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México tem mais uma eleição marcada pela violência

Segundo um levantamento, 89 candidatos e pré-candidatos teriam sido assassinados no país desde setembro

Os mexicanos votaram neste domingo (6) nas eleições legislativas e locais, um teste fundamental para o presidente Andrés Manuel López Obrador, de luto pelo assassinato de cinco indígenas que participavam na organização da eleição no sul do México.

A chacina aconteceu na véspera da votação, quando pistoleiros emboscaram um grupo de pessoas que transportava material eleitoral em uma camionete para uma cidade do estado de Chiapas (sul), informou o Ministério Público.

O fato prolongou o rastro de morte de uma campanha que resultou em 89 políticos assassinados desde setembro, 36 deles candidatos ou pré-candidatos, segundo a consultoria Etellekt.

O acontecimento prolongou o rastro de morte de uma campanha que resultou em 89 políticos assassinados desde setembro, 36 deles candidatos ou pré-candidatos, segundo a consultoria Etellekt.

Os colégios eleitorais fecharam as portas às 18h00 do horário local na maior parte do México, após 10 horas de votação para renovar a Câmara dos Deputados, cerca de 20.000 assentos regionais e 15 de 32 governadores. Com o país tendo três fusos horários, a votação nos estados do noroeste continuará por mais duas horas.

O Instituto Nacional Eleitoral (INE) planeia divulgar uma contagem rápida das eleições legislativas por volta das 23h00 locais (01h00 de Brasília).

O governo relatou alguns incidentes isolados de violência.

Foi um teste crucial para López Obrador, após os efeitos devastadores da pandemia de covid-19.

o presidente de 67 anos tenta manter o controle da Câmara dos Deputados (dois terços dos 500 assentos) para consolidar seu projeto de esquerda.

Os mexicanos “estão escolhendo entre duas visões opostas do México e seu futuro”, comentou Pamela Starr, professora da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.

Cerca de 95 milhões de mexicanos estavam convocados a votar.

Voto polarizado

Embora o México seja um dos países mais afetados pela pandemia, a perspectiva de um voto punitivo contra o governo pareceu enfraquecida diante do retrocesso da epidemia, de acordo com pesquisas.

López Obrador, conhecido pelo acrônimo AMLO, mantém uma popularidade superior a 60% e espera-se que mantenha uma maioria cômoda no Congresso para impulsionar reformas em sua cruzada contra o neoliberalismo. É provável, porém, que a situação perca alguns assentos, de acordo com pesquisas.

Apresentando-se como um pilar da luta contra a corrupção crônica, o presidente foi eleito em 2018 para um mandato de seis anos e baseia sua aprovação em amplos programas sociais.

“Infelizmente veio a pandemia. Sem ela, o governo teria sido melhor. Não tenho queixas, é por isso que estou aqui”, disse Tania Calderón, uma funcionária de 37 anos, à AFP antes de votar na Cidade do México.

Pelo contrário, Alejandra Bernal, uma estudante de direito de 22 anos, expressou seu desacordo nas urnas.

“O México teve a oportunidade de tomar medidas prévias e isso não foi feito. Mas essa responsabilidade é dos governos e dos cidadãos. Meu voto foi para a direita”, disse a jovem.

O país, de 126 milhões de habitantes, acumula quase 229 mil mortes por covid-19 — quarto no mundo em números absolutos — e sua taxa de mortalidade é a 21ª por 100 mil habitantes.

Violência eleitoral

Em cidades de Guerrero e Jalisco — dois dos estados mais violentos do país — as eleições ocorreram em clima de tensão devido às pressões de cartéis de drogas e outras gangues do crime organizado, que, segundo o governo, buscavam influenciar o processo eleitoral.

“Há muitas ameaças em todos os lugares, isso é terrível. Não há respeito por nada”, disse um eleitor em Chilapa (Guerrero) à AFP sob anonimato.

Essa escalada da violência é parte do banho de sangue que assola o país desde 2006, quando o governo da época lançou uma operação militar contra o tráfico de drogas.

Maioria chave

A aliança no poder, liderada pelo partido Morena da AMLO, tem maioria qualificada na Câmara dos Deputados (dois terços dos 500), que é eleita a cada três anos.

De acordo com uma pesquisa consolidada da empresa Oraculus, o partido no poder poderia perder esse domínio, embora por pouco, ao passar de 333 para 322 cadeiras.

É necessária maioria qualificada em ambas as casas para aprovar as reformas constitucionais. Até agora, a situação precisa apenas buscar acordos com a oposição no Senado, que controla sem ter dois terços das cadeiras.

Mas, se as previsões se confirmarem, isso também terá que ser feito na Câmara dos Deputados.

Um retrocesso poderia fragilizar o projeto da AMLO, que promove reformas para devolver ao Estado o protagonismo no setor energético, contrariando as leis que ampliaram a participação privada em 2014.

Desde 1997, as eleições legislativas reduziram ou acabaram com a força majoritária dos partidos no poder.

Enfraquecida durante o governo López Obrador, a oposição concorre com uma aliança de partidos tradicionais: o ex-hegemônico PRI (centro), o PAN (conservador) e o PRD (esquerda).

FONTE: AFP

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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