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Rafael Claros: “O Produtor não pode continuar esperando pelo Estado”

Capital: Em coletiva de imprensa, candidato defendeu ampliar a capacidade de análise do CAR e afirmou que burocracia ambiental não pode impedir Rondônia de produzir mais.

Rafael Claros colocou o desenvolvimento do agronegócio no centro do debate durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (28), em Porto Velho. Ao apresentar sua proposta para acelerar a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), ele respondeu às críticas recebidas e defendeu que Rondônia precisa encontrar um equilíbrio entre preservação ambiental e eficiência na regularização das propriedades.

A proposta prevê ampliar a participação de profissionais e empresas especializados nas etapas de análise que possam ser executadas por terceiros, mantendo com o poder público as competências e responsabilidades determinadas pela legislação.

Rafael argumentou que agilidade não significa flexibilização ambiental. APPs, Reservas Legais e demais exigências previstas em lei continuariam sendo observadas. Para ele, o problema está na demora enfrentada pelo produtor que procura regularizar sua situação e depende da capacidade operacional do Estado.

A utilização de capacidade técnica externa em atividades relacionadas ao CAR já possui precedente em Rondônia. Em 2025, o Governo do Estado anunciou a contratação de empresa especializada para realizar 25 mil análises de CAR no projeto Regulariza Rural.

Na coletiva, Rafael também chamou atenção para os elevados custos de transporte de produtos trazidos de outras regiões do país. Na avaliação apresentada pelo candidato, uma das respostas está dentro do próprio estado: criar condições para Rondônia produzir mais.

Isso passa, segundo ele, pela regularização ambiental e fundiária, redução de entraves administrativos e valorização de quem produz, investe e gera empregos.

Rafael afirmou que sua experiência profissional junto ao setor rural lhe permite conhecer esses problemas diretamente e que, caso eleito deputado estadual, pretende fazer do enfrentamento dessas dificuldades uma das prioridades de sua atuação.

“Não se trata de escolher entre produzir ou preservar. Rondônia pode fazer as duas coisas. O que precisamos tirar do caminho é a burocracia que não protege o meio ambiente e ainda impede quem quer trabalhar dentro da lei de produzir”, afirmou.

Da:  Assessoria

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