Esporte

Sport vence o Bahia e ganha sobrevida contra o rebaixamento

Apesar do resultado, time pernambucano segue atrás do rival na tabela de classificação

No confronto direto contra o Z4 do Campeonato Brasileiro, Sport e Bahia entraram em campo na noite desta quinta-feira, pela 33ª rodada, com um único objetivo: vencer. E o Leão não fez feio diante de sua torcida. Depois de um primeiro tempo morno, a equipe da casa conseguiu encontrar seu gol com Paulinho Moccelin, quebrando uma sequência de jogos sem triunfar, esquentando ainda mais a briga contra o rebaixamento na competição.

Com o resultado, o time comandado por Gustavo Florentín chegou aos 33 pontos, pulando para a 18ª colocação. Já o time comandado por Guto Ferreira, por conta do tropeço, acabou estacionando na 17ª posição com seus 36 pontos.

Início de jogo equilibrado

Atuando em seus domínios, a equipe do Sport tratou de ir pra cima do Bahia visando não dar espaços ao rival. Com isso, em sua primeira tentativa, arriscou um chute de longe querendo testar o goleiro Danilo Fernandes, mas a bola acabou indo para fora.

Na sequência, apesar de manter mais a posse de bola, viu o Esquadrão igualar um pouco mais as ações em campo. Porém, diferente de como foi por parte do Leão, praticamente não causou perigo a Maílson, isso tudo até os 15 minutos.

Jogo movimentado, mas com poucas chances

Com o tempo passando, o panorama do confronto era basicamente igual. Até os 30 minutos, mesmo com o Bahia mais organizado em campo, o meia Hernanes arriscou de longe, mas o arremate do craque subiu demais saindo para a linha de fundo.

Já na reta final da etapa, o Leão passou a crescer em busca de seu gol fazendo uma blitz na área do rival. Entretanto, a defesa do Tricolor conseguia se fechar bem impedindo avanços dos meias e atacantes rivais, além de afastar a bola em tentativas de jogadas aéreas, mantendo o placar parcial zerado até o apito final do árbitro.

Esquadrão volta para o segundo tempo com mudanças

Apesar de Guto promover duas trocas, colocando Rodriguinho e Rodallega no intervalo, o Bahia viu o Sport criar a primeira boa chance. Aos 5 minutos, após boa troca de passes entre Sander e Gustavo, Mikael foi acionado e bateu para o gol, mas Danilo Fernandes acabou fazendo a defesa.

Tentando dar o troco, minutos depois os visitantes foram pra cima. Chegando no campo de ataque, Rodallega rolou para Raí Nascimento, que finalizou sem levar perigo a Maílson que conseguiu fazer a defesa.

Entrou e marcou

Com Gustavo Florentín fazendo sua primeira substituição no jogo, Paulinho Moccelin entrou no lugar de Gustavo visando melhorar a parte ofensiva. E a troca surtiu efeito logo de cara. Momento após pisar no campo, aos 20 minutos, praticamente na primeira chance, o atacante recebeu bom passe de Mikael e, depois de fazer bom domínio, puxou para dentro e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar na Arena Pernambuco.

Após sofrer o gol, a equipe do Bahia deu início à sua busca pelo empate. Porém, além das dificuldades em campo, ainda tinha a luta contra o relógio que parecia correr mais depressa. Mesmo com Guto recuando aos suplentes, poucas foram as chances criadas, fazendo com que o Sport conseguisse tomar a posse de bola para gastar o tempo até o apito final do árbitro com direito a muita festa nas arquibancadas por parte da torcida do Leão.

FICHA TÉCNICA

SPORT 1×0 BAHIA

Data e horário: 18/11/2021, às 21h (de Brasília)

Local: Arena Pernambuco, em Pernambuco (PE)

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)

Assistentes: Alex Ang Ribeiro (CBF-SP) e Miguel Caetano Ribeiro da Costa (CBF-SP)

VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (CBF-SP)

Cartões Amarelos: Gilberto, 3’/2ºT; Ramírez, 39’/2ºT; Marcão Silva, 40’/2ºT

Gols: Paulinho Moccelin, 20’/2ºT (1-0)

SPORT: Maílson; Ewerthon, Rafael Thyere, Sabino e Sander; Marcão Silva, José Welison, Hernanes e Gustavo (Paulinho Moccelin, aos 16’/2ºT); Everton Felipe (Ronaldo, aos 38’/2ºT) e Mikael (Tréllez, aos 38’/2ºT).

(Técnico: Gustavo Florentín)

BAHIA: Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Juninho Capixaba; Patrick, Daniel (Rodriguinho, no intervalo), Maycon Douglas (Rodallega, no intervalo), Raí (Ramírez, aos 34’/2ºT) e Lucas Mugni; Gilberto (Ronaldo, aos 22’/2ºT).

(Técnico: Guto Ferreira)

FONTE: LANCE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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