Policial

Deflagrada operação contra violência

Atingindo o pico máximo da média diária de registro de solicitações para atendimento de ocorrências policiais em Porto Velho, a Polícia Militar de Rondônia abre a “Operação Final de Ano”. O objetivo é equilibrar as forças no combate aos crimes do período festivo que tem tirado o sossego de moradores nas últimas semanas. Principalmente na capital, os furtos a residências, agressões físicas e assaltos à mão armada avolumam os serviços policiais que, sobrecarregados, necessitam de estratégias mais eficientes para o momento. O coronel PM Ênedy Dias de Araújo, durante entrevista ao Diário da Amazônia, falou sobre a estratégia montada pelo Comando Geral da PM em Rondônia para assegurar um final de ano mais tranquilo.

O número de policiais militares que vão para as ruas em função da “Operação Final de Ano”, de acordo com o coronel PM Ênedy Dias, será praticamente o dobro do que ocorre em períodos normais. Exemplo disso é a capital, Porto Velho, que deve receber um efetivo que varia entre 250 a 300 homens no policiamento ostensivo. “Teremos alguns dias excepcionais, como o próximo domingo, na avenida Jatuarana. Em função da grande atividade comercial, mais policiais foram destacados para dar segurança à população”, explica. O coronel também ressalvou que as festas natalinas são preocupações, com mais pessoas transitando em compras pelos centros comerciais e adjacências desses. “Um reforço de 200 homens, que rotineiramente desempenham funções administrativas, vão estar nas ruas para compor o corpo de policiamento. Certamente, a população vai se sentir mais segura”, explica.

O coronel PM Ênedy Dias explicou como o policiamento deve atuar durante na operação, que foi iniciada dia 1º último e será encerrada em 31 de janeiro de 2016. “De 1º de dezembro a 4 de janeiro o reforço policial vai priorizar os setores comerciais e pontos turísticos das cidades. De 5 de janeiro a 31 vamos nos voltar para as grandes áreas residenciais, em função do período de férias, quando as famílias viajam e deixam as casas mais desprotegidas”, explica Ênedy.

População pode ajudar no combate

Além do trabalho que será desenvolvido pela Polícia Militar, referente ao serviço ostensivo, o coronel PM Ênedy fez ressalva à colaboração que a população pode dar para impedir o aumento do número de crimes, principalmente de furtos e roubos. Segundo ele, a facilitação tem sido o maior motivador para a bandidagem. “Quando uma pessoa deixa seus pertencentes no interior de um veículo, à mostra, sobre os bancos, o marginal passa e vê ali uma facilidade”, explica. Além disso, segundo o coronel, alguns pontos são facilitadores de crimes. Dentre estes, as adjacências de concentrações comerciais, tais como o shopping. “Muita gente deixa seus veículos estacionados pelos arredores de estabelecimentos comerciais, em ruas escuras, e quando retornam, certamente, correm riscos de ser assaltados. Muitos têm seus carros estourados nesses locais”, comenta.

Ao finalizar a entrevista o coronel PM também destacou sobre algumas regiões de Porto Velho, consideradas de maior risco, que devem receber atenção especial neste final de ano. Dentre estas, as zonas Sul e Leste, principalmente os bairros mais afastados das concentrações comerciais. Ênedy faz ressalva ao tipo de policiamento que deve acontecer nestes locais. “A polícia vai estar nas ruas realizando abordagens de diversas naturezas e focada nas ações de elementos suspeitos através do serviço de inteligência. Vale ressaltar que há muitos foragidos nas ruas e presos em regime condicional que também aprontam neste período. Precisamos de policial, mas os moradores também podem ajudar evitando exposição desnecessária”, finaliza.

Aumenta número de solicitações 

Para o coronel PM Ênedy Dias, o crescimento do número de ocorrências é natural neste período do ano. Isso acontece em função do aumento do volume financeiro que o mercado gera com mais pessoas comprando e vendendo. Diariamente, as solicitações para atendimento de ocorrências também aumentaram. O crescimento foi de mais de 40% e, essa realidade pode aumentar ainda mais até o final da próxima semana, quando as vendas atingem o ápice das movimentações.

Sobre o volume de ocorrências, o coronel PM apresentou o montante de 204 ligações para a central da Polícia Militar, o telefone 190, com pedido de atendimento. Esses dados são referentes às 24 horas do dia 3 último. “Os 204 pedidos geraram deslocamento de pelo menos 174 viaturas para averiguações”, explica Ênedy.

O coronel também destacou que as 24 horas do dia 3 geraram 24 repressões a crimes, de um total de 45 boletins de ocorrências. Segundo ele, foram 13 flagrantes entregues no plantão da Central de Polícia da capital. “O maior problema das solicitações para as ocorrências são os trotes. Nessas 24 horas citadas, foram mais 480 ligações consideradas desperdícios. Nem todas são trotes, mas isso gera um volume que o sistema não consegue absorver e congestiona. Por isso, muitas vezes, as pessoas ligam e não conseguem falar. Os telefones estão ocupados com atendimentos que consideramos trotes”, explica o coronel PM.

Bases de policiamento nos bairros da capital

Sobre as bases de policiamento que recebem reformas e que devem voltar a funcionar com mais objetividade, o coronel PM Ênedy explicou que um formato mais dinâmico já foi implantado e deve resultar em maior eficiência no atendimento. Ele explicou que anteriormente as bases eram ocupadas por policiais que recebiam as denúncias de moradores e repassavam isso às centrais, com pedidos de viaturas para as buscas. Atualmente, a proposta é de que os policiais utilizem as bases apenas para apoio das equipes, com um bebedouro instalado e banheiro.

“Ações efetivas e bem planejadas”

A FOTO DIARIO

Há cerca de uma semana a base de policiamento da zona Sul, situada na avenida Tancredo Neves, foi incendiada por marginais. Na opinião do coronel PM, isso não muda em nada o trabalho que será feito no local. Com índice de violência considerado alto, a região receberá o tratamento devido com o intuito de reduzir o número de crimes. “A ação visava inibir a força policial no local. Mas, não ligamos para isso. Vamos dar prosseguimento e, até por uma questão de honra, realizar um trabalho eficiente. Esses bairros, nas adjacências da base policial que foi incendiada, concentram números altos de crimes e de violência. O tráfico de drogas, roubos e furtos têm sido comuns e motivam outros crimes”, comenta.

Na opinião do coronel PM, o combate à violência, principalmente neste período do ano, somente pode oferecer resultados satisfatórios através de ações efetivas e bem planejadas. Para tanto, ele cita que todos os setores da Polícia Militar estarão empenhados para esta ação. Ênedy finalizou entrevista lembrando que a coorporação da PM, atualmente, conta com cerca de 4,8 mil homens e outros 400 devem incorporar após finalização de curso.

Fonte: PM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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