uma rota alternativa. Essa possibilidade é uma das hipóteses que a investigação procura esclarecer.
O iG tentou contato com a PF e a campanha de Flávio Bolsonaro, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.
Flávio Bolsonaro entregou os passaportes?
Na manhã desta terça-feira (27), o paradeiro do senador ainda não havia sido confirmado publicamente pelas autoridades. A assessoria de Flávio também não havia esclarecido sua localização.
A ordem de Alexandre de Moraes estabeleceu prazo de 24 horas para que o parlamentar entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. O ministro também determinou o cancelamento do passaporte brasileiro e proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo inquérito.
Na segunda-feira (26), Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou ter sido intimado por agentes da PF quando saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Na gravação, o senador disse que cumpriria a determinação judicial e contestou os motivos da medida.
“Eu vou entregar os meus passaportes e me defender dessa aberração”, declarou.
FONTE: IG





















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