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Talibã aperta o cerco a Cabul enquanto EUA aceleram retirada do Afeganistão

Insurgentes estão a 50 quilômetros da capital, e embaixada americana destrói documentos sensíveis. ONU expressa preocupação com violência contra mulheres afegãs.

O grupo fundamentalista islâmico Talibã intensificou neste sábado (14/08) seu controle territorial ao redor de Cabul, capital do Afeganistão, enquanto refugiados que tentam se proteger da ofensiva dos insurgentes rumam para a cidade e militares dos Estados Unidos aceleram a retirada emergencial de pessoas do país.

Após a segunda e a terceira maiores cidades afegãs terem sido controladas pelo Talibã, Cabul está agora cercada e se tornou o último bastião das forças governamentais do país, que ofereceram pouca ou nenhuma resistência em outros locais.

Os combatentes do Talibã estão neste sábado acampados a apenas 50 quilômetros da capital, o que pressionou os Estados Unidos e outros países a correrem para retirar, por via aérea, seus cidadãos que estão em Cabul, diante do iminente risco de um ataque.

As poucas cidades significativas que ainda não foram controladas pelos insurgentes são Jalalabad, Gardez e Khost, dominada pela etnia pashtun e que não deve oferecer muita resistência.

Combates intensos ocorreram na região de Mazar-i-Sharif, no norte, onde o ex-vice-presidente Abdul Rashid Dostum reuniu sua milícia de combate ao Talibã.

Em Cabul, funcionários da embaixada dos Estados Unidos receberam a ordem de destruir documentos sensíveis, enquanto começam a chegar os primeiros soldados americanos de um destacamento de 3 mil militares enviados ao país para proteger o aeroporto e organizar a retirada de pessoas.

Diversos países europeus, como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e Espanha, também anunciaram na sexta-feira a retirada dos funcionários de suas respectivas embaixadas.

Mulheres sob risco

Para os moradores de Cabul e dezenas de milhares que buscaram refúgio na capital nas últimas semanas, o sentimento dominante é de confusão e medo.

Muzhda, uma mulher solteira de 35 anos que chegou à capital com suas duas irmãs, após fugir da região de Parwan, disse que ela temia pelo seu futuro. “Estou chorando dia e noite”, disse à agência de notícias AFP. “Recusei propostas de casamento no passado… Se o Talibã chegar e me forçar a casar, vou cometer suicídio.”

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse estar “profundamente preocupado” pelos relatos do que as mulheres estão enfrentando em áreas controladas pelo Talibã, que impôs uma versão fundamentalista do islã ao Afeganistão durante seu período no poder, de 1996 a 2001.

“É particularmente pavoroso e de partir o coração ver os relatos dos direitos das garotas e mulheres afegãs, conquistados com dificuldade, serem arrancados delas”

Ofensiva rápida

A magnitude e a velocidade da ofensiva do Talibã chocou os afegãos e a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, que gastou bilhões no país após depor o grupo fundamentalista do poder há 20 anos, como reflexo dos ataques terroristas de 11 de setembro.

O avanço do Talibã acelerou-se nos últimas dias, com a captura de Herat, no norte, e, horas depois, de Kandahar, no sul, região de valor simbólico e espiritual para o grupo fundamentalista.

Alguns dias antes da retirada completa dos Estados Unidos, determinada pelo presidente Joe Biden, alguns soldados, unidades e até divisões inteiras das forças afegãs se renderam, o que deu aos insurgentes ainda mais veículos e armas para impulsionar sua rápida ofensiva.

Abdul Nafi, morador de Kandahar, disse que a cidades estava calma, após forças do governo a abandonarem para buscar refúgio em instalações militares, de onde estavam negociando os termos de uma rendição. “Saí de casa de manhã, e vi bandeiras brancas do Talibã na maior parte dos quarteirões da cidade”, disse.

Perfis de apoio ao Talibã em redes sociais divulgaram imagens de equipamentos militares que estavam em bases do governo e foram controlados pelos insurgentes, como blindados, armas pesadas e até um drone.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fez um pronunciamento na televisão neste sábado, no qual afirmou estar reorganizando as Forças Armadas do país e buscando soluções políticas para o conflito.

“Não permitirei que a guerra imposta às pessoas provoque mais mortes”, disse, sentado em frente a uma bandeira afegã. “Iniciei uma ampla consulta no governo com os mais experientes, líderes políticos, representantes do povo e parceiros internacionais para alcançarmos uma solução política razoável tendo em vista a paz e a estabilidade do povo afegão”, afirmou.

Retirada americana

Apesar do esforço frenético para retirar pessoas do país, o governo Biden segue insistindo que a tomada total do país pelo Talibã não é algo inevitável.

“Cabul não é neste momento uma área sob ameaça iminente”, disse na sexta-feira o porta-voz do Pentágono, John Kirby, que reconheceu que os combatentes do Talibã estavam tentando “isolar” a cidade.

Diversos helicópteros estão fazendo viagens entre o aeroporto de Cabul e instalações diplomáticas dos Estados Unidos espalhadas na chamada zona verde da cidade, 46 anos após helicópteros terem retirado americanos de Saigon, marcando o fim da Guerra do Vietnã.

A retirada de Cabul organizada pelos Estados Unidos abrange milhares de pessoas, como funcionários da embaixada e afegãos e seus familiares que temem represálias por terem trabalhado como intérpretes ou em outras funções de apoio aos Estados Unidos.

O porta-voz do Pentágono disse que a maior parte dos militares que irão coordenar a retirada estarão a postos neste domingo, e “serão capazes de retirar milhares por dia” do país. “Capacidade não será um problema”, afirmou.

FONTE: DEUTCHE WELLE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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