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Aprovação de Putin na Rússia é de 81%, contrapondo Ocidente

Antes da invasão, em fevereiro de 2022, a taxa havia alcançado o nível mais próximo do mínimo, 60%

O elo que liga os russos a Vladimir Putin não é da ordem do racional, mas do emocional.

Mais do que uma pessoa, Putin representa um lugar e um tempo: a União Soviética, onde todos — não só os russos, mas também as outras etnias — estavam juntos e seu país era respeitado pelos Estados Unidos e pela Europa.

A constatação é de Alexey Levinson, diretor de Pesquisas do Centro Analítico Yuri Levada, de Moscou, o mais importante instituto de opinião da Rússia. No cargo desde 2003, Levinson se baseia em mais de 270 pesquisas realizadas pelo Levada a partir da chegada de Putin ao poder, em 2000.

A última pesquisa, concluída na terça-feira (27), registra índice de aprovação de Putin de 81% — dois pontos a menos do que na sondagem de maio, variação considerada irrelevante.

De acordo com Levinson, guerras ajudam Putin, mesmo quando os resultados no terreno não são bons, como é o caso da Ucrânia. “Toda empreitada militar de Putin lhe dá adicional apoio do público”, disse o especialista à CNN.

“Foi o caso em 2008, na Geórgia, e em 2014, na Ucrânia, uma operação militar muito bem-sucedida, e quase o mesmo em fevereiro de 2022. Nesse caso, a operação não é tão bem-sucedida, mas os russos dizem que é, sem se importar em explicar a si mesmos que tipo de sucesso”, complementou.

Nos três casos, a guerra adicionou aprovação de cerca de 12 a 20 pontos percentuais.

Só em um momento nesses 16 meses de invasão, em setembro de 2022, quando foi declarada a mobilização de soldados, houve perda de sete pontos, mas com rápida recuperação, em dois meses.

“Talvez haja correlação entre baixa popularidade e a operação militar que, normalmente, lhe dá um impulso”, analisa Levinson.

Antes da invasão, em fevereiro de 2022, a aprovação de Putin havia alcançado o nível mais próximo do mínimo, 60%.

Desde 2002, a aprovação só esteve abaixo desse patamar uma vez: 59%. “Quando algum cheiro da guerra se tornou mais forte, em dezembro [de 2021] e janeiro [de 2022], o nível aumentou para 83%”, recorda Levinson.

Entretanto, não são características como beligerância ou masculinidade que os russos apontam em Putin.

A resposta mais popular à pergunta “Como você formula sua atitude em relação a Vladimir Putin?” é: “Não vejo nada negativo nele”, com 31%. Em seguida, “simpatia”, com 23%, “admiração”, 19%, e 12% se dizem “indiferentes”. As outras respostas têm menos de 5%.

Quem ou o que Putin representa?

Desde o início da presidência de Putin, o instituto Levada também pergunta que setores da população ele representa.

A resposta mais popular sempre foi “as forças de segurança”, já que o presidente vem do serviço secreto. Em seguida, os “oligarcas” (“banqueiros e capitalistas”, explica o pesquisador). “Os russos não têm ilusões”, conclui Levinson.

“Putin não é visto como representante das pessoas comuns. Não é pai dos pobres. Eles entendem quem ele é e o apoiam. E expressam desejo que continue no poder mesmo depois de 2024”, quando serão as próximas eleições.

Uma mudança na Constituição em 2019 permitiu a Putin reeleger-se pelo menos até 2036, quando fará 84 anos.

“A atitude dos russos em relação a Putin não é tão simples de entender”, adverte o pesquisador. “Não é adoração nem culto de personalidade nem carisma. Nem mesmo atração pelo pulso de ferro. O poder dele é simbólico. A analogia seria com a figura de um líder religioso, o chefe de uma igreja”, coloca.

Para a maioria dos russos, Putin não tem sequer virtudes especiais, não é tão bom.

“Eles precisam se concentrar em um símbolo. Os russos se sentem dispersos no espaço, em um território muito grande, em uma vida moderna que divide as pessoas em pequenos grupos. Eles têm nostalgia pelo tempo em que éramos todos uma família e um grande Estado”.

Putin faz os russos sentirem que os soviéticos — não só de etnia russa — ainda estão juntos.

“Ele representa o homem soviético. Não é uma questão da etnia russa. O mais importante é a adoração ao Estado. O Estado é o valor supremo dos russos. É o que eles realmente valorizam. Putin representa a glória da Rússia, especialmente quando contestada pelos EUA e pelo ocidente”, explica.

O dono do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, que liderou um motim no sábado, ganhou bastante popularidade durante a guerra, em que atacou duramente as forças militares regulares e a elite russas. Pela última pesquisa do Levada, 35% dos russos aprovam Prigozhin, e 39% o desaprovam.

O instituto está fazendo uma pesquisa específica sobre o dono do Wagner depois do motim de sábado.

“Pode ter ambos efeitos: uns o admirarão e, também, um grande número o chamará de criminoso”, especula Levinson.

O diretor de uma importante organização de defesa dos direitos humanos, que pede para não ser identificado, diz que muitas pessoas na Rússia temem “uma nova onda de repressão” depois do motim do Wagner. “Mais adiante: de imediato, não haverá reação rápida.”

Diferentemente da imagem de Putin no Ocidente, ele é visto como “moderado” na Rússia, afirma Aleksander Losev, do Conselho para Política Externa e de Defesa, de Moscou, que faz análises de cenários com projeções de cerca de um ano.

“Na Rússia, o caos pode chegar na primavera (fim do primeiro semestre) de 2024, se Putin não obtiver vitória em suas próximas ‘eleições’ ou, Deus me livre, entrar em negociações com (o presidente da Ucrânia, Volodymir) Zelensky” prevê Losev.

“Então haverá outro líder na Rússia, muito mais duro e não tão pró-americano quanto Putin. Sim, a comunidade intelectual na Rússia considera Putin um líder pró-Ocidente”.

De acordo com o analista russo, “os Estados Unidos cometeram um erro gigante ao rejeitar Putin, atribuindo-lhe traços de autoritarismo”.

Losev prossegue: “Se um Putin moderado e racional não conseguir resultados na Ucrânia, então o futuro líder russo, com os poderes de um ditador, vencerá.
Nesse caso, a Europa perderá muito e a Ucrânia simplesmente desaparecerá”.

FONTE: CNN

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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