Resenha Politica

Senador Marcos Rogério poderá ser Ministro de Bolsonaro e Ivo Cassol poderá apoiar Marcos Rocha ao Governo de Rondônia – Por Róbson Oliveira

Há poucos meses nos grupo de WhatsApp os seguidores do ex-governador Ivo Cassol juravam que ele estaria apto juridicamente para eleição. Hoje, os mesmos personagens, enviaram mensagens nas redes informando que a candidatura dependeria de uma votação pendente no STF

PRAZOS  

Mais um mês, quando a legislação abre uma janela para mudança de partidos sem que os atuais parlamentares percam os mandatos por infidelidade partidária, a campanha deste ano começa para valer. Em Rondônia, segundo divulgado nas mídias sociais, uma frente de esquerda está se formando para organizar a campanha de Lula para presidente. O grupo formado pelo PT, Solidariedade e PSB também pensa em lançar candidatos ao Governo e Senado, mas tudo dependerá da formação nacional da federação uma vez que está vedado aos partidos se juntarem nos estados sem que estejam ligados nacionalmente, e ainda assim, formada a federação, ficam “coligados” por quatro anos. Os prazos para estas mudanças começam dia 3 março a 1 abril. 

CHAPA 

O ex-deputado federal Anselmo de Jesus (PT), lançado candidato a candidato a governador, articula para que o ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade) seja o candidato ao Senado do grupo de esquerda. Ademais, Paulinho da Força, “donatário” do Solidariedade, um histórico fiel aliado de Geraldo Alckmin, declarou apoio a Lula e defende Alckmin para vice. Significa dizer que PT, PSB e Solidariedade estarão juntos no mesmo condomínio nas eleições nacionais e a união entre eles se reproduzirá nos estado. Portanto, em Rondônia, as candidaturas lançadas de  Anselmo e Daniel começam a se desenharem. Uma chapa eventualmente formada para não ser subestimada.  

DNA 

O início da trajetória política de Daniel Pereira foi no PT, onde exerceu o cargo de deputado estadual. Sua saída ocorreu num momento em que a direção partidária ainda exercia sobre os filiados uma intromissão exacerbada no exercício dos mandatos; além das brigas internas autofágicas travadas pelas mais variadas tendências ideológicas que se digladiavam pela hegemonia dos cargos diretivos. Seu apoio ao lulismo e sua presença numa chapa formada entre PT, Solidariedade e PSB é o retorno as origens. Foi a presença de Pereira na vice de Confúcio Moura que levou os partidos da esquerda e os sindicalista a apoiarem a reeleição do emedebista ao governo. O DNA é o mesmo.  

IMPEDIMENTOS 

Já a presença de Vinicius Miguel na reunião das esquerdas, embora haja mais congruência entre eles do que dissensos, tem que ser encarada como uma posição pessoal, uma vez que o partido em que está filiado, Cidadania, tem uma posição historicamente de repulsa ao PT. As declarações de Roberto Freire (presidente da legenda) contra Lula e o PT são corrosivas. E o PDT tem assediado politicamente o Cidadania para aderir a candidatura de Ciro Gomes o que impede ingressar no consorcio formados pelos petistas. 

LOROTA 

Há poucos meses nos grupo de WhatsApp os seguidores do ex-governador Ivo Cassol juravam que ele estaria apto juridicamente para eleição. Hoje, os mesmos personagens, enviaram mensagens nas redes informando que a candidatura dependeria de uma votação pendente no STF. A lorota tem apenas um objetivo manter vivo nos noticiários uma candidatura natimorta juridicamente. O clã Cassol vai apoiar a reeleição do governador Marcos Rocha, quem viver verá!  

INTESTINOS 

Quanto ao senador Marcos Rogério (PL), segundo pessoas próximas, dificilmente será candidato a governador. Existe uma probabilidade do senador rondoniense ser aproveitado pelo presidente Jair Bolsonaro para ministro em uma das vagas abertas pelos que vão disputar as eleições. A solução abriria caminho para que os bolsonaristas apoiassem a reeleição de Marcos Rocha sem rupturas intestinais. 

EMPULHAÇÃO 

É uma propaganda enganosa que o governo estadual está veiculando nas mídias sobre desconto no IPVA. Não é verdade. O IPVA foi majorado porque estão utilizando o índice de cálculo a FIPE o que elevou pra cima o preço dos automóveis e, portanto, do IPVA. Por este cálculo a majoração ultrapassou os 30%, embora o governo se regozije em sua propaganda uma diminuição de 20%. Esta empulhação o deputado federal Léo Moraes já havia denunciado antes do governo tentar mudar a realidade com uma propagando enganosa.  

POLARIZAÇÃO 

Entramos no segundo mês do ano, oito meses das eleições, e não há no horizonte uma única nuvem trazendo a disputa eleitoral uma terceira via. O tempo conspira favorável ao candidato petista Lula e os céus revelam que a polarização entre ele (Lula) e Bolsonaro ensaiam tempestades. É uma campanha que se avizinha nesta polarização e mesma que quatro anos atrás catapultou Bolsonaro ao posto de presidente.  

TEMPO 

Na época (2018), preso, Lula conseguiu colocar no segundo turno um desconhecido ex-prefeito paulista (Fernando Haddad), derrotado na reeleição e desconhecido da maioria dos brasileiro fora do eixo sudeste, numa eleição extremamente acirrada. Imagina agora, livre, leve, solto e liderando todos os cenários para um terceiro mandato e com o tempo prenunciando tempestades na disputa. O tempo não para, diz o poeta.  E a disputa deste ano é entre dois nomes conhecidos e experimentado nas urnas. Não há outra via senão está com os ânimos alterados. Só uma hecatombe para mudar o tempo.  

DERRAPANDO 

Alguns clubes de motociclistas de Rondônia estão mobilizando os grupos nas mídias sociais e convocando aqueles que ainda mantém-se firme  na candidatura da reeleição de Jair Bolsonaro. Como o presidente estará em Porto Velho para uma agenda com o esquerdista e presidente do Peru, esses apoiadores vão colocar suas motos numa motocarreata para homenagear Bolsonaro. Rondônia ainda é um dos poucos estados do país onde o bolsonarismo continua na dianteira, embora, no geral, estejam derrapando nas pesquisas e a caminho do cadafalso. Mas motoqueiro metido a durão dá um cavalo de pau na verdade  para renegar a realidade em nome do mito.  

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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