Esporte

José Dirceu pede para ser internado. Daqui a pouco está solto de novo – por Alan Alex

Em julgamento de liminar, ministros passam horas pavoneando uma situação que nem deveria ter sido discutida pela Corte

Fantástico mundo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal vivem completamente alheios à realidade da nação e se protegem com o argumento que “a magistratura não pode se deixar levar por pressões externas”. Em função dessa ideia, eles ignoram provas, manipulam a Constituição como se fosse uma bíblia nas mãos de líderes religiosos de caráter duvidoso e fazendo isso, escarnecem com a cara de toda a sociedade, que assiste atônita o festival de palavras rebuscadas, cheias de floreios. A sessão desta quinta-feira 31 foi um claro exemplo da falta de comprometimento com a lei e com a sociedade. Os ministros decidiram por maioria que o processo contra Lula deve continuar no STF e não em Primeira Instância como deve ser para qualquer cidadão.

Outro exemplo

Da falta de responsabilidade dos ministros, foi terem adiado, de novo, o julgamento dos embargos de Ivo Casos, senador condenado a 4 anos, 8 meses e 26 dias de prisão pelo próprio STF ano passado. Os embargos são a última alternativa de Ivo e a ministra Cármen Lúcia já adiantou que vai rejeita-los. O problema é que ela nunca consegue apresentar seu voto devido a ‘falta de tempo’. O presidente da Corte, Ricardo Lewandoski, chegou ao cúmulo de afirmar que “todos os ministros tinham compromissos externos a partir das 18 horas”. Ora, o compromisso deles em primeiro lugar deve ser com o Supremo. Eles recebem gordos salários para participarem dessas sessões, e não trata-las como ‘bicos’. Como resultado, Cassol ganhou mais uma semana no cargo, já que o julgamento foi adiado para a próxima quarta-feira, quando o Pleno se reúne novamente.

Se os ilustres

Não arrumarem outra coisa para fazer ou ficarem repetindo aquele palavrório rebuscado no julgamento de alguma liminar para ficarem deslumbrados com o som da própria voz, pode ser que consigam analisar o tal voto de Cármen Lúcia, que segundo ela própria, “tem cerca de 80 páginas”. No dia que ela conseguir ler isso, pode ser que o mandato do italiano já tenha acabado.

E no país da piada pronta

A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados investiga um servidor (ou servidores) da casa que usaram um dos banheiros do Congresso para manter relações sexuais com uma prostituta. As fotos foram parar nos grupos de WhatsApp e mostram a ‘moça’ em poses sensuais e em atos sexuais com um homem ainda não identificado. De fato, o Brasil virou uma zona.

Internado

O ex-ministro José Dirceu vai ser internado ‘com urgência’ a pedido de seu médico. Os advogados alegaram que ele é “idoso” e anda sofrendo com “dores de cabeça”. Daqui a pouco vão dizer que ele não pode ficar mais preso por ‘problemas de saúde’. E assim segue a impunidade no país. Enquanto isso, milhares de presos não conseguem sequer uma aspirina na cadeia. E segue o samba da comédia chamada Brasil.

Por aqui

A crise no sistema penitenciário se agrava. O diretor do presídio provisório Pandinha solicitou o empréstimo de uma arma calibre 12 ao delegado geral de Polícia Civil e o Denarc, que só tem uma dessas, foi obrigado a emprestar. O problema é que os policiais fazem operações diárias, e ai, como fica? É aquela estória de cobrir a cabeça descobrindo os pés.

Sem fim

Na tarde desta quinta-feira mais dois acidentes foram registrados na BR 364, e um deles, uma pessoa morreu presa às ferragens de seu veículo, que bateu de frente com uma carreta. O segundo envolveu um ônibus da empresa Eucatur. Informações preliminares dizem que o motorista perdeu o controle e saiu da pista. Os feridos foram trazidos para Porto Velho. Ambos acidentes aconteceram nas proximidades da Linha Triunfo.

Queima

Testemunhas relatam à coluna que essa semana um político esteve na SEDAM pessoalmente tentando obter, na marra, uma licença ambiental para operar um forno de queimar lixo. Ele está de olho no aterro de Porto Velho e a empresa detentora do forno pertence a seu filho. O prefeito Mauro Nazif está querendo licitar o novo aterro e o político está querendo ‘dar o bote’ no negócio.

Manobra

Acadêmicos da Faculdade Católica de Porto Velho andam #xatiados com a instituição. Relataram à coluna que na noite da última terça-feira alunos foram liberados para assistirem a um ciclo de palestras e deveriam assinar uma lista de presença. O problema, segundo disseram, é que a tal lista era na verdade de “apoio à Dilma”. Abaixo, os panfletos que estavam sendo distribuídos no ‘ciclo de palestras’. É bom lembrar aos alunos da católica, que a Igreja mantém fortes relações com o PT desde sua fundação, e também com os chamados ‘movimentos sociais’, como MST e outros.

foracunha

Cardeal

A Polícia Federal nas ruas na manhã desta quinta-feira deixou muita gente assustada. Na verdade os ‘homens de preto’ estavam na captura de um bando de traficantes com ramificações em vários estados. Em Noma Mamoré prenderam um vereador, Zenilton Pinto (PSL). Mas quem acordou cedo nesta quinta, pode ficar alerta, vem barulho por ai, e não é trovão…

Naiara Karine

Prossegue no Tribunal do Júri de Porto Velho o julgamento de três acusados de participação no estupro e morte da estudante de jornalismo Naiara Karine, em janeiro de 2013. Agora olha só, o crime foi há mais de 3 anos e só agora estão julgando três dos quatro acusados. O motivo dessa demora toda? Não tenho a menor idéia. Sei que passado tanto tempo, testemunhas esquecem das coisas, o que era já não é mais, etc… Já a família da vítima, não esquece nunca, e fica sempre com aquele gosto amargo de impunidade na boca. Lamentável…

Clínica Mais Saúde informa – O cochilo da tarde pode fazer mal ao coração
Embora tirar uma soneca a tarde seja o sonho de quase todas as pessoas, a prática pode aumentar o risco de morte prematura. De acordo com um estudo apresentado esta semana durante a 65ª Sessão Científica Anual do American College of Cardiology, tirar um cochilo de mais de 40 minutos ou ficar excessivamente cansado durante o dia está associado a um maior risco de síndrome metabólica. A síndrome metabólica é uma condição que envolve diversos fatores, como pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue elevados e excesso de gordura ao redor da cintura. Todos esses, por sua vez, estão relacionadas a um aumento do risco de doença cardíaca. Pesquisadores da Universidade de Tóquio decidiram avaliar dados de 21 estudos observacionais, envolvendo 307.237 pessoas para avaliar o impacto da soneca – prática comum em várias partes do mundo – na saúde das pessoas. Os participantes responderam questões relacionadas ao seu nível de cansaço durante o dia, duração de sonecas e histórico clínico. Os resultados mostraram uma forte associação entre o tempo de cochilo e o risco de desenvolvimento de síndrome metabólica. De acordo com os autores, quanto mais longa for a soneca, pior. Felizmente, cochilos de até 30 minutos possuem efeito contrário: fazem bem ao coração. “O sono é um componente importante do nosso estilo de vida saudável, bem como a dieta e o exercício. Pequenos cochilos podem ter um efeito benéfico sobre nossa saúde, mas nós ainda não sabemos a força desse efeito ou o mecanismo pelo qual ele funciona,” disse Tomohide Tamada, principal autor do estudo, reforçando que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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