Esporte

Painel Político– será que dados sobre violência em Rondônia estão corretos?

Ano passado a SESDEC não sabia informar sequer a quantidade de sequestros no Estado

Unanimidade

Por 7 votos a 0  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou a tese de flagrante forjado e determinou a posse de Edwilson Negreiros na Câmara de Vereadores de Porto Velho. Um policial militar teria armado a situação, que culminou com a prisão do então candidato. O TSE determinou ainda que a corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) investigue os motivos, que levaram a Corte local a manter Edwilson fora do cargo, j´que na época, dois juízes, Juacy Loura e Herculano Nacif haviam alertado para a situação, mas foram votos vencidos.

Com isso

O jornalista Everaldo Fogaça perde o mandato, já que ele era o primeiro suplente de Edwilson. Apesar da temporariedade do mandato, Fogaça até que não fez feio, e conseguiu manter um trabalho que lhe deu certa visibilidade.

Agora

Quem deverá ficar na linha de fogo é Léo Moraes, que também tem como suplente Everaldo Fogaça. Moraes está vivendo um inferno astral devido a uma ação que tramita na justiça eleitoral em relação as eleições deste ano, por abuso de poder econômico. Mas o problema maior é que um segmento dentro da câmara está trabalhando para cassar o mandato dfe vereador de Léo por suposta quebra de decoro. Caso isso aconteça, ele fica fora tanto da câmara quanto da Assembleia, já que a cassação pode impedir que ele seja diplomado e consequentemente tome posse como deputado em fevereiro de 2015.

Falando em Léo

Ele estava sumido desde as eleições e reapareceu, ao menos no Facebook nesta quinta-feira, usando botas ortopédicas e com o tradicional “orem por mim”. Ele afirma estar se recuperando de uma cirurgia, mas ele escolheu um péssimo momento para fazer tratamento de saúde. O circo está pegando fogo e ele tem que estar por perto, do contrário corre um risco enorme de ver encerrada prematuramente, uma carreira promissora na política rondoniense.

Voltando ao julgamento

O retorno de Edwilson se deveu a atuação do advogado Nelson Canedo, que desde o princípio defendia a tese do flagrante forjado e mesmo contra todas as expectativas, conseguiu devolver o mandato que acreditava-se estar perdido.

Brutalidade

A população de Porto Velho acordou com a revelação da identidade do corpo que havia sido encontrado na quarta-feira, carbonizado, dentro de um Corolla, na BR 319, que liga Porto Velho a Humaita (AM). Tratava-se de Pedro Affonso, um jovem de 23 anos, cujos motivos da morte não foram esclarecidos ainda. Popular entre os jovens da capital, chama a atenção o método utilizado para seu assassinato. O corpo estava com as mãos algemadas nas costas, e certamente deve ter sido bastante torturado, levando em consideração que o rapaz estava desaparecido desde o meio-dia de quarta-feira, quando saiu para almoçar e não foi mais visto.

Enquanto o Brasil

Não alterar a legislação penal, vamos continuar sendo o país de bárbaros, com crimes brutais, comparados aos que ocorrem em países como México e África. Outro caso que chamou a atenção foi de um homem de 43 anos que tentou prender um ladrão, que minutos antes havia assaltado um estabelecimento onde a vítima se encontrava. No vídeo, a imagem mostra ele entregando algo ao marginal, possivelmente sua carteira. Quando o vagabundo sai, ele sai atrás e começa a lutar com o vadio, que efetua um disparo e foge na garupa de outro vagabundo. Mais uma vida que se perde na longa história de violência que atinge esse país.

Falando nisso

A SESDEC é uma verdadeira bagunça no que diz respeito a dados sobre criminalidade. Ano passado tentamos levantar dados simples, como a quantidade de sequestros ocorridas no Estado e ninguém sabia informar. Da mesma forma como ninguém sabia informar nenhuma estatística. Portanto, os dados encamainhados ao Relatório Anual da Segurança Pública tem uma grande probabilidade de estarem furados. A única instituição que consegue manter um controle sobre crimes é a Polícia Militar. A Polícia Civil, por exemplo, perdeu Iphones que haviam sido apreendidos. Ninguém sabia onde estavam, e até hoje não acharam.

Sabe o que fizeram?

Compraram um telefone novo para o pai de um dos meninos que havia tido o telefone retido na operação “Fogo de Héstia”. Perícia mesmo, não fizeram nenhuma. Então, como confiar naqueles números enviados ao anuário?

Olha essa

Tem um monte de secretários do governo achando que vão continuar no cargo a partir de 2015 e outros acreditam que conseguem voltar. Nao vão. Na verdade a maioria deverá sair e os que já foram vão continuar assim mesmo, como ex. A idéia é montar uma equipe nova, a atual já mostrou que não consegue dar conta. Vai ser um chororô danado depois do recesso de fim de ano, vai vendo.

No Brasil

O Itamaraty se mobiliza para proibir a entrada de um sujeito que diz “ensinar qualquer um a pegar qualquer mulher”, mas não se mobilizou para proibir a entrada do terrorista italiano Cesare Battisti, nem dos milhares de pedófilos que circulam pelo Nordeste anualmente, a maioria cadastrado em sistemas internacionais. Sei não, mas às vezes acho que tem alguma coisa muito errada nesse país.

Enquanto isso

Seis funcionários e ex-funconários da Petrobrás estão sendo investigados por “fortes indícios de recebimento de propina” da empresa SBM Offshore, responsável pela construção de plataformas de petróleo. Sabe qual a punição? A empresa, se e quando condenada, ficará proibida de contratar com a Petrobrás, já os funcionários, acusados de terem recebido algo em torno de U$ 30 milhões juntos, podem ser demitidos (os que ainda estão trabalhando) ou terem suas aposentadorias cassadas. Devolver dinheiro que é, nada. Ao mesmo tempo, a SBM, que é holandesa, fez uma acordo com o governo daquele país para pagar uma multa de U$ 240 milhões por ter pago propina a servidores públicos no Brasil e na África, onde ela opera, em troca de não ser processada. No Brasil, a SBM alega ter pago U$ 139 milhões em propinas. Você acha que o cara está preocupado com a cassação da aposentadoria dele? De fato, creio que o Brasil está de cabeça para baixo.

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Comer mais gordura pode ser bom para a saúde

Ao contrário do que diz o senso comum e os conselhos de muitos médicos dos últimos anos, comer mais gordura pode ser benéfico para a saúde. Diversos estudos recentes apontam para o fato de que certos tipos de gorduras – e não todos – podem sair da lista de “vilões”, seja para quem quer emagrecer ou evitar problemas cardíacos, afirma o médico Michael Mosley, que apresenta o programa da BBC Trust me, I’m a Doctor (Confie em mim, eu sou médico, em tradução livre). “Essas pesquisas são o tipo de notícia que faz com quem você queira jogar na pia aquele leite desnatado que você usa no seu cappuccino”, diz Mosley. Se a crença era a de que gorduras saturadas criavam coágulos nas artérias e engordavam, novas evidências mostram que consumi-las pode, na verdade, ajudar a perder peso e ser benéfico para o coração. No início do ano, por exemplo, um estudo liderado pela British Heart Foundation causou polêmica. Cientistas de Oxford, Cambrige e Harvard, entre outros, examinaram a ligação entre o consumo de gordura saturada e doenças cardíacas. Apesar de analisar o resultado de quase 80 estudos envolvendo mais de meio milhão de pessoas, eles não encontraram evidências convincentes de que comer gorduras saturadas implicava em um maior risco de problemas cardíacos.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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