Esporte

6 jogos abrem hoje a Copa SP de Futebol Júnior

São Paulo, campeão da Copa RS, chega como um dos principais candidatos ao título, ao lado de Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Bahia e Internacional

Futebol é uma caixinha de surpresas, já diz o ditado. Mas a Copa São Paulo não. A quantidade de zebras no torneio não cabe em uma só caixinha. Talvez em um container. Um dia de chuva, um campo ruim, uma bola que não entra, e pronto. Davi ganha de Golias com frequência na maior competição de base do mundo. É difícil, portanto, fazer alguma previsão exata sobre os favoritos da Copinha, cuja edição de 2018 começa nesta terça-feira (veja a tabela completa). O blog, por exemplo, sempre erra. Mas é persistente, e continuará tentando. Seguem, entre os grandes, os favoritos e os que correm por fora.

 

O tricolor é tricampeão da Copa RS, mas não levanta a Copinha desde 2010, quando tinha Lucas e Casemiro. O técnico André Jardine tem à sua disposição o melhor elenco sub-20 do Brasil, com alguns jogadores que já foram campeões até da Libertadores Sub-20 e outros nomes talentosos que subiram do sub-17. É o time a ficar de olho com nomes como os atacantes Antony e Jonas Toró, o meio-campista Liziero, o volante Luan e o zagueiro Walce, entre outros.

Palmeiras

Vice-campeão da Copa RS, o Palmeiras é o atual campeão paulista sub-20 e aumentou muito o investimento na base nos últimos anos. Nunca venceu a Copinha, o que aumenta a pressão interna sobre um título inédito, e tem capacidade de sobra com o elenco atual para mudar essa história. Sobra potencial em nomes como os atacantes Fernando e Léo Passos, o zagueiro Vitão e os meias Alan e José Aldo.

Cruzeiro

O atual campeão brasileiro sub-20 jamais pode ser subestimado. É uma equipe com base consolidada, que sofreu poucas perdas na defesa (embora Thonny Anderson, Nickson e Jonata tenham estourado a idade) e tem um belo contragolpe. Não enche os olhos, mas é um time extremamente concentrado e competitivo. E tem no lateral-direito Vitinho (que pode jogar como atacante também) um de seus destaques individuais, ao lado do goleiro Brazão, de apenas 17 anos, e do volante Vander.

Botafogo

Campeão brasileiro sub-20 em 2016, o Botafogo tem um time muito bem treinado e organizado por Eduardo Barroca. Joga com posse de bola, criando jogadas a partir do ótimo volante Wenderson, mas pode esbarrar na falta de um centroavante com experiência, pois Igor Cássio, o titular, rompeu o ligamento cruzado do joelho em 2017, e Ezequiel, que foi improvisado no setor (era ponta de origem), deu tão certo que foi parar nos profissionais. Quem pode surpreender é o lateral-esquerdo Jonathan, contratado por empréstimo junto ao Nova Iguaçu.

Bahia

É uma geração forte, trabalhada há três anos para a Copinha e com alguns garotos remanescentes do vice-campeonato da Copa do Brasil Sub-20 em 1997. Não contará com o meia Dimitri, machucado, mas tem em Felipinho, da mesma posição, uma esperança, além de Geovane Itinga, artilheiro da Copinha em 2016 e dos ótimos goleiros Dejair e Cassiano. A novidade fica por conta do lateral-direito Alessandro, contratado junto ao Ceará. Será um rival forte para todos.

Corinthians

Atual campeão e finalista das últimas quatro edições do torneio, o Corinthians jamais pode ser subestimado. Mas chega ao torneio aparentemente sem a força de outros anos. Destaques em 2017, Mantuan e Carlinhos estouraram a idade, assim como o lateral-esquerdo Guilherme Romão. Pedrinho subiu aos profissionais, e no banco o técnico não é mais Osmar Loss, e sim Coelho, ex-lateral-direito do próprio Corinthians. O Timão contratou vários jogadores, entre eles os centroavantes João Pedro, ex-Atlético-GO (de onde veio o volante Guilherme Borges também), e Nathan, ex-Nova Iguaçu, mesmo time de origem do meia Ramon. Para a ponta, chegou Paulo Bessa, do Paraná, mas Rafael Bilu, que está no clube há tempos, tem potencial para surpreender, assim como o zagueiro Carlos. Fabrício Oya, campeão no ano passado, é a referência no meio-campo.

Internacional

Semifinalista da Copa RS Sub-20 em 2017, o Internacional vai à Copinha com a ótima geração 99 do clube, que começa a dar as caras. Nomes como o atacante Richard e o zagueiro Bruno Fuchs já são titulares da equipe. Outros, como o meia Da Silva, são muito talentosos e podem brilhar junto com uma base sólida no último ano de juniores. Entre os mais velhos, o time tem o ponta Neto, que veio do São Paulo, como um dos destaques.

Atual campeão da Copa do Brasil Sub-20, o Atlético-MG perdeu quase o time inteiro para a Copinha. A defesa inteira estourou a idade, assim como o volante Cícero e o centroavante Flávio, que nem está mais no clube. Os três meias, Marco Túlio, Daniel Penha e Marquinhos, também não irão. O primeiro se apresenta aos profissionais e os outros dois estão machucados. Sobra apenas o volante Renan entre os titulares, que têm como outros destaques o zagueiro Matheus Stockl e o atacante Wellington. O técnico Ricardo Resende é o único do país a ter no currículo os títulos das Copas do Brasil Sub-17 e Sub-20.

Flamengo

Vice-campeão da Copa do Brasil Sub-20 em 2017, o Flamengo perdeu alguns jogadores e vem com o elenco um pouco reformulado. O centroavante, Lincoln, o zagueiro Thuler e o volante Jean Lucas estão já nos profissionais, e Vinícius Júnior nem se fala. Subiram garotos dos juvenis como o centroavante Victor Gabriel e o lateral-esquerdo Ramon, de apenas 16 anos, que foi bem na Copa RS. O goleiro Hugo Souza, o Neneca, é um dos principais nomes da equipe e visto como uma potencial escolha para a seleção sub-20 em 2019. O time comandado pelo técnico Maurício Souza tem qualidade, mas certamente sentiu as perdas citadas acima. O maior desafio é dar dinamismo ao meio-campo formado pelos ótimos, mas não muito rápidos Hugo Moura e Vinícius Souza, e pelo pouco dinâmico Pepê. Yuri, de 17 anos, tem potencial para ser uma boa alternativa no torneio.

Vasco

Campeão carioca sub-20 em 2017, o Vasco perdeu vários jogadores para os profissionais, como os meias Mateus Vital e Evander e o atacante Paulinho. O volante Bruno Cosendey e o zagueiro Ricardo estouraram a idade e a participação do também volante Andrey é uma incógnita, assim como as do lateral-esquerdo Alan e do atacante Paulo Vitor. A aposta do técnico Marcus Alexandre Cravo é em garotos como o meia Dudu e o atacante Robinho, que foram titulares no ano passado, assim como o bom lateral-direito Rafael França e o centroavante Hugo Borges, o homem-gol do time, que vai para a sua terceira Copinha.

Santos

O Peixe foi eliminado na primeira fase do Paulista Sub-20, e com a eleição, fará mudanças na base. Internamente, a aposta é na geração 2001, que queimou etapas com Rodrygo, Yuri Alberto, Victor Yan e Lucas Lourenço e já foi aos profissionais, numa queima de etapas de três anos. O time que vai à Copinha conta com jogadores que foram destaques em outros anos, como o volante Guilherme Nunes, o meia Gabriel Calabrés e o atacante André Pomílio.

Grêmio

O Grêmio, que será comandado na Copinha pelo técnico Luis Gabardo, não contará com jogadores como os bons meias Patrick e Jean Pyerre, já nos profissionais, mas terá a ascensão da geração 2000, badalada dentro do clube. Um dos destaques individual do time é o volante Victor Bobsin, que disputou o Mundial Sub-17 pela seleção brasileira em 2017. Outro é o meia canhoto Tetê, canhoto que fez um ótimo ano, assim como o atacante Léo Chu. O time será desfalcado por nomes como o lateral-esquerdo Guilherme Guedes

Ponte Preta

Vice-campeã Paulista Sub-20, a Ponte Preta chega à Copinha com alguns desfalques. Os principais são o lateral-direito Emerson e o atacante Yuri, ambos integrados aos profissionais. O centroavante John Kleber, artilheiro do time no Paulista Sub-17 (a Macaca foi campeã), rompeu o ligamento cruzado do joelho e está fora. Mas outros bons valores da equipe subiram, como o volante João Victor Xavier e o atacante Walisson. O técnico Leandro Zago terá também à disposição destaques deste ano como o meia-atacante Thiago.

Fluminense

O Fluminense teve um ano conturbado no sub-20, e só cresceu no fim do ano, sob o comando do técnico Léo Percovich. Após toda a tragédia vivida por ele (um acidente de carro que tirou a vida de duas de suas filhas), Marcelo Veiga, vice-campeão da Copinha de 2012 pelo clube e atual coordenador técnico, comandará o time. O desempenho, diante desse contexto, é obviamente secundário, mas é bom ficar de olho em nomes como o volante Caio e o atacante Evanilson. O zagueiro Ibañez, tratado como joia dentro do clube, está no radar do técnico Abel Braga.

Avaí

Irá com um time muito cascudo, com base semifinalista da Copa do Brasil Sub-20 treinado por Fabrício Bento. A maioria de jogadores é do último ano de juniores, já experimentada, e isso pode fazer a diferença, assim como a boa experiência na Copinha passada. O volante Wesley, o goleiro Leonardo e o lateral-direito Guga estão entre os principais nomes de um time que tem potencial para ir longe no torneio.

Coritiba

Boa parte do time vice-campeão brasileiro sub-20 estourou a idade, então a equipe que vai à Copinha não tem muita rodagem. O técnico também mudou. Sandro Former assume os profissionais e dá lugar a Mozart, ex-jogador do próprio clube. Por tudo isso, é possível supor que o Coxa vai perder um pouco da força, o que é natural. Mas pode ser que o time se acerte em campo e surpreenda. A conferir.

Atlético-PR

O Furacão vai à Copinha com um time sub-19 e tem bons jogadores, como o volante Marcos Antônio e o meia Julian. Mas pode sofrer na parte física por ter um ano a menos de bagagem do que a maioria dos times. No banco, estará o ex-zagueiro Marcão, que assume a vaga de Tiago Nunes, remanejado para o time sub-23 que disputará o Estadual com os remanescentes da boa campanha da equipe no Brasileiro Sub-20 (chegou às semifinais e mostrou nomes de qualidade, como o lateral-esquerdo Renan Lodi e o zagueiro Weverton).

Chapecoense

A Chape vai à Copinha comandada pelo técnico Rodrigo Casarin e credenciada pelo bom desempenho nas competições nacionais em 2017. Na Copinha, chegou às quartas de final, assim como na Copa do Brasil Sub-20. No Brasileiro Sub-20, foi à segunda fase. O jogador com mais potencial na base do clube é o atacante Bruno, que subiu direto aos profissionais. Entre os que vão á Copinha, destaque para o goleiro Tiepo e para o atacante Silvano.

Sport

Com a base reestruturada como há tempos não se via, o Sport chega à Copinha com boa parte da base vice-campeã da Copa do Brasil Sub-17 em 2016. As exceções são o atacante Juninho, nos profissionais, e o meia Pablo Pardal, que esteve emprestado ao Cruzeiro, mas voltou. Entre os que vão, destaque para o lateral-direito Elias, o lateral-esquerdo Caio, o meia Brendo, o meia-atacante Mikael e o atacante Alison, autor de um belíssimo gol contra o Cruzeiro na Copinha em 2016. No banco, estará o técnico Júnior Câmara.

Vitória

O Vitória já teve a melhor base do Nordeste e uma das melhores do país. Mas hoje, sofre e vê um número cada vez mais reduzido de jogadores criados no clube tendo chances nos profissionais. Com a eleição recente no clube, a expectativa é que isso mude, mas para a Copinha é muito cedo. O técnico João Burse contará com bons jogadores, como os atacantes David e Luan, e o “experiente” centroavante Eron, campeão da Copa do Brasil Sub-17 em 2015 com o Rubro-Negro baiano.

FONTE: GLOBOESPORTE.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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