Cortes na Câmara expõem fragilidade de comando de Gedeão Negreiros diante da gestão de Léo Moraes
A recente política de contenção de gastos adotada pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Gedeão Negreiros, tem provocado forte repercussão nos bastidores do poder legislativo da capital rondoniense. Para críticos da medida, o pacote de austeridade imposto pela presidência da Casa demonstra mais do que uma tentativa de ajuste financeiro: revela fragilidade de comando político e subordinação ao Executivo municipal comandado pelo prefeito Léo Moraes.
Nos últimos dias, a Câmara anunciou um conjunto de medidas para reduzir despesas e adequar o orçamento do Legislativo. Entre as ações estão a suspensão de novas nomeações, revisão de contratos administrativos, restrição de cursos e atividades extras, além da redução do horário de funcionamento da Casa para o período das 8h às 14h. Também foram bloqueadas concessões de vantagens ou reajustes salariais considerados discricionários.
Internamente, servidores e assessores relatam um clima de apreensão. A estimativa é de que o corte de repasses financeiros ao Legislativo municipal que caiu de cerca de 5% da arrecadação para 4,5%, dentro do limite constitucional possa resultar na exoneração de até 200 cargos comissionados e numa verdadeira “economia de guerra” dentro da Câmara.
Para muitos observadores da política local, o problema não está apenas no ajuste financeiro, mas na forma como ele foi conduzido.
A crítica central é que o presidente do Legislativo estaria penalizando diretamente servidores e reduzindo benefícios internos enquanto evita qualquer enfrentamento político com o chefe do executivo municipal Léo Moraes.
A percepção de submissão ganha força quando se observa o contraste com gastos recentes anunciados pela Prefeitura de Porto Velho. Enquanto a Câmara corta despesas e restringe direitos administrativos, a gestão municipal vem promovendo investimentos milionários em eventos e iniciativas ligadas à área tecnológica e cultural.
De acordo com reportagens recentes, somente em dois dias foram autorizados investimentos que chegam à casa dos milhões de reais para iniciativas ligadas a eventos de tecnologia e games.
Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que a postura de Gedeão Negreiros estaria enfraquecendo o papel institucional da Câmara Municipal.
Para analistas políticos, a situação coloca em debate a autonomia entre os poderes no município.. No entanto, quando medidas de austeridade recaem apenas sobre servidores do Parlamento enquanto a prefeitura mantém elevados níveis de gastos em projetos externos,
Dentro da própria Câmara, alguns parlamentares já manifestam preocupação com o impacto político das decisões da presidência. O temor é que a imagem do Legislativo fique associada à fragilidade institucional, colocando em xeque a capacidade do presidente Gedeão de representar o poder legislativo.
Um vereador que pediu para não ser identificado, disse que Gedeão não busca o confronto com Léo Moraes, por causa dos interesses de sua família, os negreiros junto a administração Municipal.
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