Esporte

Falha alegada por Cunha contra Marcos Rogério pode dar tempo ao deputado afastado

Eduardo Cunha corre contra o tempo; aliados querem definir após recesso, oposicionistas querem resolver logo

10 bilhões

Esse é o prejuízo acumulado pelas aéreas no Brasil entre 2014 e 2016. Governo e congresso passaram a se mobilizar esta semana para “socorrer” as empresas aéreas, ou seja, nosso dinheiro vai cobrir a má-gestão dos proprietários. No Brasil, o preço das passagens é uma coisa bizarra, não segue nenhuma lógica. O governo proibiu que capital externo entrasse no mercado, mas coloca dinheiro público para consertar lambanças administrativas.

Dias atrás

Falamos sobre essa questão na coluna. As companhias aéreas brasileiras só existem no papel. Elas não possuem patrimônio, liquidez. Elas tem aviões comprados em leasing, tem escritórios em aeroportos e a única responsabilidade que possuem, de fato, são com os funcionários, que normalmente são lesados quando essas empresas quebram. Elas não podem sequer recorrer à Recuperação Judicial, pois lhes falta o principal, lastro financeiro patrimonial.

Mas é sempre assim

No Brasil o contribuinte paga duas vezes pelo mesmo serviço. Você paga o SUS mas tem que ter plano de saúde; paga IPVA, mas tem que pagar pedágios, paga por segurança e educação, mas tem que contratar vigilância privada e colocar seus filhos em escolas particulares. Paga preços astronômicos de passagens aéreas, mas também é obrigado a cobrir os rombos causados pelas más gestões.

Tecnicidades

Em processos de cassação de mandato parlamentar qualquer vírgula fora do lugar é motivo para anular toda a matéria. Quem transita pelo Congresso Nacional sabe bem disso, e não adianta pressão popular ou da imprensa, a lei e prazos devem ser respeitados. Mas, o deputado federal de Rondônia, Marcos Rogério (ex PDT e agora DEM) parece que não foi bem orientado (ou foi) sobre isso. O relatório entregue pelo deputadoRonaldo Fonseca (PROS-DF) na última terça-feira, pede a anulação da votação do Conselho de Ética, cujo relatório foi apresentado pelo deputado rondoniense, porque Marcos Rogério não poderia ter relatado o caso por estar filiado a uma legenda do mesmo bloco partidário de Cunha.

Pois é

Parece bobagem, mas não é. Além disso, foram detectadas outras 15 supostas nulidades processuais, o que leva Cunha a ganhar mais tempo na Casa e com isso, reduz a pressão sobre ele. Rogério sabia da importância desse julgamento e teve tempo e equipe qualificada para produzir um relatório irrefutável. E mais, deveria ter se cercado de cuidados para evitar esse tipo de questionamento. Se as falhas foram propositais ou não, é difícil dizer, mas com certeza pegou muito mal esse novo relatório. E vai ficar ainda pior se Cunha conseguir vencer a guerra. Essa batalha, ele sem dúvida, já levou. Se for cassado, o presidente afastado da Câmara perde o foro privilegiado e seu caso, hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal, é transferido para as mãos do juiz federal Sérgio Moro, que concentra as investigações da Operação Lava Jato em Curitiba. Cunha é réu em dois processos no escândalo.

Falando em Rondônia

A bancada federal esteve reunida para discutir a duplicação integral da BR 364, que liga Mato Grosso ao Acre, passando por Rondônia. Mas eles só discutiram mesmo, porque de concreto, nada. Se as bancadas dos três estados se unissem em bloco para pressionar o governo, quem sabe poderia acontecer alguma coisa.

Viagens

A deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO) esteve na Zâmbia, entre os dias 14 e 21 de março deste ano, participando da Conferência Mundial de Jovens Parlamentares na cidade de Lusaka. Ano passado ela esteve em Tókio (Japão) participando da Conferência Mundial de Jovens Parlamentares e em Washington(EUA) no World Orphan Drug Congress. Sabe o que isso significa para Rondônia? Se souber, avisa.

Consequências da corrupção

Carlinhos Cachoeira estava com os dois pés fora do presídio. Conseguiu o mais difícil, um desembargador com coragem de conceder um habeas corpus em meio a toda essa turbulência política que atravessamos. Porém, por falta de grana, o Estado do Rio de Janeiro não tinha tornozeleiras para manda-lo para casa. Ele ficou aguardando. Enquanto isso, a imprensa se mobilizou e começou a pressionar a justiça federal, o Ministério Público Federal se mexeu e o desembargador responsável pela benevolência se declarou impedido de continuar no processo. Como resultado, o TRF revogou a decisão e manteve Cachoeira e outros quatro presos na Operação Saqueador na cadeia.

Agora o “se”

Se o Estado do Rio de Janeiro estivesse com suas contas em dia, teria pago os fornecedores de tornozeleiras e Cachoeira certamente estaria em casa, já que muito provavelmente o TRF mantivesse a primeira decisão. Como a corrupção desvia milhões em todo o país, os corruptos agora estão sendo vítimas do próprio remédio amargo. Causa e efeito. O mesmo vale para as condições dos presídios brasileiros. Se o sistema fosse humanizado como deveria, os corruptos presos não estariam sofrendo tanto nos últimos tempos.

Operação

Nesta quinta-feira Rondônia deve ser palco de uma operação da Polícia Federal.

No Mundo

A notícia do dia foi a constatação que Inglaterra e Estados Unidos “armaram” para invadir o Iraque e matar Sadam Hussein. Se fosse para seguir a mesma lógica americana usada contra o ex-ditador iraquiano, Bush e Blair seriam enforcados em praça pública.

Clínica Mais Saúde informa – Idade impacta no sucesso de tratamento de fertilidade

A maioria das mulheres que passa por algum tratamento de fertilidade – fertilização in vitro (FIV) ou inseminação intrauterina (IIU) – consegue engravidar em até cinco anos. Entretanto, de acordo com um estudo apresentado durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Embriologia e Reprodução Humana, realizada em Helsinki, na Finlândia, a idade ainda é um fator importante para determinar o sucesso do procedimento. Pesquisadores do Hospital Universitário de Copenhague, na Dinamarca, acompanharam 19.884 mulheres desde o início do tratamento de fertilidade até cinco anos depois, para acompanhar as taxas de nascimento. Os resultados mostraram que mais da metade das mulheres teve um bebê dentro de dois anos após o início do tratamento. Dentro de três anos, 65% das mulheres tinham dado à luz, e essa taxa chegou aos 71% em cinco anos.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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