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CPI do Crime debate aliciamento e avança no caso Banco Master

A CPI do Crime Organizado debate nesta terça-feira (10) o aliciamento de adolescentes por facções criminosas, com a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (11), a comissão ouve o empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, investigado no caso Banco Master, além do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que deve apresentar experiências do estado no enfrentamento ao combate à criminalidade.

A CPI do Crime Organizado vai discutir, nesta terça-feira, o aliciamento e o recrutamento de adolescentes por organizações criminosas. Para o debate, foi convidada a juíza Vanessa Cavalieri, responsável pela Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro há vinte anos. O senador Rogério Crvalho, do PT de Sergipe, destacou que a experiência da magistrada pode ajudar a CPI a compreender como facções atraem jovens para atividades ilegais. Especialmente em relação a estratégias de recrutamento, também por meios digitais, e o perfil dos adolescentes envolvidos em práticas criminosas. Para o relator da comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, o crime organizado explora brechas na lei para utilizar menores nas suas atividades. O crime organizado tem total expertise sobre nosso sistema legal, conhece as suas brechas, seus pontos fracos. Justamente por isso usa crianças e adolescentes como ferramentas de tabalho por serem inuimputáveis criminalmente.   Na quarta-feira, a comissão ouve o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sobre experiências de gestão, integração entre as polícias e uso de tecnologia que possam servir de referência para outras regiões do país.

A CPI do Crime também deve avançar nas investigações relacionadas às suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Foi convocado para falar, na quarta, o fundador e ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Mansur, investigado por envolvimento com esquemas financeiros do Master, que incluem possíveis fraudes contra o sistema financeiro, manipulação de ativos e operações de lavagem de dinheiro. Para o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, o depoimento do empresário pode ajudar a esclarecer a atuação de empresas e gestores no caso e identificar o papel de intermediários e beneficiários nas operações investigadas. A Reag tem a comprovação de recebimento de dinheiro do PCC. Ora, se eu tenho a comprovação e tem a vinculação da Reag com o Banco Master, daí essa Presidência entender que tem nexo causal  trazer para essa CPI a apuração de qualquer conduta envolvendo o Banco Master, que, diga-se de passagem, estima-se em mais de quase 80 bilhões – bilhões – de prejuízos contra os brasileiros e brasileiras.

A CPI também deve votar requerimentos para aprofundar as investigações do caso Master. Entre eles, estão pedidos de acesso a inquéritos relacionados ao banco e quebras de sigilos de pessoas envolvidas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Da Rádio Senado, Marcella Cunha.

FONTE: AGÊNCIA ESTADO

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Gomes

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