Justiça

Assessor do vice-governador é o suspeito de maquiar a caça ao mosquito

Investigação do governo apontou um funcionário como o responsável pela montagem do cenário em visita do vice-governador, de Brasília,  Renato Santana (PSD) e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a Brazlândia, durante evento oficial no combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com fontes do Buriti, um integrante do cerimonial da Vice-Governadoria conversou com o dono de uma borracharia antes da passagem das autoridades pelo local. O comerciante afirma que retirou os pneus que estavam guardados para fora do estabelecimento a pedido dessa pessoa — o que resultou em bronca de Santana e problemas posteriores (leia Entenda o caso). Questionado pela reportagem, o vice afirmou não ter orientado ninguém e disse acreditar em um “desencontro de informações”.

A versão apresentada pelo distrital Juarezão (PRTB), que acompanhou o ato e é o responsável pela indicação do administrador regional da região,marcelo3 corrobora a afirmação do borracheiro. Segundo o deputado, a coordenação do evento era do “governador em exercício” — no caso, Renato Santana. O pessoal da Administração de Brazlândia não teve influência, segundo ele. “O administrador apenas acompanhou. Acredito que nem o governador em exercício sabia do lugar. Foi a assessoria dele que organizou: eles foram ao lugar dois dias antes”, conta Juarezão.

O vice-governador afirma que o evento foi organizado pelo GDF em parceria com o governo federal. No dia do evento, cerca de 2.500 pessoas, entre militares, bombeiros e servidores públicos, tomaram as ruas de Brazlândia, às 7h da manhã. Batendo de porta em porta, perguntavam se poderiam fazer uma vistoria. “Não importa quem organizou, o importante são os resultados. Em uma semana, pulverizamos 10.045 casas e tivemos 1.000.400 metros de roçagem”, aponta Santana.

O vice-governador prefere acreditar que foi tudo um desencontro de informações. Ele diz que seguiu para trabalhar em Brazlândia, orientar o proprietário da borracharia e muitas outras pessoas sobre os focos de criadouros do mosquito. “Os pneus estavam do lado de fora e não fui eu quem os colocou lá. O que posso dizer é que nenhum servidor recebeu essa orientação”, afirma. “Estamos falando de uma possível situação de epidemia, na qual as pessoas estão morrendo. São 250 casos confirmados de dengue em Brazlândia. Enquanto ficamos discutindo por vaidade, o inseto vai se proliferando sem pedir licença ou desculpa. Vai ceifando vidas.”

Elder Fernandes Dias, o borracheiro em questão, declarou que aguarda um pedido de desculpas do vice-governador. Renato Santana declarou que não enxerga erro em visitar as borracharias, que são um ponto importante de fiscalização pela quantidade de pneus. “Se mais pessoas fizessem isso, talvez não teríamos a cena de hoje no Distrito Federal. Fomos lá trabalhar. Se me apontarem um motivo justo, não tenho problema algum em reconhecer o erro e pedir desculpas. Mas desculpa por qual motivo? Nós vamos continuar trabalhando e vou voltar muitas vezes ainda, continuar passando informação. É meu dever não só de cidadão, mas de servidor público.”

Relação “firme e forte”

Não é a primeira vez que Renato Santana cria polêmica com o Buriti. A cunhada do vice-governador, a enfermeira Maria Cristina Natal Santana, 42 anos, morreu de dengue hemorrágica no final de janeiro. Na ocasião, o vice usou as redes sociais para reclamar da burocracia do governo e causou mal-estar no GDF. “A gente cobra imposto em velocidade 4G e tem que devolver na mesma velocidade. Vou reclamar todos os dias que eu encontrar uma cena de burocracia provocada por um agente público — somos 160 mil. Eu sou a população, sou cobrado na rua”, afirma o número 2 do Executivo.

Mesmo assim, Renato conta que a relação entre ele e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) nunca esteve melhor. Segundo ele, a cidade tem muitas prioridades e não é possível gastar nem um minuto em brigas e intrigas, caso contrário, não sobra tempo para cuidar das pessoas. “Nosso único desentendimento é, na verdade, um meio desentendimento. Sou corintiano e ele é botafoguense. Digo meio porque somos, os dois, alvinegros. E com o Botafogo na segunda divisão, no ano passado, nem tivemos um duelo entre os times”, brinca.

Bronca no borracheiro

Em 13 de fevereiro, Brazlândia recebeu o governador em exercício Renato Santana, representando o GDF, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em nome do governo federal, para um evento de combate ao Aedes aegypti. A ideia era conscientizar os moradores dos possíveis criadouros das larvas dos mosquitos. O borracheiro Elder Fernandes Dias, 30 anos, foi indagado por Santana sobre alguns pneus que estavam na frente da loja dele. Na mira das lentes, o integrante do Executivo local perguntou se Elder entendia que aquilo representava um risco para a família e para a comunidade.

Nos dias seguintes, incomodado com a repercussão que o assunto tomou entre os vizinhos, que acusam a família de irresponsabilidade, o borracheiro afirmou que agentes ambientais estiveram em sua borracharia perguntando se ele tinha pneus para jogar fora, pois uma equipe recolheria os objetos. Foi então que Elder colocou os 20 pneus no quintal, que estava limpo — fato evidenciado por outros vizinhos. Ele afirma que a cena foi montada.

Fonte: PainelPolitico

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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