Política e Economia

O perdão – por Alberto Ayala

Eu sei que você me olha com raiva. Ódio. O ódio é mortal, mas eu estou aqui. Eu confesso que preciso mudar. Reconheço que nem sempre exercemos o amor. E o amor cura. E o ódio mata. Acaba com a felicidade do homem. Perdão. Linda palavra. Poderosa palavra que é mais do que uma simples palavra. É uma decisão. Uma luz. Minha mãe está em Nova York. E eu… poderia estar lá, me divertindo, sorrindo, mentindo gozar de uma felicidade falsa. Mas não. Escolhi expressar o meu atual estado. Você sabe como eu preciso do teu perdão. Não é mentira. Nem charme. É desespero e consciência também. Muitas vezes nos sentimos perdidos, escravos das dúvidas, entregues ao horror. E o horror existencial aniquila os bons pensamentos que nos inspiram todos os dias. Nos tornamos frios, escuros, frágeis demais.

O PERDÃO

Obrigada por me perdoar, Stela! Agora sinto-me apta para sorrir sem culpa. Os meus olhos estão brilhando de felicidade. E as minhas esperanças foram renovadas. Confesso que ser perdoada realmente é muito prazeroso.

Infelizmente , conforme os conhecimentos que adquirimos, muitas vezes nos deixamos levar pela soberba. A latência ignorância dos que pensam que são os melhores.

Daqui a pouco, vou ao parque, reconectar-me a natureza. Quando estou lá, posso sentir o ar fresco em mim. Ah! As árvores tão belas e frutíferas. As crianças brincando. Lindas e felizes.

Eu te dou o meu perdão, Alice! Eu vejo que você quer mudar. E isso é muito, muito importante. Está perdoada, querida!

AUTOR: ALBERTO AYALA –  FONTE: FOLHA RONDONIENSE

FOTO CRÉDITO: CANÇÃO NOVA

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