Eleições

Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantes

A candidata do PP à Prefeitura de Porto Velho, a vereadora Cristiane Lopes, fez uma cópia seletiva do Plano de Governo do candidato vencedor das eleições do município de São Luiz, no interior de Roraima, James Moreira. Ela apresentou o texto, obrigatório no ato do registro de candidatura, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para constar no programa de divulgação pública no dia 26 de setembro e retificou o plágio à Corte no dia 1º de outubro. O candidato do interior de Roraima apresentou suas propostas à Justiça Eleitoral no dia 17 de setembro, 9 dias antes de Cristiane requerer o registro do “plano cópia” ao TRE.

Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantes

A vereadora e candidata do PP deu “Ctrl C” e “Ctrl” V nas principais diretrizes de James Batista e usou a mesma classificação de eixos para suas metas, excluindo algumas que não condizem com a doutrina pregada por ela nos cultos. Até o preâmbulo do Plano de Governo a candidata Cristiane Lopes não teve o trabalho de alterar. Copiou “ipsis litteris” cada palavra, embora São Luiz tenha uma grande diferença de Porto Velho visto já no início da narrativa de ambos os planos usados nesta campanha.

CLIQUE E CONFIRA O PLANO DE GOVERNO DO CANDIDATO JAMES, DE RORAIMA

E A CÓPIA APRESENTADA POR CRISTIANE LOPES

“São Luiz chega a 2020 com uma população de cerca de 7.957 mil habitantes e frente a grandes desafios para se consolidar como eixo de desenvolvimento do Norte do Brasil”. Veja o mesmo texto usado por Cristiane, mas trocado apenas o nome da cidade: “Porto Velho chega a 2020 com uma população de cerca de 500 mil habitantes e frente a grandes desafios para se consolidar como eixo de desenvolvimento no Norte do Brasil”. Uma diferença abissal de 492 mil habitantes separam a realidade de Porto Velho e a pequena São Luiz em Roraima.

Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantesCandidato de São Luiz apresentou plano de Governo no dia 18 de setembro
Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantesPlano copiado de Cristiane Lopes foi apresentado bem depois, segundo o TSE

O primeiro corte seletivo do Plano de Governo de Cristiane acontece na definição dos objetivos. Enquanto o candidato de São Luiz explica que sua ideia é fazer uma administração participativa, planejada e eficiente, contribuindo para melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento sustentável e a construção de uma cultura de cidadania e paz, buscando o avanço de São Luiz, a candidata do PP suprime a frase “sempre buscando um avanço para São Luiz” por “sempre com Porto Velho no coração”.

Metas de São Luiz são as mesmas para Porto Velho

A partir dos objetivos, o candidato de São Luiz tem suas propostas copiadas por Cristiane no Eixo Social (Educação, Cultura, Saúde, Esporte, Lazer e Segurança Pública), Eixo Urbano, Eixo Econômico, Eixo Meio Ambiente e Eixo Gestão. “A gestão 2021-2024 do James Batista se guiará pelos seguintes princípios”, elencando 8 metas. Cristiane copia os mesmos dizeres: “A gestão 2021-2024 de Cristiane Lopes se guiará pelos seguintes princípios”. Nesse momento ela corta 3 das metas de James, inserindo apenas as 5 que a interessa e tem a ver com a realidade de Porto Velho.

Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantesO plano de James, candidato de São Luiz
Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantesCristiane Lopes apenas troca o nome da cidade

Diversidade é suprimida para não ferir doutrina

Na página dedicada a Educação, o candidato de São Luiz inclui a “valorização da diversidade social”, tema que Cristiane Lopes corta do seu Plano de Governo por defender a ideologia fundamentalista. O candidato plagiado de São Luiz deu importância ao assunto porque entende que o ensinamento ao respeito ao semelhante deve ser feito desde os primeiros anos de escolaridade, combatendo o preconceito de qualquer tipo e principalmente o racismo. Já Cristiane preferiu omitir a pauta, apagando a meta do candidato que ela copiou, por entender que poderia prejudicar seu relacionamento com a igreja na qual se afiança para ganhar votos nestas eleições.

No tema Saúde, Cristiane se apropria mais uma vez dos projetos do candidato de São Luiz, desde o simples ao mais complexo. Ela diz, por exemplo, que vai implantar o Saúde Bucal, mesma meta almejada pelo seu colega do interior de Roraima. Mas quando fala da Saúde da criança e da gestante, ela introduz a Maternidade Mãe Esperança para tentar convencer que o Plano de Governo foi feito para Porto Velho e não para a cidade com menos de 8 mil habitantes.

Cristiane, além de copiar ideias para uma cidade completamente diferente de Porto Velho, também desconhece a complexa rede de atendimento da Capital. Ela copia a meta de “informatização das unidades de saúde” e a implantação do PDCA, ferramenta de avaliação utilizada pela gestão pública e que Porto Velho já possui.

No tópico infraestrutura, novamente Cristiane copia até o prêambulo do plano do outro candidato. Veja o que diz James Batista sobre São Luiz: “o eixo urbano da administração municipal buscará promover a qualidade de vida e a eficiência dos espaços e equipamentos urbanos, recuperando o prazer de viver em São Luiz”. Agora veja o que diz Cristiane Lopes: “O eixo urbano da administração municipal buscará promover a qualidade de vida e a eficiência dos espaços públicos e equipamentos urbanos, recuperando o prazer de viver em Porto Velho”. Ela trocou apenas o nome da cidade e postou uma imagem sua no asfalto recém construído pela atual gestão.

A candidata do PP também copiou as mesmas propostas do candidato de São Luiz para fomentar a economia local e gerar emprego e renda. Ela quer fomentar o agronegócio, atrair indústrias, apoio aos produtores locais, mesmo plano de James Batista, mas com uma grande diferença: São Luiz tem menos de 9 mil habitantes e Porto Velho 500 mil.

Cristiane usou cerca de 70% das metas do candidato do interior de Roraima para apresentar à sociedade seu Plano de Governo. Qualquer pessoa pode conferir e comparar os dois planos no sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral. As informações são públicas.

Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantesPraticamente todas as propostas do candidato de São Luiz foram copiadas pela candidata Cristiane Lopes
Cristiane Lopes faz cópia de Plano de Governo de candidato do interior de Roraima que disputou na cidade com menos de 8 mil habitantes
FONTE: RONDONIAGORA.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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