Resenha Politica

Com Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente as ações de combate firme ao desmatamento, ao garimpo e à extração vegetal nas reservas extrativistas e ambientais vão voltar a ser intensificadas – Por Robson Oliveira

É a primeira vez que uma gestão não consegue a trégua dos cem primeiros dias para sinalizar aos eleitores e ao mercado financeiro para que veio

TERRORISMO 

Mesmo que ainda haverá o enfrentamento no plenário do Supremo Tribunal Federal sobre as tipificações corretas dos atos considerados terroristas contra a democracia e os monumentos públicos da capital federal, no último dia 8, os acusados do vandalismo e atentados contra a ordem constitucional vão sofrer penalidades duras como exemplo para aqueles que ainda flertam com um golpe de estado.  

PAUTA 

Na medida que os financiadores e envolvidos no vandalismo forem identificados, inclusive nos fechamentos das rodovias, serão intimados. Algumas destas pessoas em Rondônia estão sendo monitoradas e deverão ser responsabilizadas. Com o retorno das sessões do STF na próxima semana, as ações dos “patriotas” terroristas devem ser pautadas e votadas no plenário. Ao que parece esses insurretos vivem uma realidade paralela e ainda não perceberam as barbaridades que cometeram. Com essas denúncias pautadas é possível que a ficha da realidade caia.  

TRÉGUA 

Mesmo antes de assumir as funções presidenciais o governo de Lula começou a ser contestado através dos atos golpistas. É a primeira vez que uma gestão não consegue a trégua dos cem primeiros dias para sinalizar aos eleitores e ao mercado financeiro para que veio.  

ERRO 

O terceiro governo Lula vive um momento de extrema complexidade com o país ainda dividido em razão de uma horda raivosa que não digeriu a derrota e não consegue compreender que na democracia a alternância de poder é algo extremamente salutar. Sem a trégua costumeiramente concedida a quem entra, Lula é obrigado a governar no fio da navalha para que não cometa um único erro, uma vez que os golpistas torcem cada dia para que ocorra e que justifique a volta da turba às ruas, o caos se instale e derrube o governo democraticamente eleito. Lula não pode errar, particularmente no que fala onde costuma exagerar no uso inapropriado dos eufemismos. 

RESERVA 

Com Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente as ações de combate firme ao desmatamento, ao garimpo e à extração vegetal nas reservas extrativistas e ambientais vão voltar a ser intensificadas depois de quatro anos de relaxamento nas ações governamentais. A reserva extrativista de Jacy-Paraná, por exemplo, é apontada como uma das mais desmatadas na Região Norte, abrigando atualmente cerca de 200 mil cabeças de boi. Uma reserva extrativista sem fiscalização e que tem perdido sua condição de preservação apesar de um acordo firmado entre o Governo de Rondônia e o Ministério Público Estadual.  

REPORTAGEM 

Como a atividade pecuária é proibida por lei em unidades de conservação como a Jacy-Paraná, a criação de bois tem aumentado cada ano que passa sem que os órgãos de fiscalização cumpram a lei e forcem que os pecuaristas daquela região sejam submetidos às regras. Uma reportagem assinada pelo jornalista João Guilherme Bieber, na qual esta coluna se socorre, revela o tamanho do problema a ser enfrentado pela ministra Marina Silva.  

CUMPLICIDADE 

O que não faltam aos pecuaristas desta reserva são apoios políticos para que avancem seus pastos sobre a floresta e provoquem mais danos irreversíveis ao meio ambiente protegido por lei. Do contrário, já tinham sido enxotados da área. Esta cumplicidade entre autoridades e pecuaristas é tão embricada que em alguns casos não é possível saber onde vão as extensões destas relações.  

INÉRCIA 

A inércia pública em cumprir as funções fiscalizatórias fez com que as ilegalidades aumentassem em um grau tão avassalador que uma desocupação dessas atividades imediatamente é tocar fogo em nitroglicerina. Embora, independente da combustão a ser explodida, a legislação tem e deve ser cumprida por negociação ou uso dos instrumentos repressivos que o estado dispõe para que a ordem pública seja restaurada.  

TOLERÂNCIA 

Não é possível tolerar a permanência de uma inércia com feição criminosa dos órgãos de fiscalização que permitem uma pecuária extensiva numa área protegida e que tende também a ceder espaço para uma agricultura altamente predatória para a Amazônia que é a soja. Uma cultura em plena expansão em Rondônia que avança a passos largos para toda a Amazônia, mas que é insustentável porque desmata, emprega muita pouca mão de obra e enriquece somente quem a cultiva. Razão pela qual setores do agronegócio são visceralmente contra as posições defendidas pela ministra Marina Silva, todas em defesa da proteção às reservas e à sustentabilidade.  

ENFRENTAMENTO 

Cedo ou tarde o problema virá à tona feito rastilho de pólvora. Ao que parece, diferente do governo estadual, o federal não tolera o avanço dessas atividades em áreas protegidas por lei. Não só a reserva de Jacy é um problema a ser resolvido, há outras em Rondônia vítimas da ganância pecuarista, extrativista e garimpagem. O enfrentamento é pule de dez. Anotem!  

MANIPULAÇÃO 

Houve uma tentativa de legalização por legislação estadual diminuindo a área da reserva do Jacy, o que denota a articulação política que existe quando a questão vem à tona. A manipulação legislativa não vingou porque o Tribunal de Justiça declarou a lei estadual inconstitucional, depois da provocação feita pelo MP. Há várias normas estaduais com mudanças na legislação ambiental sendo declaradas inconstitucionais e outras aguardando serem declaradas, o que revela a simbiose óbvia entre essas atividades e a política. O que explica em parte a inércia da fiscalização. Na reportagem, é possível ter a ideia do tamanho do problema a ser enfrentado pelo governo de Lula. Uma descrição feita de forma isenta, clara e precisa pelo autor da matéria.  

DISPUTA 

A disputa pela presidência do Senado Federal entre o rondoniense Rodrigo Pacheco (PSD) e norte-rio-grandense Rogério Marinho (PL) vai movimentar a semana em Brasília. Mas Pacheco é favorito e dificilmente perde a disputa para o bolsonarista Marinho. Na Câmara Federal a eleição do alagoano Arthur Lira para mais um mandato é fava contada. Lira conseguiu apoio de petistas e bolsonaristas. Os opositores nas duas casas vão fazer barulho porque é parte do show, embora Pacheco e Lira devam ser eleitos com facilidade.   

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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