A aliança nacional entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), construída em torno da chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, começa a enfrentar uma situação peculiar em Rondônia. Segundo levantamento publicado pela CNN Brasil nesta sexta-feira (7), as duas legendas estarão separadas em Rondônia na disputa pelo Governo do Estado, com o petista Expedito Netto aparecendo como candidato pelo PT e Samuel Costa pelo PSB. Segundo a CNN em Brasília a orientação é outra, que as duas siglas caminhem em conjunto para o governo de Rondônia
O problema é que, na prática, o PSB rondoniense parece seguir por outro caminho. Sob o comando do presidente estadual Vinícius Miguel, a legenda lançou oficialmente o advogado e professor Samuel Costa como candidato ao Governo de Rondônia.
A situação cria uma diferença evidente entre a fotografia nacional e a realidade política local. Enquanto Brasília trabalha para ampliar a aproximação entre PT e PSB, o diretório rondoniense do PSB consolidou uma candidatura própria ao Palácio Rio Madeira. A CNN destaca justamente que, em alguns estados, foi necessária a intervenção da direção nacional do PSB para garantir que os diretórios regionais acompanhassem o alinhamento político construído nacionalmente.
Para Brasília as duas siglas estão juntas, mas em Rondônia nada.
O peso dessa discussão aumenta porque o PSB ocupa posição estratégica no governo federal. Geraldo Alckmin é vice-presidente da República e uma das principais lideranças nacionais da legenda. Além disso, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, conhecido como Paulo Pereira, ocupa o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
Por isso, a postura do PSB de Rondônia inevitavelmente entra no radar da direção nacional. A pergunta que começa a circular nos bastidores é simples: como explicar, em um estado apontado pela CNN como integrante do bloco de alianças entre PT e PSB, a manutenção de uma candidatura própria socialista contra o candidato petista?
A situação pode exigir uma conversa entre as direções estadual e nacional. Embora a autonomia dos diretórios estaduais seja parte da dinâmica partidária,
Em Rondônia, portanto, a aliança entre PT e PSB parece existir mais na retórica nacional do que na prática eleitoral. E, com Samuel Costa já lançado oficialmente pelo PSB, caberá à cúpula nacional decidir se o projeto rondoniense será mantido como uma exceção ou se haverá pressão para uma composição com o PT.
Da Redação Folha

















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