Teia Digital

Candidatos ao governo de Rondônia tiveram diálogo na Fiero – Por Sílvio Persivo

A concha é tão boazinha! “A chave para buscar a excelência é adotar um processo de aprendizado orgânico e de longo prazo, e não viver em uma concha de mediocridade estática e segura” ( Josh Waitzkin).

NOVO COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS

A Passagem de Comando do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia ocorreu nesta segunda-feira (24). O Coronel BM Demargli da Costa Farias assumiu a direção da corporação, substituindo o Coronel BM Felipe Santiago Chianca Pimentel, que era comandante desde abril de 2017. O governador do Estado, Daniel Pereira, discursando afirmou que Rondônia conseguiu avançar na política de valorização dos militares através de leis que permitem a promoção desses profissionais para que tenham condição de prestar o devido serviço à população e elogiou as medidas adotadas pelo Corpo de Bombeiros. Assumindo o comando geral, o coronel BM Farias falou sobre a intenção de dar continuidade ao planejamento do comando anterior. “A ascensão do comando representa o ápice do oficialato para os que são oriundos da Polícia Militar no Corpo de Bombeiros. Acredito que quando se assume uma posição de comandante geral, você tem a responsabilidade de fazer essa Instituição melhorar com as ideias que você tem.”

CANDIDATOS AO GOVERNO TIVERAM DIÁLOGO NA FIERO

Apresentando os respectivos planos de governo e respondendo as perguntas sobre temas fundamentais como infraestrutura, educação, licenciamento ambiental e fomento aos pequenos negócios, cinco dos nove candidatos ao governo de Rondônia participaram na sexta-feira, 21, do evento ‘Diálogo com os Candidatos ao Governo’, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia – Fiero. Realizado no salão de convenções da Casa da Indústria, em Porto Velho, a iniciativa contou com a participação de conselheiros e diretores da entidade, assim como empresários e profissionais da imprensa local. O evento começou às 17 horas, dedicando meia hora para cada candidato. Após a apresentação do candidato e leitura da síntese curricular, os candidatos Pimenta de Rondônia (PSOL), Acir Gurgacz (PDT); Expedito Junior (PSDB); Vinicius Miguel (REDE) e Pedro Nazareno (PSTU), que apresentaram os respectivos planos de governo e responderam às questões formuladas pelo presidente da Fiero, Marcelo Thomé. O presidente da Fiero, Marcelo Thomé, realçou que a iniciativa é apartidária e visa apenas estreitar o diálogo com os candidatos. “É o salutar exercício da cidadania e cada um deles teve a oportunidade de expor suas propostas para o setor produtivo”. “Entregamos aos cinco candidatos dois importantes documentos, o primeiro preparado pelo Movimento Rondônia pela Educação, um criterioso planejamento estratégico voltado à melhoria da educação no estado e outro focado no plano de desenvolvimento industrial. Ficamos satisfeitos, pois de forma simbólica os candidatos assinaram e abraçaram ambas as causas. Reafirmamos ainda que sendo eleito, a Fiero irá cobrar as referidas ações através do diálogo”, disse. Ao final da exposição, cada candidato assinou o Termo de Compromisso com a Fiero para, caso seja eleito, implementar parte das medidas sugeridas.

O DISTANTE CAMINHO DO TURISMO É PERCEPTÍVEL

No próximo dia 27 será comemorado o Dia Internacional do Turismo. O turismo tende a ser um grande fator de desenvolvimento de Rondônia e Guajará-Mirim, fronteira com a cidade irmã da Bolívia, Guayara-Merin, é, sem dúvida, o grande e ainda inexplorado destino do turismo interno, apesar de ser uma atração sem que se faça o que é mínimo para aproveitar este filão. Devíamos seguir o exemplo de Manaus, que, além do Teatro Amazonas, criou outros locais dignos de receber os mais exigentes turistas do mundo. Um exemplo é o flutuante Peixe Boi, que, em janeiro deste ano, completou 30 anos de existência no rio Tarumã. Por lá passaram  várias personalidades entre artistas, jogadores de futebol, empresários e chefs internacionais. Graças a uma paulista Ana Scognamiglio, que, numa viagem de turismo a Manaus, percebeu que poderia viver num local paradisíaco, ganhar dinheiro e nem mais voltar para São Paulo. E ela não sabia nada de comida regional. Aqui está faltando políticas públicas e pessoas que percebam que o futuro de Rondônia está atrelado ao turismo, mas, que precisamos fazer o que a Ana fez por lá: atender às necessidades dos clientes para ser reconhecida por seus bons serviços. É essencial que as pessoas se conscientizem da necessidade de bem receber os visitantes e de prestar bons serviços.

MODERNIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA SERÁ FEITA NO LONGO PRAZO

O caminho para a modernização da infraestrutura no Brasil é longo. Demandará um esforço de duas décadas e investimentos pelo menos duas vezes maiores que os atuais R$ 132 bilhões, que correspondem a 2% do PIB nacional. É preciso alcançar os aportes na área para um patamar mínimo de 4,15% do PIB, o equivalente a R$ 274 bilhões. As estimativas são do estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) “Privatizações na Infraestrutura: o que falta fazer?”, que lista as medidas prioritárias para o avanço do país nas áreas de transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento e telecomunicações. O trabalho integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregou no começo de julho aos candidatos à Presidência da República. Wagner Cardoso, gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, defende mais aportes de recursos da iniciativa privada na gestão da infraestrutura como alternativa para a retomada da competitividade dos produtos brasileiros. “A crescente queda dos investimentos públicos reforça a necessidade de expansão da participação privada na infraestrutura nacional. Uma medida importante é reforçar a agenda de concessões e privatizações já em andamento no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)”, afirma o gerente. De acordo com o estudo da CNI, o fator que mais contribuiu para o atraso da infraestrutura no país foi a reduzida capacidade do setor público de investir. “O histórico de baixo impacto do investimento em infraestrutura no Brasil está diretamente associado à limitada capacidade de execução do Estado – no sentido de planejar, elaborar e escolher os projetos com maior relação benefício-custo, contratar sua execução, fiscalizar e assegurar sua integridade”, destaca o estudo.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNISTA TEIA DIGITAL

JORNALISTA, PROFESSOR E ECONOMISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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