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Projeto que cria 800 cargos de até R$ 16 mil causa polêmica

Deputados criticam criação de cargos comissionados quando não há orçamento para reajustar salários

A chegada de um projeto do Executivo criando 800 cargos com valores que variam entre R$ 3 mil e R$ 16 mil foi alvo de diversos pronunciamentos na Assembleia Legislativa. Alguns deputados defenderam a necessidade de contratar técnicos, enquanto outros questionaram os valores, porque o Governo do Estado alega não ter dinheiro para conceder reajuste salarial aos servidores.

O deputado Marcelino Tenório (PRP) usou a tribuna da Assembleia para dizer que estão iniciando este mandato com uma realidade diferente. Citou que em 2010 o Estado teve um crescimento além do previsto com a construção das usinas, mas a crise chegou e não afeta apenas Rondônia, mas o país.

“Há quem discorde, mas os aumentos dos servidores públicos em Rondônia foram significativos. Em 2011, foram R$ 186 milhões, incluindo o Detran, e em 2014, foram R$ 210 milhões”, comentou.

Para o parlamentar,  a atual realidade econômica pesa um pouco no orçamento do Estado, que vinha crescendo em torno de 12%, acima da média do país, mas  neste momento é preciso ter cautela, não só na Assembleia, mas todos os Poderes. “Dentro das dificuldades encontramos o melhor caminho”, afirmou.

“Devemos pensar um pouco referente a todas as condições do Estado. O Executivo tem a obrigação de desenvolver políticas públicas, mas temos a obrigação de fiscalizar”, enfatizou.

Ele citou o financiamento do Pidise Proinveste, em relação ao qual a deputada Glaucione está questionando como estão sendo investidos esses recursos, afirmando que o requerimento é louvável, porque o Estado está precisando de ajustes.

“Nós aprovamos este projeto. Hermínio Coelho, quando foi presidente, fez um projeto de lei determinando que todos os investimentos realizados com estes recursos deveriam obter autorização da Assembleia. Nós rejeitamos este projeto. Erramos e agora temos que cobrar novamente, mas ainda há tempo”, avaliou.

Marcelino Tenório disse, ainda, que este recurso veio não só para Rondônia, mas para a maioria dos Estados visando contribuir com a infraestrutura. “Infelizmente, este recurso, só foi para gerar empregos imediatos e não renda, e depois gerar despesas”, lamentou, acrescentando: “Mas temos um Estado forte em desenvolvimento com o setor rural crescendo a cada dia. O rebanho bovino cresce mesmo com o Estado parado. Está em desenvolvimento no agronegócio, indústria e comércio.”

O deputado Hermínio Coelho (PSD) disse que chegou um projeto do Poder Executivo criando 800 cargos no Estado, cujos salários chegam a R$ 16 mil. Ele disse que não é contrário à criação de cargos, mas contra o discurso de que não pode haver correção salarial por falta de orçamento.

“Hoje um médico ganha em torno de R$ 8 mil e existem cargos de até 16 mil para cargos de especialista em Políticas Públicas e Gestão Ambiental. Não tem dinheiro para aumentar o salário de professor, mas pode criar esses cargos com altos salários? Quando as coisas estão boas não lembram do trabalhador, e quando estão ruins dizem que não pode aumentar salários. É tudo conversa fiada”, argumentou.

O projeto citado por Hermínio Coelho é sobre a criação de 300 cargos de especialista em Políticas Públicas e Gestão Ambiental, que varia de R$ 7.173,80 a R$ 16.152,98; 200 cargos de analista em tecnologia da informação, que vai de R$ 7.173,80 a R$ 12.579,30; e, 300 cargos de técnico em tecnologia da informação que vai de R$ 3.191,90 a R$ 5.597,02 e institui o PCCR para estes cargos, no âmbito da Secretaria do Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog).

O deputado Cleiton Roque (PSB) disse que realmente o que está errado é preciso corrigir, mas o Governo tem seus acertos. “O Estado assumiu a gestão do pronto socorro do hospital de Cacoal, o que demonstra que existe boa vontade de resolver os problemas. Vamos apoiar as ações que estão dando certo e cobrar o que não concordamos”, afirmou.

Sobre a criação dos cargos, disse que para provimento efetivo, além de que uma das questões mais criticadas na Assembleia é a falta de profissionais capacitados dentro da estrutura do Estado e não há profissionais na área de tecnologia. “Com certeza o Estado tem fundamentos e não seríamos inocentes de aceitar criação de novos cargos se não tivesse sentido”, concluiu.

O deputado Laerte Gomes (PEN) disse que os deputados são cobrados em suas bases e as ações não estão chegando onde deveriam. “Entendo que se dependesse do governador isso não aconteceria. A vontade desta Casa é contribuir com a governabilidade, mas com ações concretizadas. Não bastam existir planos, mas que realmente essas ações venham de encontro as necessidades do Estado”, destacou.

Já o deputado Jesuíno Boabaid (PTdoB) argumentou que o Governo tem que dizer de onde virão os recursos para viabilizar a criação desses cargos, que em sua opinião são para contemplar o George Braga (titular da Sepog).

“O projeto não menciona de onde virão os recursos, nem de onde será remanejado. Não podemos aceitar isso. O secretário precisa vir à Assembleia e explicar a criação desses cargos. Do jeito que está, não tem como passar. Tem orçamento para criar cargos, mas não para convocar os candidatos que já foram aprovados em concursos?”, questionou.

Na opinião do deputado Édson Martins (PMDB) o Estado precisa de profissionais com conhecimento. “Cargos de especialistas em gestão de políticas públicas precisam ser criados para melhor aplicação dos recursos do Estado”, afirmou.

O deputado Aélcio da TV (PP) disse que essa criação é difícil justificar. “São valores exorbitantes num momento de recessão, de arrocho. Terá que ter uma explicação muito convincente para que seja favorável”, destacou.

O deputado Adelino Follador (DEM) disse que é difícil explicar a criação desses cargos já que tem candidatos aprovados na Polícia Militar que já fizeram a academia e ainda não foram chamados.

“Temos que ser responsáveis. Aprovamos projeto para contratação emergencial na saúde porque era necessário. Todos os poderes do Estado assinaram um acordo para não haver reposição salarial por conta da falta de recursos. Como vamos justificar a criação desses cargos? Não tem lógica, nem justificativa neste momento. Sou da base do Governo, mas este projeto vai prejudicar o Estado”, avaliou.

Marcelino Tenório disse que não se trata de ampliação de cargos, mas a criação. “É um momento inoportuno criar despesas”, encerrou, parabenizando todos os deputados nesta nova legislatura desejando sucesso aos mesmos.

Fonte: Assessoria ALE RO

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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