Esporte

Painel Politíco – casos de roubo em Rondônia saltaram de 8 para 13 mil entre 2012 e 2013

Números são do Anuário da Segurança Pública e revelam ainda um aumento nos crimes não solucionados

Como é

O poder público em Rondônia inventou, um tempo atrás, de contratar operadoras que gerenciam cartões magnéticos usados na compra de combustíveis. A princípio parece ser uma boa idéia, mas só parece. As compras feitas por esses cartões não são divulgadas, e deveriam. As secretarias tinham que publicar, mensalmente, os extratos, já que o sistema permite saber qual veículo e qual servidor fez a compra. E isso não acontece atualmente.

Pelo contrário

Apenas o órgão gestor tem acesso a esses extratos. E tem mais, o cartão não prima pela economicidade, um dos princípios básicos da gestão pública. Vence a licitação a empresa que cobrar uma taxa menor de administração, que gira em torno de 1,5  a 3% do valor global do contrato. Os combustíveis não são tabelados, mas os veículos só podem ser abastecidos em postos que possuem credenciamento no sistema, ou seja, minha gasolina pode ser mais barata, mas eu não sou credenciado, portanto o governo compra do meu concorrente, que vende mais caro e faz parte da “rede”.

Portanto

Este método é bom ser revisto e avaliado, e principalmente, bem mais controlado. Do jeito que está não convence nem um pouco. O mesmo podemos dizer dos cartões de crédito corporativos usados por alguns membros do governo.

Enquanto isso

O médico terceirizado contratado pelo IBRAPP que anda arrumando confusão pelo Hospital de Base, coleciona boletins de ocorrência. Tem cerca de 10 já registrados contra ele por xingar servidores e por difamação. Interessante observar que esse tipo de assédio moral parece ser comum no setor de saúde de Rondônia. A gente ouve cada relato sobre uma “autoridade” que gosta muito de tratar de seus subordinados aos gritos. Vai ver o médico, de fato, convive muito com tal figura que ele diz ser amigo.

Crimes

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou esta semana o 8º Anuário Brasileiro da Segurança Pública e trouxe números que compravam o que todo mundo já sabia, a violência, o roubo e a criminalidade, de uma forma geral, está tomando proporções assustadoras. Em que pese Rondônia aparecer com uma pequena redução entre os anos de 2012 a 2013 (esses foram os anos de comparação) nos crimes de homicídio (484 para 470), a coisa pegou mesmo foram nos casos de roubos.

Números

Os casos de roubos aumentaram de 8.984 para 13.228. Também no quesito “mortes a esclarecer” saltamos de 308 casos para 343. Mortes no trânsito por homicídio culposo (sem intenção de matar) pularam de 254 para 275. Os casos de estupro diminuíram um pouco, desceram de 885 para 833. Os casos de lesão corporal dolosa (quando há intenção) saltaram de 9.964 para 10.572. Os crimes violentos letais intencionais oscilaram desde 2009, quando foram registrados 520 casos. Em 2010 foram 582, em 2011 415, em 2012 esse número saltou para 506 e em 2013 caiu para 483.

Mais números

A Polícia Militar matou, em Rondônia, durante confrontos com bandidos, 6 em 2012 e 10 em 2013. Já a Polícia Civil matou 1 em 2012 e 2 em 2013. Policiais militares fora de serviço mataram 2 pessoas, 1 em 2012 e 1 em 2013. Por aqui, em 2012 morreram 523 pessoas por agressão sem armas de fogo e em 2013 foram 476 vítimas. Mortes por agressões com armas de fogo em 2012 foram 338 e em 2013 esse número caiu para 300. Por aqui também morreram mais brancos (147) que negros (39), mas foram os pardos (271) que morreram mais. Também morreram mais homens (427) que mulheres (49) nos crimes de agressão. Depois traremos os números do sistema prisional. Caso queira ler o relatório na íntegra, CLIQUE AQUI.

Falando em prisão

A Polícia Militar está à procura de André Ferreira de Farias, Cristofer Diego Pereira Lopes, Deoclécio Sevalho, Erivelton Ribeiro de Souza, Evandro Pereira da Silva Junior, Everton Pereira Campos, Jackson Roberto de Carvalho, Leandro da Silva Pinheiro, Luciano Anderson da Silva, Lucivando Ferreira da Silva e Madson Lima da Silva. Eles fugiram do complexo Ênio Pinheiro após se esconderem em um pavilhão abandonado.

O que acontece?

Em 2011 uma empresa de água mineral ganhou uma ação na justiça de Rondônia. Ela havia sido acusada pelo Ministério Público de vender água não apropriada para o consumo humano. Na verdade, segundo o juiz, a ação tinha falhas e absolveu a empresa da acusação. Também em 2011 um consumidor de Porto Velho, Isac Souza registrou ter comprado um garrafão da mesma empresa e ele estava com o fundo esverdeado, cheio de lodo. O caso foi divulgado na imprensa e o gerente de produção da empresa de água mineral, disse na época que “casos como estes são comuns”, e completou, “a aparência esverdeada são algas que se formam dentro dos garrafões que ficam por muito tempo expostos ao sol, de forma inadequada de serem armazenados”.

Porém

Eu mesmo comprei dois garrafões da empresa e eles estavam estocados em minha casa, do lado de dentro, sem sol algum. Comprei sem nenhuma “alga”, passados 10 dias, os garrafões estavam com lodo no fundo e nas laterais. Em contato com especialistas, eles informaram que esse tipo de coisa “não é normal” e o lodo pode conter bactérias. Em 2010 o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, testou e reprovou a água dessa empresa rondoniense, pois segundo o instituto, a mesma continha a bactéria Pseudomonas aeruginosa (bactéria patogênica que pode causar problemas respiratórios graves em pessoas com baixa imunidade, além de infecções gastrintestinais, principalmente, em crianças), acima do limite permitido.

De qualquer forma

Não pode ser “normal” um garrafão fechado produzir uma enorme quantidade de “algas”, tampouco pode ser “normal” a vigilância sanitária e os órgãos de fiscalização não tomarem providências em relação a uma situação dessa natureza. Será que no Brasil tudo só se resolver depois que tudo dá errado? A vigilância sanitária estadual e municipal precisam averiguar essas empresas, não apenas essa empresa, mas todas elas. E essas fiscalizações devem ser rotineiras e não sazonais ou quando ocorrem denúncias. O garrafão está na minha casa e vai ficar por lá. Se alguém quiser mandar para um laboratório, é só pedir.

Fechando

Não quero processar a empresa, não quero dinheiro do garrafão. Quero que sejam feitas fiscalizações sobre essas empresas para evitar qualquer tipo de contaminação, já que essas águas são vendidas indiscriminadamente e muitas vezes temos que ficar escolhendo garrafões. O ideal seria obrigar essa indústria a adotar os garrafões de vidro, que duram mais e são mais seguros.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no http://www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Sucos de caixinha podem ter mais açúcar do que refrigerantes

Um copo de suco de caixinha tem mais açúcar do que refrigerante. O alerta vem da organização britânica “Action on Sugar”, que analisou mais de 200 marcas da bebida. De acordo com a pesquisa, mais de um quarto delas continha o mesmo nível de açúcar ou mais do que Coca-Cola, que tem 10,6 g para cada 100 ml. As piores marcas identificadas pelo grupo tinham níveis que variavam de 13g a 16g para cada 100 ml. A pesquisa olhou especificamente para sucos que foram destinados a crianças ou comercializados em merendas escolares. Nutricionistas afirmaram que tais concentrações podem ocasionar obesidade infantil e cárie dentária. Por outro lado, sucos de frutas frescas, que não podem conter aditivos como açúcar extra, tendem a ser menos nocivos do que bebidas de frutas ou sucos feitos a partir de concentrado. Em sua defesa, a Associação de Refrigerantes Britânica (BSDA) alegou que o consumo diário de suco de frutas no Reino Unido chega a uma média de apenas 45 ml por pessoa, representando cerca de 1% das calorias da dieta média britânica.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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