Policial

Apesar de recuo, PM paulista matou quase duas pessoas por dia em 2015

De janeiro a setembro, 469 foram mortos, 1,68% a menos do que em 2014.
Números não contabilizam chacinas porque PMs não estavam em serviço.

Apesar da redução de 1,68% no número de pessoas mortas por policiais militares em serviço de janeiro a setembro de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014, quase duas pessoas foram mortas por PMs por dia no estado de São Paulo, 12 por semana.

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (22) mostram que, de janeiro a setembro deste ano, 469 pessoas foram mortas no estado por policiais militares – média de 1,71 pessoas por dia. No mesmo período do ano passado, o número de mortos por PMs em confrontos foi de 477.

Os dados não contabilizam as chacinas ocorridas na Grande São Paulo, como a que deixou 19 mortos em Osasco e Barueri, porque os policiais presos e investigados pelas mortes não estavam em serviço no momento dos ataques.

Só neste mês de setembro, a secretaria registrou 37 casos de morte por policiais no estado. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, entretanto, houve uma redução de 37%.

“Esses ótimos índices [redução no número de homicídios] também se refletiram na letalidade policial, na queda da letalidade, que desde o começo do ano coloquei, e sempre insisti, que é uma das prioridades da minha gestão como secretário de Segurança Pública. Uma polícia forte, uma polícia que atue firmemente, mas dentro da legalidade. Não aturo abusos e excessos”, afirmou o secretário da Segurança, Alexandre de Moraes.

Para ele, a redução se deve principalmente à resolução 40, editada em março, que determina que em cada caso de letalidade policial, a corregedoria, o comandante do batalhão, uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), e o delegado da área, compareçam imediatamente ao local da morte.

Antes da resolução, nos primeiros três meses do ano, o estado de São Paulo registrou o maior número de mortos no 1º trimestre dos últimos 12 anos. De janeiro a março de 2015, 185 pessoas mortas em confrontos com policiais militares em serviço, uma média de 2,05 pessoas mortas por dia.

Homicídios e carros roubados
Nos últimos meses, a Secretaria apresenta as estatísticas criminais mensais de maneira “fatiada”. Nesta quarta-feira, divulgou que a cidade de São Paulo registrou em setembro taxa de homicídios dolosos nos últimos 12 meses de 9,05 casos por 100 mil habitantes, a menor da série histórica desde 2001. Foram registrados 78 homicídios no mês de setembro, 20,41% menos do que os 98 casos registrados no mesmo mês do ano passado.

A capital paulista registrou 744 homicídios entre janeiro e setembro, 10,14% menos do que o registrado entre janeiro e setembro de 2014.  No terceiro trimestre, a queda na taxa de homicídios foi de 20,15%, de 268 para 214 ocorrências.

O conjunto completo dos dados só deve ser conhecido na próxima semana.

Segundo a SSP, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes registrada em setembro na comparação com os ultimos 12 meses também é a menor da série histórica na Grande São Paulo (10,55/100 mil habitantes)  e e no Interior, para 8,60/100 mil habitantes.  No Estado de São Paulo, a taxa é de 9,12 casos por grupo de 100 mil habitantes, também a menor da série histórica.

O índice está abaixo do limite considerado endêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 10 homicídios dolosos a cada 100 mil pessoas.

Grande São Paulo
Houve recuo no número de homicídios na Grande São Paulo nos primeiros nove meses do ano. Entre janeiro e setembro, a queda foi de 16,19%, de 797 para 668 casos. Segundo a SSP, o indicador nunca havia ficado abaixo de 700 ocorrências.

No mês, a redução de ocorrências foi de 19,23% na Grande São Paulo, passando de 78 para 63 casos. A quantidade é a segunda menor da série histórica para um mês de setembro desde 2001, ficando atrás apenas de 2010, quando houve 56 casos.

No terceiro trimestre, a queda foi de 7,85%, caindo de 242 para 223 ocorrências. O total também é o segundo menor desde 2001, ficando atrás apenas do mesmo período de 2010, que teve 200 ocorrências.

Estado de SP
No estado de São Paulo foram registrados 2.809 casos de homicídio doloso no acumulado do ano entre janeiro e setembro de 2015. No mês de setembro, foram 278 casos contra 334 em setembro de 2014. No terceiro trimestre, foram 876 ocorrências, contra 991 no terceiro trimestre de 2014.

Roubo de veículos
A cidade de São Paulo teve queda de 18,61% nos roubos de veículos em setembro. Foram 2.957 ocorrências contra 3.633 em setembro do ano passado.  Entre janeiro e setembro de 2015, foram roubados 27.550 veículos na cidade de São Paulo, contra 37.524 entre janeiro e setembro de 2014.  A Grande São Paulo teve 16.447 roubos de veículos entre janeiro e setembro, contra 21.052 no mesmo período de 2014. .

 

 

Fonte: G1

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  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

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AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. 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