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RONDÔNIA TEM SALDO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM JANEIRO – por Silvio Persivo

Pode até ser inocência, mas ainda acredito nisto. “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo” (Malala Yousafzai).

XXXIV FÓRUM DE PRESIDENTES DE FEDERAÇÕES DO COMÉRCIO TRATA DE INFRAESTRUTURA

Porto Velho recebeu, nestes últimos dias 02, 03 e 04 de março, o XXXIV Fórum de Presidentes de Federações do Comércio, reunindo lideranças do setor terciário da região Norte e de outros estados brasileiros. O encontro, sediado pela Fecomércio-RO, contou com a presença do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, e de 11 presidentes de Federações, além dos diretores-gerais dos Departamentos Nacionais do Senac e do Sesc.  Coordenado pelo presidente da Fecomércio-RO, Raniery Araújo Coêlho, o fórum consolida Rondônia como espaço estratégico de articulação institucional, com foco em representação, modernização de serviços e fortalecimento da base empresarial. Na abertura do evento, além das pautas comerciais, tratou-se da infraestrutura rodoviária e dos seus impactos econômicos na região Norte. O presidente da CNC, José Roberto Tadros ampliou o debate para uma perspectiva histórica e geopolítica sobre a ocupação e o desenvolvimento da Amazônia. Segundo ele, os desafios enfrentados hoje são resultado de processos históricos de longa duração. Tadros recordou as transformações estruturais no Centro-Oeste brasileiro, utilizando o exemplo de Mato Grosso para demonstrar o potencial produtivo da região. Também o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac destacou o papel das rodovias na expansão produtiva e, ao tratar da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, reforçou o caráter estratégico da via para a integração nacional. A discussão sobre infraestrutura dialoga com um dos eixos centrais do fórum, que reúne representantes do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins para debates estratégicos e alinhamento institucional voltado ao fortalecimento do setor de comércio de bens, serviços e turismo.

RONDÔNIA TEM SALDO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM JANEIRO

Segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil   gerou 112.334 novos empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. Já no acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram mais de 1,22 milhão de novos postos formais. Com isto, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores formalizados. – O desempenho positivo ocorreu nas cinco regiões do país. A região Sul com saldo de 55,7 mil liderou o crescimento, seguida pela Centro-Oeste, que registrou 35,4 mil, e a Sudeste, com 13,3 mil vagas. A região Nordeste teve saldo positivo de 6,1 mil postos, na rabeira veio o Norte com 1,7 mil. Em termos de estado 18 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada uma com mais de 18 mil novos empregos com carteira assinada gerados no mês. O resultado representa recuo de 27,2% em relação a janeiro de 2025 que teve 154,4 mil empregos com carteira assinada. Este também foi o pior resultado pós pandemia. Rondônia apresentou uma redução de -337 empregos formais, mais no Norte apenas do que o Acre com -892. O pior desempenho pertenceu ao Rio de Janeiro com -13.009 empregos formais, seguido de Alagoas com -2.922 e o Ceará com -1.291 empregos reduzidos.

A REDUÇÃO DA JORNADA GERA ALTA DOS PREÇOS NO CONSUMO

Para os parlamentares, em especial os ligados aos setores trabalhistas e de esquerda, é muito sedutora a proposta de reduzir a jornada para 36 horas semanais, sem cortar salários, mas não consideram que isto pode aumentar em até 22% o custo da hora trabalhada. Mais: todos os bons especialistas sabem que será um efeito dominó: os pequenos e médios negócios, sem fôlego para absorver custos, tendem a repassar a conta ao consumidor. E este é a pergunta que não respondem: como financiar a mudança. No mundo real todos sabem que não será sustentada por ganhos de produtividade e sim  financiada por reajustes no dia a dia de quem consome. Ou seja, vai doer no bolso.

CONTAS DE ENERGIA VÃO SUBIR PROJETA CONSULTORIA

Uma das maiores consultorias de energia do país, a Thymos Energia, estima que os reajustes médios para as tarifas de energia elétrica no Brasil serão da ordem de, na média nacional, 7,64%.  Todavia, os impactos se darão por região com a maior alta percentual sendo do Nordeste (9,77%). No Sudeste, a variação será 5,45%. No Norte, a projeção é de um crescimento de 4,52% na conta de luz, enquanto no Sul o avanço será menor, de 3,61%. O Centro-Oeste, por sua vez, terá um resultado médio praticamente estável, com uma variação de apenas 0,08%, em relação ao ano passado. A Thymos Energia analisa que os números refletem médias em cada região e estão sujeitos a variações conforme a distribuidora e a área de concessão. Embora as componentes tarifárias sejam comuns a todas as distribuidoras, os impactos não são homogêneos entre as regiões.

E-COMMERCE E IA SE TORNAM ESSENCIAIS  

A maturidade do e-commerce brasileiro se torna evidente quando o setor  ultrapassou R$ 230 bilhões de faturamento em 2025, com um crescimento anual de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). São mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos todos os anos, de acordo com a Ebit | Nielsen, o que aumenta a concorrência, automação e mudança no comportamento de compra.  A inteligência artificial neste ambiente tem reduzido barreiras técnicas e operacionais. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo a Salesforce (State of Commerce). Neste cenário o posicionamento das empresas no mundo digital deixou de ser uma opção e passa a ser uma necessidade para manter o nível de lucros e competitividade. O que se observa também é que esta fase mais madura, integrada com uma estratégia omnichannel, faz com que, aos poucos, a IA deixe de ser um diferencial e passe a se tornar parte operacional de negócios.

 

 

 

 

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